BBB - DE CARA PRA LUA, de Olho no BBB9

Uma vida em segredo

Cena do filme Uma Vida em segredo de Suzana Amaral

Ontem foi uma noite memorável, literalmente. Algo para se guardar na memória ou, melhor ainda, alguma coisa que me despertou lembranças. Cheiro de mirra, a casa de minha amiga lembrou-me tantos amigos deixados no passado, recordações de músicos, artistas, arremedos de intelectuais, verdadeiros intelectuais, toda uma juventude que corria no fio da transgressão e da marginalidade. Não uma marginalidade nociva, mas no estrito senso da palavra, o de estar à margem, o de gostar de circular em torno de uma sociedade que se recusava a pensar, a gente se achava meio dono do mundo. Mas era bom, como eram gostosos os apartamentos charmosos em Laranjeiras com estantes recheadas de livros, discos de vinil, papos que se estendiam madrugada adentro, sensação de fazer parte de algo acolhedor e ao mesmo tempo perturbador. Ontem foi uma noite memorável.

Ontem me fez recordar qual o sentido de eu manter essa página na Internet. Por motivo de risos, companheirismo, vontade de dividir um pouco de mim, o que eu tenho feito muito pouco ultimamente. Minha vida parece que foi carregada num turbilhão onde a gente se travesti do outro e se esquece de nós. Vamos deixar Íris e Diego no passado, essa é minha proposta para daqui pra frente. Com quem eles serão felizes não nos diz respeito e não faz parte de nossas vidas, pelo menos não faz parte de minha vida. Gostei da idéia do boicote ao boicote. Ri muito com as meninas me contando que a cada boicote proposto elas faziam exatamente o inverso, numa atitude bem humorada de quem não vê o sentido de tanta loucura. Quero falar de mim, quero discutir o mundo, quero olhar a vida, quero sair de dentro desse quarto escuro, cego e cansativo. Viva a liberdade!

Nunca fui muito certinha, sou completamente desorganizada, canalizo toda a minha capacidade de concentrarão em meu trabalho e quando saio de lá minha cabeça voa em histórias mirabolantes, em desejos de liberdade. Esse é o sentido do DCPL, to set me free. E tenho estado aprisionada, amarrada e desconcentrada. Com minha liberdade gostaria de libertá-los também, vamos torcer para quem vocês gostaram e se apaixonaram no "BBB7", mas chega de campanhas, chega de link, chega de retaliações, vamos sorrir, se divertir e viver. Enquanto tantos de degladiam, os outros estão vivendo, realizando seus próprios sonhos. Você, já realizou o seu?

Quando foi a última vez que você fez uma campanha por si mesmo? Quantas vezes votou em você para ser a musa de sua vida? Quantas vezes encabeçou movimentos para boicotar a falta de vontade de sair de casa, olhar o mar, ouvir uma música, dançar pela casa, gritar bem alto? Quando foi a última vez que você fez um projeto e uma estratégia para que sua vida desse certo? Qual foi a última vez que torceu para que o amor de sua vida estivesse na esquina? Qual foi a última vez que olhou com interesse para um homem que cruzasse seu caminho na rua ou que fez amor com seu marido, namorado ou amante olhando nos olhos e beijando com vontade sua boca? Qual foi a última vez que se olhou no espelho e viu que o tempo passou e, no entanto, seu rosto ainda guarda a beleza de menina, seus olhos brilham como o de uma criança, sua boca sorri de volta num galanteio à imagem que está refletida a sua frente? Qual foi a última vez que viu no reflexo de sua juventude uma promessa para a maturidade? Por quanto tempo sua vida ficará em segredo?

Estamos inaugurando uma nova fase no DCPL, entrem em nossa aventura os que estiverem dispostos a fechar portas, a esquecer o passado, a viver o futuro, a esperar a próxima edição do "Big Brother Brasil" tentando esquecer do "BBB7". Quem tinha que conquistar já conquistou, quem tinha que ser esquecido também. Íris precisa de sua liberdade assim como nós precisamos da nossa. É uma aventura e tanto, talvez um pouco tardia, mas nunca é tarde demais para recomeçar. Obrigada meninas pelos risos frouxos, pela alegria incontidade, pelo prazer da noite, pelas reflexões que eu trouxe para casa. Obrigada pelo boicote ao boicote. Obrigada, obrigada, obrigada.

