Rafinha pega no baixo e mostra que sabe tocar... Com uma mão tocando baixo e com a outra no cheque alto
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A terceira margem do rio
A visita ontem da Débora Secco deu uma levantada na casa. Ela conseguiu fazer com que os participantes que ainda estão no jogo interagissem e permanecessem alertas durante o dia inteiro e a noite na Festa surpresa. Débora foi delicada, cordial, passou um dia inteiro com eles conversando e tentando fazê-los sair da toca. Os efeitos ainda são visíveis hoje, a galera está um pouco mais ativa. Ainda dormindo muito, mas pelo menos, buscando se movimentar mais. A visita da Débora foi comprada pela Thatiana, mas o que era para ser apenas um almoço acabou numa visita que se estendeu por vinte e quatro horas. Alguns criticaram o tempo que ela ficou na casa, mas diante desse grupo que custava a reagir, a presença da atriz foi mais benéfica do que prejudicial.
A visita da Débora também trouxe sua carga de polêmica, alguns acharam que ela mostrava claramente sua torcida pela Nathália. Pode até ser que sim, apesar dela ter tratado todos bem, mas ela também deu um bocado de atenção para Thatiana e eu duvido que alguém em sã consciência torça pela Thati. De qualquer maneira, Nat e Thati são cartas fora do baralho da grande disputa desse BBB8, que está nas mãos de Gyselle e Rafinha, portanto reclamar dessa possível declarada preferência da atriz pouco acrescenta ao jogo.
Desde terça-feira, quando Gyselle foi cutucada pelo Bial pelo fato de não lavar os cabelos e apenas dormir e comer, que sua torcida ficou revoltada com os toques dados pelo apresentador. Mas, apesar de alguns não terem gostado, parece que as palavras do Bial estão surtindo efeito, Gyselle decidiu acordar e, finalmente, lavar seus cabelos. Vocês já pensaram se ela continuasse sendo a Bela Adormecida do BBB8? Ou se demorasse mais uns três dias para lavar seus cabelos? Esse assunto já tinha ganhado matérias na mídia, portanto, quando mais Gys demorasse a abandonar seus lisos cabelos, mas ela ficaria queimada.
Marcos matou seu jogo quando fez esse casal falso e insosso com Thati Bione. Ele imagina que estará no paredão desta semana, mas o que Marcos não sabe é o quanto seus sonhos de fama proveitosa viraram mera fumaça. Marcos não emplacou no gosto popular, não mostrou nenhum talento visível, não teve personalidade no jogo, não fez grandes gestos ou jogadas. Marcos levou três meses sendo o cozinheiro da nave BBB e o bobo da corte de plantão. Foi joguete nas mãos de Thatiana que o fez de palhaço e tolo para esconder sua verdadeira face.
Thatiana é a figura mais insuportável que apareceu no BBB8. Falsa, dissimulada, metida à esperta, piegas, mentirosa, Thatiana angariou tanta ou mais rejeição do que Marcelo. Mas, ao contrário de Marcelo que conseguiu uma torcida expressiva que o colocou no terceiro lugar dos ranking dos preferidos enquanto ele estava no jogo, Thati foi incapaz de arrebatar os corações do público. Existem muitas possibilidades dela estar no paredão desta semana e seja lá com que for o melhor caminho para essa jogadora é a porta da rua. Thatiana não merece ficar em nome de nada, de nenhuma vendeta particular com algum jogador. O ideal é que ela sinta o quanto que nos desagradou com sua beatice de prateleira.
Nathália ficou sem jogo após o massacre de Fernando e a pecha de mulher casada que ele deixou nela ao ser eliminado. Nat era uma menina alegre que nos divertia com suas traquinagens e tiradas escrachadas. Nathália tinha luz, tinha brilho e usava Rafinha e Felipe como escada para suas performances sensuais. Felipe saiu e Rafinha fez um voto de castidades em prol da noiva que ele deixou fora do jogo. Nat perdeu a graça, perdeu o brilho e todas as suas qualidades que encobriam seus defeitos se foram junto com Fernando. Ele fez mais mal a ela no jogo do que ela tem consciência, infelizmente, Fernando pouco agregou com seu jeito machista e autoritário. Mas, de todos que ainda estão no jogo, quem merece o terceiro lugar na final é a gaúcha que puxou sim o saco de todos os líderes, que bajulou todos os anjos, mas que era tão explícita nesse seu jogo de descarada subserviência que nunca enganou ao público que era uma boa moça. Nat é o que é, nem boa, nem ruim, apenas uma pessoa que foi lambendo seu espaço para chegar à final.
