O preconceito encarado de frente na novela, a história de amor de um negro e uma branca, de um homem pobre e uma menina rica. Ficção ou realidade?
Ainda não consegui assistir a nenhum capítulo da nova novela da Rede Globo, Duas Caras. Minha irmã é meu termômetro para a qualidade das novelas, ela acompanhou Paraíso Tropical com interesse, considerando um dos textos mais bem escritos que ela havia visto nos últimos tempos. Da mesma maneira que ela ficou surpresa ao saber que eu gostava do Big Brother Brasil, eu também me surpreendi com seu gosto pelas novelas. Ah, quer dizer que a senhora gosta de novelas? Ao que ela me respondeu... Você não imagina a quantidade de professores universitários que estão acompanhando atentamente à novela do Gilberto Braga. Enfim, a comunidade acadêmica também é noveleira.
Novela é igual ao "BBB", começa desagradando sempre. Nesses três anos de net ainda não consegui assistir a nenhuma edição do Big Brother que comece de cara com todos achando interessante e caindo de amores por alguém. Em geral, nossas preferências vão mudando, muitas das primeiras impressões dão lugar à opiniões contrárias, quem a gente achava que ia ser legal, acaba nos desagradando por algum motivo, aquele que de cara a gente antipatiza, vira o participante mais interessante do jogo. Lógico, que tudo isso segundo a ótica pessoal de cada um. Talvez as novelas ainda consigam alguma unanimidade, o "BBB", no entanto, jamais. É guerra para todo lado. A próxima edição não será diferente.
O que nós esperamos do "BBB8"? Eu espero que, no mínimo, ele seja bizarro. Brincadeira... Ou será que eu estou falando sério? Sei lá, tenho poucas certezas com relação à próxima edição, mas existe uma coisa que será verdade absoluta, a oitava edição vai começar desagradando. Primeiro, porque aqueles que gostaram da edição passada custam a se render aos apelos dos novos jogadores. Segundo, porque, assim como as novelas que os personagens vão se descortinando ao poucos para o telespectador, com o "BBB" acontece quase o mesmo. O tempo vai revelando a personalidade de cada um e a gente acaba envolvida na batalha de todos para ganhar um milhão de reais. Terceiro, porque existem os que são do contra sempre. Hay Pedro Bial e Boninho soy contra. E assim caminha a discussão na net "BBB".
Eu acredito que a oitava edição encontra-se diante de um grande desafio. Quebrar alguns comportamentos que foram sucesso e fracasso no "BBB7". Como a seleção do programa vai resolver essa equação para garantir sua audiência eu não tenho a menor idéia, mas gostaria de saber. Deve ser interessante entrevistar esse monte de egos que se prontificam a entrar no jogo, cada um querendo vender-se melhor do que o outro. Muitas vezes a produção erra feio, talvez o grande exemplo tenha sido a sexta edição. Eu acredito que eles pensavam que a Thais, o Gustavo e o Iran trariam mais polêmica para a convivência do grupo do que a sua participação acabou revelando. No "BBB7" houve um acerto no rumo do grupo e até hoje a sétima edição ainda não conseguiu acabar “tudo em pizza”. As polêmicas continuam, continuam e continuam...
Eu estarei aqui, essa é outra verdade absoluta. Como eu costumo dizer, seja para o bem ou para o mal, minha presença nessa discussão é garantida. A não ser que alguma coisa muita séria me impeça de continuar observando o dia a dia do "Big Brother Brasil". Esse ano a minha promessa do ano passado continua. Não sei o que eu gostarei ou não, mas vou continuar analisando o jogo com o mesmo olhar apaixonado de sempre, com a mesma emoção. Pode ser que a gente volte a concordar com a análise dos jogadores, pode ser que a gente passe a discordar, mas continuaremos discutindo com o DCPL de portas abertas para (quase) todos. E, mais uma vez, assim que abrirem as portas do "BBB8" eu fecharei meus olhos para o que se escreve na net "BBB". Não por nenhuma questão particular com outras análises, mas porque, assim como falou o Bial um dia referindo-se às discussões na net, eu já sou crítica demais comigo e o fanatismo e a vaidade impera em algumas análises traduzindo-se na necessidade de se atingir e ofender pessoalmente os blogueiros com opiniões divergentes. Foge do jogo e acaba em escaramuças pessoais que cegam as pessoas. Eu tô fora. Ademais, deu certo esse ano e espero que continue dando certo no ano que vem.