 

Ontem morreu Paulo Autran, o maior ator do teatro brasileiro






Posted by Susan

Dias melhores pra sempre

Jota Quest

 

Diz um velho ditado, falem mal, mas falem de mim. O ditado significa que é bom que falem mal da gente? Não, absolutamente. Ele apenas expressa uma realidade. Se as pessoas estão preocupadas em falar mal de alguém é porque essa pessoa é ou foi importante em suas vidas. Quem se dá ao trabalho de monitorar a vida alheia para tentar achar uma brecha qualquer para dizer que aquela pessoa não é importante vocês podem ter certeza de que ela é sim, seja lá qual for o motivo.

Seja porque ela espelha todos os desejos de realização que, quem fala mal, não conseguiu. Seja porque ela acabou se sobressaindo mais do outros, seja porque a pessoa acabou contradizendo todas as expectativas de fracasso anunciadas e deu a volta por cima mostrando exatamente o oposto, seja por medo de que ela fique mais rica e alcance sucesso profissional duradouro. Seja por decepção, como foi o caso aqui do DCPL com o Alemão. Seja por absoluta falta de interesses reais e importantes na vida ou, mesmo, por pura maldade e maledicência. Existem pessoas que se alimentam da infelicidade alheia, sem ser psicóloga e já arriscando um palpite bem lugar comum, pressupõe-se que a infelicidade vive batendo à porta de quem assim age.

No final das contas, reagimos de acordo com aquilo em que acreditamos, com aquilo que construímos na vida. O certo é que Íris incomoda, se não incomodasse tantos não estariam pela net preocupados com sua vida. Ela também fascina, talvez por sua maneira franca demais de lidar com a mídia e com os fãs. Íris fala abertamente de sua vida pessoal. Bom ou ruim? Depende. Hoje comentava com meu marido que talvez fosse o momento de Íris dar menos satisfação de sua vida. Ao que ele mês respondeu... Mas, seria ela a Íris que todos conheceram se agisse assim, de caso pensado e sem ser impulsiva? Fiquei pensando o quanto ele estaria certo. A última vez que falei com Íris foi na quinta-feira passada e ela estava bem, o que aconteceu de lá para cá, eu não tenho a menor idéia e acredito que não interesse a ninguém, somente a ela. Qual a importãncia de estar com o grego, o germãnico, o norueguês ou o francês? Por que a felicidade e o sucesso da mulher mede-se pelo homem que ela tem a seu lado ou não?

Hoje acordei meio raivosa pensando o que as pessoas entendiam sobre o amor. Foi bom discutirmos a questão do romantismo e do amor romântico aqui no DCPL durante o "BBB7". Foi tão bom que rendeu boas reportagens na mídia oficial sobre esse anseio que parecia adormecido e esquecido em meio à conturbada vida moderna. Foi muito bom observar uma história de amor sem um beijo na boca, nos deu condições de discutir a vida, nos deu espaço para manifestarmos nosso lado romântico, sensível, carente de um sentimento maior que fosse além do sexo pelo sexo.

Vivemos num mundo onde o sexo e o amor foram banalizados, como dizem por aí, isso é fato. Jovens dormem juntos e fazem sexo com a mesma facilidade que dão um simples beijo na boca. Ruim? Não acho, mas acredito que seja um assunto importante para ser discutido seja aqui no DCPL ou em qualquer outro lugar. Desde que a discussão seja travada num nível onde a gente possa modernizar-se um pouco, ou parar para refletir o que seria essa tal modernidade. Não me arrependo um tico da maneira como eu observei o "Big Brother Brasil" nessa última edição, foi a experiência mais rica que eu passei aqui na net "BBB".

Nunca coloquei tanto de mim numa discussão, foi tanta doação que acabei me revelando por inteiro, perdendo a reserva de não publicar minha foto na net, avançando em estabelecer o DCPL como um blog respeitado, nem sempre querido, mas tenho certeza de que respeitado. Senão, não existiriam pessoas que discordam de mim e fazem questão de vir aqui para deixar sua opinião, me criticar ou simplesmente me agredir. Se eu fosse um nada, não despertaria tanto interesse. Às vezes me parece que as pessoas temem que aquilo que está escrito no DCPL se transforme em verdade e fazem uma verdadeira cruzada para me provar errada ou mal intencionada.