Finalista, finalista de verdade só mesmo Rafinha e Gyselle. A diferença entre os dois é que enquanto Rafinha dorme e come e depois come e dorme, Gyselle fica a margem, mas tão a margem que está situada na terceira margem do rio. Nenhum dos dois viveu a rotina da casa. Se Gys, quando abre a boca, mostra um lado de temperamento forte que muitas vezes se traduz em atitudes mal educadas e grosseiras, Rafinha deu show de bobagem ao falar asneiras e mostrar idéias machistas sobre as mulheres. Mostrou, também, seu despreparo para um relacionamento maduro com seus pares. De certa maneira, Gyselle e Rafinha são os dois lados de uma mesma moeda. Moeda de lata e não de ouro, infelizmente.
Qual dos dois merece ganhar um milhão de reais? Para quem você daria tamanho prêmio com certeza absoluta de seu merecimento? Qual dos dois vocês conhecem pelo menos um pouquinho? Se você tirar o altruísmo do Rafinha ao dar o Colar do Anjo para Gyselle e ao estender a mão para Marcelo na última semana do jogo, nada resta de jogadas interessantes, emoções vividas, vivência que a gente possa levar em consideração e dizer - Pô, esse é o cara! – Enquanto Gyselle teve seus poucos pontos altos por negação à atitudes alheias. Gys apareceu quando se confrontou com Thalita, quando se esclareceu com Fernando e quando ela traiu sua amizade com Marcelo. Caso não tenha existido essa amizade, ela falhou ao não deixar claro para o público quais eram seus verdadeiros sentimentos, durante três meses ela vendeu o peixe da amizade. No jogo ela, assim como Rafinha, também não construiu nada de relevante, tudo o que se diz dela é mero fruto de algo que se intui, mas do qual não temos certeza. Por isso que ela se situa na terceira margem do rio.
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Rafinha ganha duas passagens de avião para passear pela Gol
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O Big Fone toca, Gyselle atende
E indica Marcos como seu voto para a formação do próximo paredão...
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Hoje é dia de Festa Japonesa
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Visita para levantar o astral
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Déborah Secco no "BBB8"
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Os belos e belas adormecidos
Tomando banho de chuva...
Eu nunca vi uma casa tão silenciosa, mesmo em final de "Big Brother". E não acho que esse silêncio e essa pasmaceira tenham alguma coisa a ver com a ausência do Marcelo, o real motivo é que eles não sabem conversar, não têm conversas interessantes, ou, até mesmo, desinteressantes. Não partilham, não estão minimamente interessados uns nos outros. Não precisa falar de literatura, política ou economia bastava trocar idéias, falar sobre qualquer assunto. Mas, esse grupo do "BBB8" que restou no jogo está pagando a conta por sua falta de vivência e convivência, por sua falta de afinidade, carinho e vontade de curtir a presença do companheiro de cativeiro. Todos se dizem amigos, mas na verdade não se gostam.
Thatiana diz que namora um cara que não divide com ela nenhuma área de interesse. Acredito que na visão de Thatiana, por tudo que ela já falou para e do Marcos, ele é pouco culto, brega e bobo. Inúmeras vezes, Thatiana mandou Marcos ler um livro, tentou conversar sobre cinema e teatro sem sucesso. É evidente que Thati está odiando a companhia de seu affair. Já o mandou até escovar os dentes mais vezes ao dia. Mas, isso não é nenhuma novidade. Aqui fora nós imaginamos que esse namoro deles seja mais falso do que uma nota de trinta reais.
Nathália é uma menina sem nenhum assunto, Nat é limitada por opção, ela é o que costumamos chamar de uma pessoa alienada. Eu imagino que fora da casa do "BBB", Nat só saiba falar de baladas, roupas e namorados. Como a casa está limitada nesses assuntos, Nathália não sabe conversar. A mesma coisa podemos dizer de Rafinha e Marcos. Ambos são incultos, desconectados com o mundo. Estranho que Rafinha é músico e nem sobre música ele consegue falar. Marcos é um tolo, tadinho. Mais raso impossível.
Eu não acho que a direção do programa tirou os livros da casa para atingir Gyselle. Eu acredito que ela o tenha feito para impedir que eles fiquem trancados pelos quartos lendo e sem nem mesmo olharem uns para os outros. A casa estava parecendo uma biblioteca, silêncio profundo e leitores atentos. Mas, o "BBB" não é biblioteca, eles estão disputando um milhão de reais, eles estão lá para divertir o público e viver intensamente aquela experiência. Eu realmente nunca vi um grupo finalista como esse em nenhuma edição anterior.
No "BBB1" os cinco últimos jogadores a permanecer na casa foram Bambam, Vanessa, André, Serginho e, se minha memória não está me traindo, a Leka. Quantas coisas aconteceram quando somente eles estavam no jogo? Bambam se apaixonou pela boneca Maria Eugênia, André raspou a sobrancelha e inventou o personagem Marcelo Márcio e Vanessa e Serginho viviam um romance meio água com açúcar, mas que era legal da gente assistir. Mesmo na segunda e sexta edição, que não foram brilhantes, Rodrigo, Cida, Thyrso, Tarciana e Manu interagiam, atuavam e conversavam pela casa. Enquanto Rafael, Mariana, Tinho, Mara e Gustavo viviam se entendendo e desentendo.
