Desculpem minha tristeza
Volver, um filme de Almodovar onde os vivos e os mortos coexistem sem conflitos, causando situações que são ao mesmo tempo hilárias e profundas em sua emoção. É um filme a respeito da cultura da morte, que fez parte de minha infância, quando as pessoas a celebravam com uma naturalidade admirável.
Minha cadela morreu. Eu sempre afirmei que quando isso acontecesse meu marido sofreria demais pelo carinho que tinha por ela, sempre propaguei que ele sentiria muito mais do que eu. No entanto, quem acabou arrasada fui eu, jamais imaginei que seria tão difícil encarar a morte de um animal doméstico, jamais pensei que, na verdade, eles passam a fazer realmente parte de nossa vida, se incorporam ao nosso dia a dia e se tornam membros da família. Desde ontem que eu estou triste, hoje, com a chegada de meu marido, eu finalmente desabei e chorei como uma criança.
Interessante que apesar de nossa formação cristã nos levar a celebrar um dia em homenagem aos mortos, nós temos uma grande dificuldade de lidar com as perdas. Temos um imenso medo da morte, ela é presente e, ao mesmo tempo, ignorada. Pensar em deixar de existir é uma terrível angústia. Como que um dia eu não estarei mais aqui, pensando, escrevendo, convivendo e conversando com amigos, parente e desconhecidos ocasionais que cruzam meu caminho nas ruas, lojas ou em meu local de trabalho?
Fui preparada para enfrentar as rotinas que cercam as perdas. Quando eu era criança, feriado de Finados significava visita ao Cemitério para enfeitar com flores diversas as lápides de parentes que haviam morrido antes de eu existir ou quando eu era pequena demais para lembrá-los. Nada tão latino quando esse feriado, enquanto eu escrevo me lembro de nossas idas em família e é inevitável relacioná-la com algum filme de Almodóvar e seus cenários multicoloridos, floridos e dramáticos. Nunca tive um medo verdadeiro do que popularmente chamam de nossa última morada, pelo contrário, elas fazem parte do rol de minhas lembranças de infância vivida no subúrbio, cercada por um clima de espiritualidade elevada que encarava a morte como uma passagem, um bilhete de trem para uma outra vida ou dimensão. No entanto, apesar dessa vivência, minha fé não é tão grande que me traga algum tipo de conforto.
Meu marido é completamente diferente de mim. É dele que eu tiro a força para enfrentar esses momentos e tantos outros. Ele sofre de maneira calada, mas sua dor é cercada de um silêncio que não significa recusa, mas sim aceitação. Quando sua mãe morreu, ele não chorou quando lhe dei a notícia, pensei que choraria quando encontrasse seus irmãos, mas ele continuou em sua tristeza silenciosa. Achei que uma hora ele desabaria e preocupei-me com seu rosto triste, mas calmo e forte. Inabalável. Voltei para casa com a convicção que ele deveria colocar sua dor para fora, mas o que eu não percebi é que sua dor estava exposta e para tal não era preciso que houvesse desespero. Meu marido, muito mais do que eu, realmente acredita nos ensinamentos que nos dizem que a vida é apenas um hiato em nossa existência. Quando eu crescer vou querer ser como ele. Enquanto isso não acontece, eu sigo agradecendo a Deus pela presença desse homem em minha vida. Pois ele me instiga a apreciar a vida e me ensina a aceitar a morte.
Posted by Susan
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Por um "BBB8" sem beijos para a Lua

Êta que o "BBB8" está chegando e todo mundo parece estar querendo falar de suas expectativas para a próxima edição. Eu não faço a mínima idéia do que farei ao analisar o próximo jogo, pois o rumo que tomou o DCPL durante o "BBB7" foi para mim uma total e completa surpresa. Eu gostei de Íris porque no início do jogo ela era a politicamente incorreta da história. O certinho, com um roteiro pra lá de manjado era o Alberto. Chegou com jeito de sangue bom, simpático e popular no grupo. Fez rapidamente um romance com a Bruna na intenção de tornar-se o Príncipe Consorte na casa. Apostou na rejeição do público ao triângulo amoroso achando que o preconceito jamais perdoaria Íris, Diego e Fani. Posso quase escutar palavras atônitas saídas da boca do Alberto ao dar-se conta de que o trio tinha ganhado o grande público:
- O que houve? Como podem não estar rejeitando os três? O público sempre foi preconceituoso, o que aconteceu esse ano?