Mas, o que eu mais queria no DCPL é que ele se transformasse num espaço de discussão das questões que envolvem relações humanas entre homens e mulheres. Quais são os nossos anseios, o que é o amor? Ontem eu falava aqui que não existe apenas um homem e uma mulher destinados um ao outro para o resto da vida. É bom namorar essa idéia, mas não podemos esquecer que ela tem origem na defesa dos casamentos monogâmicos e da necessidade de garantir o direito de herança de pai para filho. O amor romântico acabou acorrentando a mulher à casamentos infelizes, à noção de que não ter aquele homem ao seu lado seria uma maldição de infelicidade eterna.

Eu não acho que a gente nasça predestinada a ninguém. Acredito que temos sim vários resgates para fazer na vida, reencontraremos nesta vida pessoas que conhecemos de vidas passadas e com elas tentaremos fazer uma espécie de acerto de contas a fim de que nosso espírito possa evoluir um pouco mais. Mas, destino traçado não existe. Deus não seria tão injusto de não nos conceder o livre arbítrio. E exercê-lo em toda sua plenitude, sendo dizendo não às relações que não nos fazem bem ou dando uma oportunidade ao nosso coração para viver novas aventuras.

Acredito que o coração venha ao mundo vazio e disponível e assim permanecerá até que encontremos alguém que venha nele se abrigar. E se não der certo, a gente sofre, chora, se descabela, num rito de passagem de esvaziar o coração novamente para deixá-lo disponível e mais maduro para encontrar outra pessoa. Como disse a Chivas, seria injusto se amássemos apenas uma vez na vida, o mundo é grande demais, povoado demais para que nossa chance de felicidade fosse tão pequena.

 

 

Aniversários da Semana

Dia 8 de outubro, aniversário da Ryane! Querida, que esse seja uma ano de muitas realizações em sua vida.

Beijos enormes dos amigos do DCPL!

Hoje, dia 12 de outubro, é dia do Aniversário da Sil!

Feliz Aniversário! Comemore com alma de criança e felicidade de mulher. A vida foi feita para que a cada ano a gente não envelheça, mas renove o sentido de nossa passagem pela Terra, ou seja, ser feliz e espalhar alegria.

Muitos beijos dos amigos do DCPL!




Posted by Susan

O importante é que a menina dança

 

A menina dança

(Moraes Moreira e Luis Galvão)

Quando eu cheguei tudo tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma
Viro os olhinhos

Só entro no jogo porque
Estou mesmo depois
Depois de esgotar
O tempo regulamentar

De um lado o olho desaforo
Que diz o meu nariz arrebitado
Que não levo pra casa
Mas se você vem perto eu vou lá
Eu vou lá

No canto do cisco
No canto do olho a menina dança
Dentro da menina
Ainda dança

E se você fecha o olho a menina ainda
Dança dentro da menina
Ainda dança
Até o sol raiar
Até o sol raiar
Até dentro de você nascer
Nascer o que há

Quando eu cheguei tudo tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma
Viro os olhinhos.




Posted by Susan

Íris e o Teleton, parte 2

Dado Dolabela dando em cima de Íris Stefanelli? Como diria o Jô Soares num antigo programa de televisão... Querias...

Eu custo a acreditar que já estamos no meio do mês de outubro, mais um piscar de olhos estaremos em novembro, dezembro, Natal e, finalmente, mais uma edição do "Big Brother Brasil". Esse ano passou voando, com todas as polêmicas gerando em torno dos nomes de Íris e Alemão, eles fizeram a festa no "BBB7" e quem pensar na sétima edição certamente terá muita dificuldade de esquecer uma caipira e um surfista. Seja para o bem ou para o mal, gostando ou não deles, não resta dúvida de que toda a história do "BBB7" começou e terminou em Íris Stefanelli e Diego Gasquez. Os demais foram meros coadjuvantes no jogo, alguns por se recusarem a jogar, outros, por terem se perdido no jogo e desperdiçado boas oportunidades e perspectivas.