Hoje é Aniversário da Marylee!
Muitos sonhos, presentes, amigos, família por perto, carinho, beijos e abraços.
Feliz Aniversário!
Posted by Susan
Amigos mineiros, minhas malas estão prontas
Paisagem com jeito mineiro, carioca e niteroiense...
Praia de Camboinhas, Niterói/RJ
Faltam poucos dias para nosso Encontro em Minas Gerais, o grupo já está grande, cheguei a me surpreender com a quantidade de mineiros que gostam do DCPL. Todos os nossos encontros foram bacanas, o primeiro Encontro em São Paulo contou a surpresa carinhosa da presença da Íris. Logo em seguida nos reunimos no Rio de Janeiro e os pré-encontros na quinta e na sexta-feira superaram em muito a nossa capacidade de dar risadas sem parar, há muito tempo eu não ria como naqueles dias. Conhecer um monte de gente nova no sábado completou nossa festa e alegria. O aniversário do DCPL em São Paulo foi a oportunidade de rever amigos queridos e encontrar aqueles que apenas conhecíamos pelos nicks. No Rio, a festa lindamente organizada pela Espiadinha e pela Miriam M.G. foi de um carinho enorme. Agora, finalmente, irei a Minas Gerais.
Estou muito feliz com esse Encontro tão esperado por mim para conhecer essa bela turma de mineiros que são tudo gente de coração “bão”. Nosso Encontro será no sábado, dia 27 de outubro, um almoço onde poderemos finalmente conhecer um monte de gente bacana e reencontrar outras tantas pessoas lindas. Iremos, mais uma vez, comemorar o aniversário do DCPL. Mas, já vou adiantando aos amigos mineiros que haverá uma turma de infiltrados invadindo as ruas de BH. Teremos visitas do Rio, de São Paulo e muita gente de outros Estados com uma vontade enorme de ir também. Iremos confirmar o local do Encontro essa semana, a Marylee, a Marke e a Gir estão gentilmente organizando e escolhendo o melhor local para nos encontrarmos. Meninas, nem sei como agradecer, principalmente, porque sei que quase nos perdemos ao longo do caminho e vocês estão sendo de uma generosidade ímpar. Obrigada. Estou ansiosa para chegar e abraçar vocês muito. Quem ainda não confirmou a participação, por favor, mandem um e-mail para aniversariodcplminas@hotmail.com. A gente se vê em Minas!
Elis Regina no Festival de Montreux
Posted by Susan
Brasil, Brasil, Brasiiiiiil...
Pedala Robinho....
Um time de bons garotos...
E a torcida feliz...
Posted by Susan
Sessão das Nove no Cinema do De Cara Pra Lua
As Garotas do Calendário
Se existe uma coisa de que eu gosto de falar é de cinema. Não que eu seja uma especialista no assunto, já confundi alhos com bugalhos diversas vezes aqui no DCPL, mas porque eu sou uma consumidora compulsiva de filmes na televisão. Assisto quase tudo, pois tenho horror a filme de terror. Principalmente aqueles americanos, com muito sangue jorrando, serras elétricas, homens mascarados e bonequinhos assassinos. Curto um bom filme de suspense, mas de preferência sentadinha ao lado do marido para poder enfiar a cabeça em seu ombro nos momentos mais tensos.
Semana passada assisti a uma belíssima comédia. O nome ”As Meninas do calendário”. A história gira em torno de onze mulheres que fazem parte de uma associação feminina numa cidade do interior da Inglaterra. No centro desse grupo de onze existem as duas grandes amigas que catalisam a história e roubam a cena com atuações estupendas de Hellen Mirrem no papel de Chris Harper e Julie Waters interpretando Annie Clarke. Quando o marido de uma delas morre, elas decidem levantar fundos para comprar um sofá para a sala de visitas do hospital local.