Pois é, Alberto. O "Big Brother Brasil" é uma caixinha de surpresas. E assim como Joseph Klimber você terminou o jogo como um peso morto, um mal acabado peso de papel. O problema, Alberto, é que tio Boninho, apesar de ser adepto das novelas, ele acaba surpreendendo em sua aposta de quem será o personagem principal. Pois, por mais que as edições sejam tendenciosas, na verdade, suas histórias vão sendo montadas de acordo com a simpatia popular. Não existe um script pré-definido, caiu nas graças do público, é adotado pelo Boninho. Ele quer é audiência. Tanto é verdade que você fez tudo certinho e se deu muito mal no jogo, não é mesmo? É que enquanto você ia com a farinha o público já voltava com o bolo pronto e o seu castelo de contas de fadas com a doce Bruna caiu por terra como toda história mal contada. Mas, como diria o filósofo Bambam, faz parte. Não se avexe não, é vida que segue.
No entanto, o "BBB7" foi uma grande lição, pelo menos para mim. Se alguém mais tirou um bom proveito da observação dos três meses de confinamento que abriram o ano de 2007, que bom. Eu sei que alguma coisa mudou. Eu ainda lembro-me de um post que eu publiquei antes de começar o "BBB5" e ali a gente traçava algumas regras para a edição que iria começar. Muitas caíram em desuso, algumas foram ressuscitadas na sexta edição. Uma delas era não rezar, a outra era não chorar, e mais umas tantas que nem me lembro mais. Esta sétima edição também deixou um rosário de situações que não gostaríamos de ver repetidas, pelo menos, eu não gostaria.
Uma delas é neguinho, ou branquinho, olhando para a Lua e mandando beijos. Também incluo nessa categoria de rejeição beijos para mãe, pai, beijo em retrato, beijos para a Xuxa, beijos para meu empresário, beijos para a produção, beijos para minhas colegas de trabalho, ou seja, esse arremedo de entrega de Oscar ou cenas finais do filme "A Família Walton". Triângulo amoroso também não vai dar para aturar, esse trio do "BBB7" já deu trabalho pra lá de metro. Outra Analy e outra Carol a gente também não tem estômago para rever, gente que fica falando de jogos passados, pretensos letrados e doutorados em "Big Brother" já foi provado pelas duas que é um porre de aturar. Mandar beijinho para a net "BBB" também está no rol de minhas coisas não suportáveis. Casais corridos e desenfreados, montados em apenas uma semana de jogo também ficam chatinhos e o "BBB7" já mostrou que não decola, mesmo que dêem certo aqui fora, dentro do jogo a galera gosta de ir acompanhando a conquista. Enfim, a lista pode se tornar interminável. Aliás, e você? O que não admitiria jamais assistir na próxima edição do "Big Brother Brasil"?
Posted by Susan
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Um brinde à harmonia no DCPL
Dois longos dias sem internet. Telefones mudos, celulares calado. Na segunda-feira me senti completamente ilhada, o carregador de meu celular quebrou, minha linha telefônica pifou, minha Internet debandou. E cá fiquei eu, sem lenço, sem documento e sem referência. Como viviam as pessoas antes da invenção desses instrumentos absolutamente indispensáveis na vida moderna. Como vivíamos sem o computador? Sem telefone celular? Sem água encanada, luz elétrica, carros, relógios? Éramos mais felizes? Sei lá, só sei que hoje todas essas coisas fazem parte de nossa vida e quando não as temos a disposição é que nos damos conta da importância que elas assumiram em nosso dia a dia.
Elas são nossos elos com os amigos, elas nos trazem novos amigos. Ficar longe da net esses dias foi ficar longe de vocês, de um monte de gente que assumiu um papel importante em minha vida. Hoje eu estou extremamente clichê, muito feliz porque aqui no DCPL muitos vão, mas muitos retornam. Alguns se abrigam e ocupam um lugar em meu coração que não tem como explicar, que é difícil compreender como essas coisas aconteceram, como esses encontros se deram. Morro de medo de decepcioná-los ao longo do caminho, pois conheço cada um de meus defeitos e de minhas dificuldades, mas creiam em mim quando eu afirmo que nunca fui tão feliz na net o quanto sou hoje. E toda essa minha felicidade é por causa de vocês e do tanto que fizeram acontecer em minha vida.
Amanhã é novembro. Estamos a apenas dois meses de iniciar um novo ano. O tempo não para e, no entanto, aqui no DCPL parece que ele congelou porque nos recusamos a deixar de ser alegres, porque cada vez que conhecemos alguém novo e diferente é mais um motivo para que essa página estabeleça sua existência. Somos muitos e teremos muito a celebrar nesse Natal. Começaremos no dia 8 de dezembro, quando faremos uma grande Festa de Final de Ano do DCPL. Gostaria que viesse o máximo possível de pessoas, nosso Natal será no Rio de Janeiro, com um amigo oculto onde mais do que presentes estaremos trocando carinho e amizade. Se eu pudesse realizar um sonho eu gostaria de reunir a mesma galera do Niver do DCPL de São Paulo, Rio e Minas. Gostaria de ter presente os amigos dos Encontros do Rio e de São Paulo e a galera que foi ao jantar no Restaurante 348. Gostaria de, finalmente, conhecer aqueles que ainda não puderam se fazer presente, inclusive os meninos do DCPL, eles são muitos e sua presença querida será muito bem vinda. Enfim, hoje eu estou piegas, pois muitos amigos de verdade marcaram sua presença com gentis e emocionados telefonemas.