Mas toda essa empolgação em torno dos nomes desses dois ex-BBB´s não pode deixar que as pessoas queiram determinar a vida de um ou de outro. Se não gosto e critico é uma coisa, mas se gosto e quero porque quero que Íris faça algo que eu ache importante, isso realmente não tem mesmo nada a ver. Acaba desembocando nessa confusão do desmentido do SBT e da explicação de sua assessoria de que alguém haveria ligado para oferecer Íris para participar do Teleton. Não acredito que a assessoria do SBT iria inventar até o nome da pessoa que se apresentou como assessora de Íris a oferecendo para participar do programa. Creio, de verdade, que foi alguém bem intencionado que achou que estava fazendo uma jogada inteligente para ajudar Íris e acabou fazendo uma bela besteira. 

Muitas pessoas acreditam que Íris poderia fazer isso, que Arlete deveria fazer aquilo, achando que poderiam fazer melhor do que o que já está sendo construído por Íris e Arlete. No afã de ajudar, podem acabar prejudicando. Não consigo acreditar em jogada de má fé, venha de que canto for, afinal de contas, as pessoas têm mais a fazer para promover seus contratados do que ficar armando planos mirabolantes para prejudicar outros. É demais para minha compreensão. Não vamos tecer teorias da conspiração, elas não ajudam e só tumultuam mais ainda. Se vier a tona alguma coisa nesse sentido, aí sim vale a pena ser discutida, argumentada e criticada. 

Se o desmentido do SBT for exatamente da maneira como ocorreu, de tudo isso fica uma lição, vamos deixar que Íris decida sua vida da melhor maneira possível. Na quarta-feira quando me pediram para apoiar uma campanha para que Íris aceitasse ir ao Teleton, eu fui exaustiva em argumentar contra mostrando o quanto era imprópria essa interferência. Essa nota da assessoria do SBT desmentindo o convite feito à Íris só veio mostrar o quanto eu estava correta em não interferir nesse tipo de assunto. Deixem que Íris abra seu caminho, torçam por ela, mas não a aprisionem em vontades e desejos que nem sempre serão os dela e, muitas vezes, nem serão oportunidades realmente disponíveis.




Posted by Susan

Íris, o Grego e o Teleton

Para quem está preocupado com o Grego, Íris diz nesta reportagem que estão se vendo e namorando. Quem não acreditar e quiser fotos que dê uma de paparazzo e ande atrás de Íris para conseguí-las...

 

Quanto ao Teleton, parece que realmente ela não vai... Ela já fez a lipo, já está feita, agora é se recuperar para ficar forte e saudável. Linda ela sempre continuará sendo. Parece que o Teleton terá que esperar o ano que vem ou, então, tio Silvio muda o tipo de participação da apresentadora...

Cadastro DCPL

Não sei se muitos sabem, mas fiquei sem os cadastros que vocês fizeram no DCPL. Portanto, só tenho os contatos daqueles que estiveram no Encontro do Rio de Janeiro e nos aniversários do Rio, São Paulo e Minas Gerais, e, mesmo assim, a galera do Primeiro Encontro do Rio eu preciso de dados como telefone e data de aniversário. Tenho a relação de aniversários de um monte de gente de quem eu não tenho o contato como telefone e email, enfim, uma baita confusão. Portanto, gostaria que aqueles que haviam se cadastrado anteriormente que me mandassem um e-mail para o endereço cadastro_dcpl@hotmail.com e se recadastrassem, por favor. Sei que está parecendo coisa de INSS(rs), mas realmente fiquei sem os dados da maioria de vocês que haviam se cadastrado como decaretes. Esse será o email oficial de cadastramento no DCPL, qualquer outra relação de cadastro que exista na net, não pertence mais ao DCPL e nunca esteve sob o meu controle. Obrigada.

Por favor, mandem nome, telefone, nick, email e data de nascimento.

Obrigada!

Beijos.