A idéia é vender o Calendário Anual da associação feminina para conseguir os recursos para a doação. No entanto, o calendário que a cada ano traz os mesmos temas (flores, vegetais, igrejas) nunca conseguiu fazer muito dinheiro. De idéia em idéia, pensando em como melhorar a performance das vendas elas finalmente decidem fazer um calendário com mulheres nuas, inspiradas naqueles calendários de parede de oficina mecânica. Só que as modelos seriam elas mesmas, senhoras sérias, casada reprimidas na faixa dos quarenta aos sessenta anos, que diante de um acontecimento desafiador acabam tomando atitudes completamente inusitadas com o apoio da grande maioria dos maridos.
O filme é divertidíssimo, tem um sutil e ácido humor britânico sintetizado na personagem da atriz que dá um show interpretando a mulher chegando à meia idade, mas com o mesmo espírito inquieto e questionador da juventude. Ella é a ovelha negra do grupo, pois é a mais fora dos padrões, a revolucionária, a divertida irreverente que leva ao sucesso uma empreitada que poucos acreditavam possível. Existem cenas ótimas como a do marido sentado à mesa de café da manhã junto com sua esposa e diz com toda a fleuma dos ingleses... Querida, você está nua no Telegraph, por favor, me passe o bacon.
Esse é um filme sem preconceito, sem amarras e sem grandes lições de moral, vale muito para levantar nossa auto estima. Um roteiro bem escrito e muito bem dirigido. Talvez o maior e grande ensinamento tirado da história é que com foco e vontade podemos transformar uma idéia maluca e criativa num grande sucesso. E, mais, que beleza exterior pode existir em corpos marcados pelo tempo, pela gestação dos filhos e pelas rugas de expressão que são as marcas de nossas experiências na vida. Detalhe importantíssimo no filme, a história é verídica. Quem não viu, veja. Vale a pena!
Hoje no GNT
Não percam! Marília Gabriela entrevista, às 22:47 h, Jose Padilha, cineasta e diretor do filme "Tropa de Elite" e o ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel.
Asas do Desejo - Win Wenders
Posted by Susan
Existe fofoca saudável?
Existem algumas matérias veiculadas na imprensa que vêm ao encontro de determinadas situações que a gente vivencia no dia a dia. Achei curioso ao abrir a página de ciência da Globo.com esta manhã e me deparar com uma reportagem que falava sobre a fofoca, mais impressionante ainda era que se tratava de uma pesquisa científica que surpreende pelas conclusões tiradas. O objetivo da pesquisa era observar o impacto da fofoca na vida das pessoas, segundo os pesquisadores a fofoca ajuda a gente a saber num determinado grupo quem é confiável e quem não é.
O lance era o seguinte, reunir cento e vinte e seis universitários num jogo onde primeiro se tentava identificar o grau de generosidade e confiabilidade de cada um. Caso os participantes apertassem um botão escrito "sim", eles ficavam com 1,25 euros a menos e seus parceiros no jogo ganhavam 2 euros. Se escolhessem o "não" eles ficavam com todo o dinheiro recebido inicialmente. Se todos tivessem o altruísmo de dizer "sim", o ganho individual para cada membro do grupo seria maior do que garantindo seu investimento inicial. No entanto, esse nível de confiança não foi alcançado. Foi difícil para o grupo como um todo arriscar confiando na generosidade do colega de jogo. Enfim, o ser humano é desconfiado por natureza ou, talvez, apenas realmente egoísta. Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Mas, o que eu achei mais interessante na pesquisa foi a constatação de que a fofoca tem mais peso do que a verdade. Mesmo tendo presenciando o fato com seus próprios olhos a tendência das pessoas é de dar mais crédito à fofoca do que ao que elas tenham visto com seus olhos e ouvido com seus ouvidos, me permitam aqui usar um pouco de vicioso pleonasmo. Mesmo com dados comprovados da confiabilidade da pessoa o grupo passava a olhar com desconfiança algum participante cuja fofoca era desfavorável à constatação de sua confiabilidade. E, aqueles que os dados mostravam serem não confiáveis, passavam a ter crédito por existir uma fofoca favorável a seu respeito. Os cientistas ficaram meio perplexos com tal constatação e ainda não conseguiram entender essa complexidade do ser humano.