Posted by Susan
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Obrigada Minas Gerais!
Eu e uma parte da galera animada do Aniversário do DCPL em BH

O belo presente, feito pela Dara, que eu ganhei das meninas em foto da Vanessa/MG

Dara, eu e Marylee
Como definir o nosso Encontro em Belo Horizonte? Talvez a melhor maneira de defini-lo é dizer que ele foi além do carinho e da amizade, eu acredito que foi um encontro de descobertas. Dizem que mineiro é desconfiado, mas eu diria que eles são cautelosos, calorosos, amigos e muito divertidos. Se no Encontro do Rio de Janeiro a gente teve o pré-encontro como uma medida de divertimento raro, o mesmo aconteceu no pós Encontro de BH. Eu ri muito com as meninas de BH, elas são inteligentes, alegres, divertidas e muito sinceras. Somente assim é que a gente realmente acaba conhecendo as pessoas e verdadeiramente gostando tanto de cada uma delas.
A ida com a Mar foi tranqüila. Sou péssima companheira de viagem, durmo logo nos primeiros cinco minutos de estrada. No entanto, controlei meu sono e tentei fazer companhia à Mar o máximo possível, mas confesso que teve uma hora que eu acabei sucumbindo e me entregando ao sono e aos sonhos. A MAR é excelente motorista, é ótima companhia, passa uma enorme segurança e fizemos uma viagem tranqüila tanto de ida quanto de volta. A paisagem de Minas é linda e chegamos a tempo de curtir um pouquinho os novos e velhos amigos mineiros antes do almoço de confraternização. A Wá, a Cíntia e a Mamis nos esperavam na entrada da cidade, tanto carinho só poderia fazer desse Aniversário mineiro do DCPL um grande sucesso.
A Marylee, a Gir e a Marke fizeram uma festa linda, muito obrigada meninas. Foi impecável em cada detalhe, essas meninas estão ficando especialistas nesses encontros deliciosos. Na casa de Marylee pude finalmente conhecer a Marke, essa pessoa doce e tranqüila e mais tarde a bela Gir. Reencontrar minha amiga Butterfly é sempre um prazer e uma alegria. Butterfly é uma daquelas amigas queridas, que me acompanham há mais de quatro anos na net. Já passamos por muitas juntas e, ao que tudo indica, estaremos juntas no futuro para passarmos por outras tantas. Amigas como ela são conquistas para toda uma vida. Conhecer a família da Marylee foi um privilégio que eu agradeço imensamente. Ela tem filhos lindos, não apenas de beleza física. Senti-me em casa, acarinhada, bem recebida.
O almoço foi cheio de alegria. Uma alegria conquistada na descoberta de que éramos todas pessoas muito bacanas e no reencontro com pessoas queridas que foram novamente prestigiar o Aniversário do DCPL, a Gaia se fez presente e me deu uma enorme felicidade, a Vanessa-MG e sua doçura, a Lua Mineira e sua alegria, Marilia e seu carinho por mim, Marise e seu interesse no DCPL e filhos músicos que tocam um rock nacional com orgulho. Sei que algumas chegaram se perguntando, o que eu estou fazendo aqui? Quem será de verdade essa tal de Susan? Eu não sei a impressão que eu deixei, mas garanto a vocês que eu encontrei um grupo que foi se descontraindo, até acabarmos a noite realmente apreciando a companhia umas das outras.
Meninas de BH vocês são excelentes companhias. Acho que o grande aprendizado desse encontro é que não somos insanas, hebes ou mexicanas, somos apenas pessoas legais que têm um carinho incomum pela sétima edição de BBB e por alguns de seus participantes, em particular, Irislene Stefanelli. Portanto se é um elo de carinho que nos une, por que parti-lo com vãs discussões? Aprendi muito com vocês, aprendi, principalmente, que lançar um olhar de preconceito embota nosso julgamento. Amei de verdade os momentos que passamos juntas.
Essa minha ida a Minas foi repleta de emoção. Acho que foi o encontro onde mais chorei. Foram lágrimas ao abraçar Tatá, fiquei emocionada ao tentar fazer um pequeno discurso e mais lágrimas na despedida. Mas, muito mais do um adeus, eu dei um olá para os amigos mineiros novos e antigos, pois quero voltar, pois vou voltar. Para abraçar de novo vocês, para partilharmos um pouco mais nossas experiências, nossa vida e nosso carinho. Também espero vocês no Rio de Janeiro. Salve, salve Minas Gerais!
Posted by Susan
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