Posted by Susan

Sessão de Cinema no De Cara Pra Lua

Memórias de Uma Gueixa

O projeto inicial era para ser realizado por Steve Spielberg, esse era o sonho do cineasta, traduzir para as telas do cinema o romance Memórias de uma Gueixa. Infelizmente, assoberbado por outros projetos, Spielberg não teve tempo para se dedicar ao roteiro e ele acabou indo parar nas mãos de Rob Marshall. Bom ou ruim? Talvez tenhamos perdido a oportunidade de ter mais uma obra prima do cinema, no entanto o filme Memórias de Uma Gueixa de Rob Marshalljá e impressionante pela bela fotografia e pela atuação do tri feminino que encabeça o elenco. Aliás, outro motivo de polêmica além da direção tão criticada por alguns especialistas. As atrizes principais do filme não são japonesas e sim chinesas e uma malaia. O que gerou uma crise diplomática com China e Japão que reabriram as feridas da guerra e o antagonismos entre os dois países.

Enfim, deixando os especialista e as curiosidades do filme de lado eu diria que o filme me encantou pela bela história que percebe-se mesmo através da direção um pouco banal. Quantas vezes eu assisti a Memórias de Uma Gueixa? Talvez umas quatro ou cinco, no entanto nunca me canso, jamais deixo de me surpreender ou me emocionar. Dizer que é um conto de Cinderela com toques exóticos e orientais é bem mais do que o óbvio. Digamos que é um caminho de compreensão. De entendimento da alma feminina e suas nuances, detalhes e sutilezas que muitas vezes escapam à compreensão do homem. E, quem sabe, de nós mesmas, mulheres ocidentais, modernas, urbanas e um tanto sem raízes e sem referência.


Já li críticas exaltadas de mulheres que se negam a ver a beleza do filme por conta de sua história, pois dizem não conseguir entender o belo numa relação onde a mulher se torna uma mercadoria. Eu diria que olhar o filme dessa maneira é diminuí-lo demais aos nossos olhos, pois esconde um olhar que não consegue compreender as sutilezas da cultura oriental e suas tradições. Se é melhor ou pior eu não sei, mas que é bastante diferente não resta nenhuma dúvida.

Eu acredito que perdemos a nossa capacidade de entender nossa verdadeira essência, nossa capacidade de doação, nossa necessidade do amor e do que ele possa representar em nossa vida. Pois, amar é antes de tudo doar-se por inteiro, sem premissas primeiras, sem condições estabelecidas, sem egoísmo e sem reservas. Precisamos ser uma gueixa para viver essa experiência? Certamente que não, mas ao lançarmos nosso olhar sobre outras culturas e outros entendimentos de vida, talvez a gente consiga entender alguma coisa perdida em meio à licença para dirigir, à exposição de nossa nudez, às máquinas de lavar pratos, ao forno de microondas e promessas de realização profissional.

Certamente serei acusada de querer dar um passo atrás, na verdade, eu queria dar um passo à frente, caminhar para o alto e compreender o porquê somos tão diferentes dos homens e, principalmente, aceitar essas diferenças. Não é fácil entender Sayuri e seu universo recheado de quimonos luxuosos, regras culturais tão diversas, marginalização e ao mesmo tempo fascínio do universo masculino. Mas é muito fácil compreender seus delicados sentimentos, sua doce abnegação e sua mais generosa oferta de si mesma. Através de Sayuri talvez a gente entenda um pouco o que foi deixado no passado e que jamais será resgatado, ou seja, uma certa nostalgia de ser um mistério a ser desvendado.

Ao mesmo tempo, o filme resgata a idéia do amor que transcende e que redime. É através do amor que Sayuri encontra seu destino. É através do amor que ela passa realmente viver, somente pelo amor ela encontra seu lugar no mundo. O sorvete comprado por um estranho é seu passaporte para a descoberta da mulher dentro da menina e, conseqüentemente, da aceitação de sua nova vida. E a idéia desse amor redentor e devastador não é muito distante do que vivemos e sentimos em nosso dia a dia, independente de nossa modernidade ou independência. Contradições e paradoxos de almas sensíveis que estão por aí cruzando nosso caminho, se esbarrando com a gente na rua. Como saber? Como tocar o desconhecido?