Você já viu alguma coisa parecida em sua vida? Essa lhe parece uma situação que já se desenrolou diante de seus olhos? Eu já estou ficando cansada de assistir à situações como essa e, muitas vezes, de ser o alvo preferido das fofocas e mentiras. Já está ficando tão manjado que estou quase chegando ao ponto de achar engraçado, apesar de sempre ser bastante revelador sobre a essência do ser humano e dos pessoas que me cercam. Pois é, eu concordo com a conclusão final da matéria do G1 onde diz que a fofoca acaba referendando o comportamento das pessoas que se deixam influenciar por elas. Ou seja, se eu agiria dessa forma, é bem capaz desse fulano agir também, apesar de todos os fatos demonstrarem exatamente o oposto. Ou seja, quem é capaz de prejudicar o próximo, armar intrigas, gerar complôs para tirar proveito próprio sempre acreditará que o outro certamente fará o mesmo.
A mídia que lida com a fofoca manipula essa faceta pequena do ser humano a todo momento, vide as recentes notícias envolvendo os nomes de Íris Stefanelli e Stravos Stilianos e a Miss Natália Guimarães e o Governador Aécio Neves. Natália Guimarães chega a declarar que as fofocas envolvendo seu nome e do Governador foram tantas que ela se arrependeu de ter saído com ele, por outro lado, Íris vê-se mais uma vez envolvida em uma nuvem de fumaça que tenta desvendar o seu envolvimento com o empresário grego com lances recheados por maldosas fofocas de bastidores. Ou seja, manipula-se o lado maledicente e mesquinho da galera para fazer-se sensacionalismo. Quanto mais vil e sórdida for a notícia maior será o deleite dos leitores. Quem está errado? A mídia que se aproveita da situação ou o público que alimenta esse jogo de disse-que-disse? Sei lá... Questão tão difícil e improdutiva de resolver quanto discutir quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha.
Posted by Susan
Heróis e Heroínas
À minha irmã, uma heroína em minha vida... Feliz Dia dos Professores!
Quase sempre em entrevistas pergunta-se quem representa a imagem do herói na vida das pessoas. Invariavelmente esta pergunta vem com a resposta quase unânime: meu pai. Eu hoje gostaria de falar de heróis e heroínas e, particularmente, contar para vocês qual seria minha resposta a tão comum pergunta para se traçar o perfil das pessoas. Eu diria que em minha vida existem diversos heróis e heroínas e uma delas é minha irmã, que optou muito jovem pela carreira de professora e educadora.
Ela sempre foi uma idealista e, diga-se de passagem, optar por ser professor no Brasil exige uma grande dose de ideal e muita doação. Infelizmente vivemos num país onde a Educação foi deixada de lado, onde o ensino público e gratuito é uma vaga lembrança para alguns que ainda tiveram a oportunidade de sentar em bancos escolares onde o ensino gratuito era de excelente qualidade. Minha irmã é minha heroína, pois apenas com quinze anos de idade ela achou que podia mudar o mundo através da profissão de professora. De certa maneira ela conseguiu, seus textos e sua pesquisa hoje na área da História da Educação certamente estão dando sua contribuição para a reflexão sobre esse assunto tão importante.
Quando pensamos em ensino público sucateado, apenas lembramos das Escolas do Ensino Fundamental, pois as Universidades Públicas ainda mantém um certo padrão de qualidade, mesmo que tantas tenham sido abandonadas e perdido excelentes professores e educadores no período da Ditadura Militar. Nesse período também foi relegado a segundo plano projetos de pesquisa, muita gente foi embora para o exterior levando consigo uma aprendizado que acabou perdendo-se no tempo.
Agora as Universidades Públicas recebem mais um golpe de misericórdia. O novo projeto do Governo, o Reuni, traz embutida em promessas de mais recursos financeiros para as Universidades a perspectiva de transformar o ensino universitário num grande Colegião. Suas premissas são aumentar o número de vagas e o percentual de conclusão dos cursos, diminuindo a evasão escolar. O projeto inclui reformas curriculares, mudanças na forma de ingresso na Universidade e diplomação de tal maneira que garanta um maior número de alunos nas Universidades e muitos mais profissionais formados para enfrentar o mercado de trabalho.
Parece tudo muito bom demais para ser verdade, o problema é que os recursos liberados não serão suficientes para cobrir os custos da implantação das novas diretrizes. Em seu texto o projeto é claro, ele prega o “melhor aproveitamento da estrutura existente, tanto físicas quanto de recursos humanos. Se a expansão no número de vagas prevê um aumento de 90% no número de alunos nas Universidades e mantemos o mesmo número de professores em sua fase de implantação, como garantir qualidade de ensino?
Como diminuir o percentual de evasão das Universidades sem nivelar por baixo o ensino superior já que as turmas, provavelmente, serão bem maiores do que as atuais. E, mais, quais serão as verdadeiras causas da evasão escolar nas Universidades? O Governo já se deu ao trabalho de fazer essa pesquisa? Essas questões levantadas por mim são apenas a ponta de um enorme iceberg nas discussões travadas hoje pela comunidade acadêmica em torno do Projeto Reuni.
Enfim, são infinitas questões que rondam aqueles que hoje aqueles que buscam na Universidade uma profissão para a vida inteira. Nós já passamos por isso, certamente temos filhos, sobrinhos, netos, lutando para entrar na Universidade em busca de uma capacitação que lhe garanta um bom emprego no futuro. Um passo para frente e dois para trás. Até quando viveremos num país onde Educação vai continuar sendo a última prioridade? Até quando teremos professores heróis e heroinas, verdadeiros Dom Quixotes brigando contra moinhos de vento? Aos professores do DCPL, meus parabéns por esse dia, vocês mais do que ninguém merecem o nosso respeito e nossa consideração. Feliz Dia dos Professores!
Às vezes eu fico em dúvida se a net é interessante pelas fantasias que cria ou se são as fantasias que na verdade acabam criando a net. Eu nem ia tocar mais nesse assunto, mas já li tanta tolice nos comentários que gostaria de deixar algumas coisas bem claras antes que a fofoca role solta. Primeiro, eu nunca briguei com a Íris e jamais brigarei. Ela ocupa um lugar muito especial em meu coração assim como alguns outros ex-BBB´s. Gosto de muitos, já defendi o Alan Passos, o Gê, o Gustavo, entre outros. Mas tem uma turma que, pela proximidade maior comigo, eu tenho uma especial predileção. Nesse caso eu falo do Dhomini, Jean Massumi, Marcelo Dourado e Juliana Lopes, além, é claro, da Sabrina e da Íris.
O Dhomini porque eu acho que ele ainda é o grande campeão da história do "Big Brother Brasil", por sua extrema coerência. O Dhomini que nós assistimos no "BBB3" foi exatamente o mesmo que se viu diante de muitas contradições depois que saiu do jogo, ele é realmente um homem do mato, das cachoeiras, do misticismo, de uma religiosidade profunda que ele pratica com fé. Dhomini é um ser humano fascinante, eu tive e tenho uma grande admiração por ele e, no entanto, não falo nele todos os dias aqui no DCPL, aliás, há muito tempo não falava do carinho que tenho por ele e da maneira como a minha vida cruzou com a dele por uns breves e marcantes momentos.
O Jean Massumi eu vim a descobrir após o término do "BBB3". Hoje foi um dia estranho aqui no DCPL, pois vários nicks desconhecidos tentaram tirar proveito de uma situação que eu coloquei para discussão na tentativa de criar discórdia ou de me colocar numa situação difícil. Desistam, já passei por muitas nessa net e não será tão pouco que vai tirar o DCPL de seu rumo ou roubar a minha tranqüilidade. Achei engraçado que chegaram a dizer que eu persegui o Massumi e a Manu. Como assim Bial? O DCPL surgiu em 2004 bem depois da segunda edição em que a Manu participou e da terceira que foi a que abrigou o Massumi. Muito pelo contrário, entrevistei o Massumi alguns anos mais tarde e foi a entrevista mais deliciosa, inteligente e engraçada que eu fiz aqui no DCPL. Quanto à Manu, conheço as meninas de seu blog fã, já saímos juntas algumas vezes, ela é uma graça de menina, simpática e jamais falei nada de mal sobre ela aqui no De Cara. Para vocês verem até onde vai a loucura e a maldade das pessoas, inventar mentiras parece que passou a ser o passatempo predileto da net "BBB".