Enfim, o filme é primoroso, é vermelho e laranja. É rosa como as flores dos pessegueiros, é multicolorido como os quimonos das gueixas, é intimista como as trêmulas luzes das lanternas que iluminam a noite. Sem esquecer a trilha sonora maravilhosa de John Williams, existem cenas inesquecíveis como a de Sayuri no penhasco dando adeus aos seus sonhos e a dela menina correndo entre os postes coloridos. Uma que se despede e outra que dá boas vindas à esperança.




Posted by Susan

Os três crivos, ser verdadeiro, ser bom e ser útil

Os Três Crivos

... certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos: - Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te em particular...

- Espera!... ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?

- Três crivos? – perguntou o visitante, espantado.

- Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade.
Guardas absoluta certeza, quanto aquilo que pretendes comunicar?

- Bem ponderou o interlocutor, - assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e ...
então...

- Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que queres me contar?

Hesitando, o homem replicou:

- Isso não... Muito pelo contrário...

- Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o Proveito do que tanto te aflige.

- Útil?!... – aduziu o visitante ainda agitado. – Útil não é...

- Bem – rematou o filósofo num sorriso, - se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem Bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós...

 




Posted by Susan

Gisele Itiê está fora da Dança no Gelo

De quem é a responsabilidade? Do apresentador ou da artista?
 
 
 
Não será o acidente da Gisele Itiê que fará com que o Faustão tire o quadro a Dança no Gelo do ar. Na realidade, o apresentador levou a atriz essa noite em seu programa para defender a permanência do Quadro e a segurança dos participantes. Essa semana foi coberta de tititi sobre as pressões sofridas pelo hospital e pela médica que deu o laudo médico da atriz, segundo contam a família de Gisele estaria pressionando para que o laudo fosse modificado. Mêdo da Globo? Faustão argumenta que em todos os esportes existe risco e usa o automobilismo como exemplo. O que o apresentador esquecer de dizer é que corredores profissionais treinam desde crianças, aprendem ao longo do tempo, ganham experiência e ninguém em são consciência colocaria um artista para participar de uma corrida de Fórmula Um por melhor motorista que ele se considere. Uma coisa é ser amadora, outra é ser profissional.

Patinação no gelo é muito comum nos países do hemisfério norte onde existem inverno rigoroso, neve e lagos congelados. Mas, lá as pessoas começam a patinar muito jovens e, mesmo assim, ninguém se arriscaria a uma pirueta mais elaborada a não ser que possuísse qualificação para tal. Se fosse tão fácil dançar no gelo, todos americano e europeu fariam demonstrações fantásticas de suas habilidades diariamente. O erro do quadro não está nas pessoas tentarem patinar no gelo e, sim, de tentarem mostrar um trabalho profissional, ou algo parecido, sem ter qualquer experiência para tal.

O grande desafio da Dança no Gelo não é apenas patinar, mas fazer piruetas e acrobacias que os verdadeiros dançarinos levam anos e anos para aprender. Aí, meu caro Faustão, não tem escapatória. É arriscado e o acidente com Gisele Itiê já mostrou o quanto, por mais que tentem minimizá-lo. Será necessário que alguém morra de uma queda mal amparada para que se priorize a segurança e a integridade dos artistas e que a loucura pelo Ibope seja colocada em segundo plano? Tudo bem que a galera é adulta e está lá porque aceitou o convite, mas isso não tira a responsabilidade da emissora e de seu apresentador.

DCPL News

Dia 07 de outubro, terça-feira: Sessão de Cinema. Filme: Memórias de Uma Gueixa

Última quinta-feira do mês: Chá Literário. Livro: A Distância Entre Nós.

Alguém comentou que comprar o livro ficaria caro. Uma de nossas leitoras preocupou-se com isso e me mandou por email o endereço de um Sebo on line onde compra-se livros por preços bem em conta. Ela, inclusive, pesquisou que ainda teriam 23 exemplares do livro "A Distância Entre Nós" disponíveis para compra. O endereço é Estante Virtual. Ela nos sugeriu que pedíssemos a remessa por carta registrada, pois por Sedex fica muito caro, muitas vezes mais caro do que o livro. Fica aqui a sugestão. Obrigada Beth!




Posted by Susan


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