Marcelo Dourado me é muito querido porque gostei da trajetória dele no "BBB4" e, principalmente, porque mais tarde eu tive a oportunidade de conhecer sua tia Rô, que é uma pessoa muito especial para mim. Não nos falamos há muito tempo, mas as pessoas não precisam fazer parte de nosso dia a dia para terem um lugar em nosso coração. O Dourado é um rapaz gentil, educado, carinhoso e muito bacana. E também não falo mais nele aqui no DCPL, pelo fato de que a cada ano entra uma nova turma na casa e o natural é que se discuta o comportamento de quem está no jogo e não fora dele. Podemos até falar um pouco mais no pós-"BBB", mas é impossível passar três, quatro ou cinco anos falando das mesmas pessoas.
Se existe alguém que eu esteja em dívida aqui no DCPL essas pessoas são a Juliana Lopes e a Sabrina Sato, pois ambas são pessoas que, além de eu gostar imensamente, continuam na mídia e sendo notícia. Se seus fãs e amigos fossem ficar bravos comigo por não falar quase nelas aqui no DCPL eu até entenderia. No entanto, Sabrina é minha amiga pessoal, eu sempre digo para a mãe dela que ele é meio filha, sobrinha, amiga, enfim, brinco que eu roubo um pouco do carinho dela de mãe para mim. Aliás, Sabrina e seus pais e irmãos são pessoas pra lá de lindas, me recebem como se eu fosse da família e não ficam zangados porque aqui quase nunca trago notícias dela. A Sá tem seu blog oficial, tem a mídia que a promove, tem seu espaço garantido.
Da mesma maneira a Juliana Lopes é uma querida, sempre atenciosa e carinhosa, conheço sua mãe, troco e-mails com a Ju, ela nunca se nega a nenhum pedido meu e uma vez me deixou muito emocionada ao ligar para um fã seu, uma pessoa com problemas sérios de saúde, a meu pedido. Ligou na noite de Natal, tirou um pouco de seu tempo para dedicar a alguém que sentiu alento com seu gesto carinhoso, levou felicidade à um desconhecido, foi um verdadeiro presente de Papai Noel para um homem preso a uma cama por uma enfermidade sem caminho de volta. Naquele ano eu quase acreditei que papai Noel realmente existia, Juliana Lopes ressuscitou o espírito de Natal com uma grandeza que eu vi em poucas pessoas na vida. E eu também pouco falo nela aqui no DCPL, mas tenho certeza absoluta de que se amanhã eu passar a mão no telefone e ligar para ela serei recebida com o carinho e a consideração de sempre.
Pois é galera, o "BBB" tem uma longa história para contar, assim como o DCPL. Eu não surgi no "BBB7" e nem com Íris Stefanelli, nós já estávamos aqui bem antes da sétima edição começar. Íris mora em meu coração e sempre ocupará um lugar de destaque em minha vida, ela sabe que sempre poderá contar comigo como amiga e até um pouco como mãe. Íris está com seu caminho feito, o que acontecer daqui por diante está nas belas mãos que ela tem, está em sua determinação. Íris já venceu, está no auge do pós-"BBB" sacramentando as conquistas que ela semeou com sua tenacidade e firmeza de caráter. Eu não briguei com Íris, pelo contrário, gosto dela a cada dia mais um pouquinho, mas o DCPL já cumpriu o seu papel, já defendemos Íris no jogo com tudo e mais um pouco, já nos colocamos a seu lado nos momentos mais difíceis, e, em minha opinião, o caminho está aberto para ela coroar seu futuro com êxito e sucesso. E se ela precisar e quando tivermos notícias interessantes o DCPL estará sempre de portas abertas para ela.
No entanto, eu me recuso a acreditar que quem gosta de Íris Stefanelli só saiba falar em sua vida, só faça sentido sua vinda à net para saber e falar de Íris. Recuso-me a acreditar que Íris tenha fãs que não vão ao cinema, que não achem interesse numa peça de teatro, que não olhem com uma visão crítica a política em nosso país, que não curtam bandas de música, rocks pauleiras ou MPB, que não queiram fazer amigos e falar de coisas que interessem a homens e mulheres. Que não estejam interessadas na questão do aborto, na visão da Igreja Católica sobre o uso da camisinha. Eu me recuso a acreditar que as fãs de Íris acordem, vivam, durmam e respirem Íris vinte e quatro horas por dia. Porque simplesmente Íris não merece esse tipo de fã. A proposta é essa, que aqui a gente fale de outros assuntos, que a gente aproveite a amizade feita no "BBB7" para crescermos, nos instruirmos um pouco mais, trocarmos receitas de bolo, fazermos dietas, termos uma vida para viver, além de gostar de Irislene Stefanelli.
Posted by Susan
Domingo eu não vou ao Maracanã
Talita, a musa do Botafogo
Domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pelo time que eu sou fã... Pois é, domingo tradicionalmente é dia de futebol, talvez apenas na música, pois depois da televisão todos os dias são dias de futebol, pelo menos em minha casa. Que estranho fascínio contém essa bola? Minha mãe costuma dizer que é jogo de maluco com vinte homens correndo atrás de uma bola durante uma hora. Seu desamor pelo futebol é tanto que ela esquece de contar alguns jogadores e elimina uma boa meia hora de sua idéia sobre o futebol. Meu pai é louco por futebol, absolutamente fanático. Muitas vezes chego em sua casa e lá está ele empolgado torcendo por alguma partida de futebol na TV. Pergunto sempre, é o Flamengo que está jogando? Ao que ele me responde, não é uma jogo entre o Barcelona e o Real Madri. Como assim Bial? Pois é, a paixão dele é o futebol e não apenas o Flamengo.
Logicamente casei-me com outro alucinado pelo esporte, pelo menos ele não é flamenguista, meu marido torce apaixonadamente pelo Botafogo. E nem tentem tirar um sarro com a cara dele quando seu time está por baixo, ele simplesmente ignora e certamente dará um jeito de distorcer todos os fatos, provar-lhe que o Botafogo vai muito bem obrigada e ainda te alugar durante um bom tempo para contar a história da Estrela Solitária. Dessa maneira, da mesma maneira que aprendi a mar o Flamengo por conta de meu pai, eu aprendi a amar o Botafogo por causa de meu marido. Tenho um coração dividido, metade, vermelho e preto, e outra metade, preto e branco.
Quando eu era pequena futebol para mim era uma festa, pois significava domingos em companhia de meu pai, ir até o clube onde ele jogava e treinava o time local. Não sei dizer se ele era um bom jogador, mas corria pra lá e pra cá, gritando, dando ordens, reclamando, juntando a turma para traçar estratégias e eu simplesmente achava que ele era o herói do time, talvez um Zagalo, ou mesmo um Luis Felipe Scolari.
Enfim, falando de futebol e homens, eu não poderia deixar de falar em mulher bonita. Ontem meu marido veio me mostrar no computador um filme sobre a nova música do Botafogo. Entramos no site de Esportes da Globo.Com e chamou-me a atenção a eleição das musas dos times que está em curso para a galera votar. Pedi que a gente desse uma olhada nas meninas, pois me chamou a atenção o fato de que nenhuma delas era magérrima, sem ancas, sem quadril, sem bunda, sem pernas com culotes, enfim, o oposto do que comumente tem sido chamado de beleza em revistas femininas de moda, em capas de revistas famosas que atraem as consumidoras com fotos das celebridades importantes do país. Todas absolutamente magérrimas, em busca do corpo perfeito, ou seja, sem curvas que traduzam sua feminilidade. Muitas enfeiam com a busca dessa perfeição, vide a Débora Secco, que, de tão magra, está ficando com o rosto envelhecido.
Fiquei espantada, pois meu marido sempre me disse que quem gosta de mulher magra demais são as mulheres ou os gays, que, na verdade, nada entendem do gosto masculino pelo corpo feminino. Sempre achei que era uma maneira de, indiretamente, me deixar a vontade com o tanto de quilos que adquiri em doze anos de casamento, apesar de que meu biotipo nunca foi muito longilíneo. Sempre fui baixinha e cheia de curvas, mesmo há alguns anos atrás quando nos encontramos pela primeira vez. Descobri, numa rápida olhada numa página feita exclusivamente para homens, a grande verdade da vida, realmente quem gosta de magreza e osso de fora somos nós, mulheres, acorrentadas num modelo de beleza que jamais será alcançado a não ser pelo poder de muitas e doloridas cirurgias plásticas. Afinal de contas, somos brasileiras, com raízes africanas, indígenas, portuguesas, onde a miscigenação fez uma verdadeira festa para produzir uma das mais belas mulheres do planeta, com muita anca e muito culote para o deleite dos olhos masculinos.