O "BBB3" então nem se fala. Quando somente estavam na casa o Massumi, Elane, Viviane, Dhomini e Harry, as fofocas ainda corriam soltas e depois da eliminação do Harry, Massumi e Dhomini fizeram as pazes e passavam horas e horas nos deliciando com conversas interessantes que varavam a madrugada. Falavam de Sabrina, do jogo, de música, de suas infâncias. Mesma a nulidade e frivolidade de Elane e Viviane faziam mais para a diversão dos expectadores do que os cinco que ainda estão juntos no "BBB8". E assim segue. Jean, Alan, Pink, Grazi e Sammy mantiveram a rotina com um mínimo de interesse, se Grazi e Pink dormiam, Jean e Alan passavam horas na cozinha falando de tudo um pouco. O mesmo aconteceu no "BBB7", enfim, o problema não é a ausência de Marcelo, o problema é que mais do que nunca o grupo que restou, além de não se curtir, não quer nem respirar para não fazer alguma coisa que desagrade ao público.
A questão da Gyselle não é se ela esteja dormindo nessa fase final do jogo. Gys fez isso o tempo inteiro e por mais que seus fãs não queiram admitir essa é a mais pura verdade. Mas, tudo que Gyselle faz, ou não faz, é bonito e se justifica, ou melhor, tem uma justificativa nos defeitos alheios. Antes ela dormia porque Marcelo a sufocava, diziam que quando ele saísse tudo mudaria. Que ela mostraria seu lado alegre e cativante, que iria interagir com os demais, que ficaria amiga do Rafinha e mostraria a Gyselle que Marcelo não deixou florescer.
Marcelo foi embora e Gyselle continua dormindo. Mas, agora a desculpa é que o grupo que ficou não gosta dela e Gyselle não é hipócrita. Ah... Galera dá um tempo. Vocês terão que decidir entre uma desculpa e outra. A verdade é que Gyselle dorme para se esconder. Ela mesma falou que é melhor falar pouco para não cair em contradição e é isso que Gys vem fazendo nesses três meses. Eu sei que muitos vão dizer que ela está certa, que tem mesmo é que falar pouco ou dormir muito. Tudo bem, só não pode é reclamar quando dizem que ela não interage no jogo. Gyselle passou três meses trazendo em seu silêncio e jeito esquivo a promessa do desabrochar, mas nada fez até agora. Ela não se levantou e começou a fazer alguma coisa que justificasse ganhar tanto dinheiro.
A mesma contradição existe quando, na saída do Marcelo, em que muitos disseram que Gyselle foi fria, inclusive eu, seus fãs insistiram e insistiram que ela havia sofrido calada, que sofrimento não precisa ser externalizado, que havia rolado pelas faces da Gys silenciosas lágrimas pelo amigo. Ontem Gyselle, deselegantemente, foi a única que riu e fez pouco da eliminação de Marcelo. Mesmo os desafetos do Marcelo tiveram a decência de ficar calados. O que ela fez não tem nada a ver com sinceridade, tem a ver com educação. Nathália comemorou como nunca a saída do Doutor na terça-feira, mas não chutou cachorro morto. O que Gyselle fez foi isso, não foi sinceridade, ela chutou cachorro morto e isso é uma atitude muito pequena e mesquinha.
Pois é, agora dizem que Gyselle fez o que fez por ser sincera e autêntica. Se esse é o caso, então porque ela passou semanas dando a impressão que gostava de Marcelo e que eles eram amigos? Mesmo depois da discussão feia que eles tiveram ela se propôs a colar os caquinhos do vaso quebrado, ela aparentemente o tratava com amizade. O mínimo que se esperava dela era um pouco de respeito pela pessoa que ela deu a entender ao público que era seu parceiro no jogo. Quando, então, ela estava sendo autêntica? Ontem ou semana passada?
Vejam bem, Gyselle pode gostar ou desgostar de quem ela quiser, pode fazer o que quiser no jogo, dormir, comer, ler, criticar Marcelo, mas ela será cobrada por cada atitude e decisão que ela tomar. É assim com os demais e com ela não será diferente. Gys pode até ganhar esse milhão já que sua torcida é fiel, o que não dá é achar que sendo assim, ou seja, não fazendo nada além de comer e dormir, ela mereça todos os louros, elogios e um milhão de reais. Mesmo para os mais apaixonados por Gyselle está difícil justificar suas atitudes. Hoje tem Débora Secco na casa do "BBB8". Thanks God!
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Rafinha é o líder da semana
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Thyrso no Multishow
Cinco últimos finalistas do BBB2, Thyrso, Cida, Manu, Rodrigo e Tarciana... Monotonia? Com Cida na casa? Impossível...rs...
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É namoro ou embromação?
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Quem você gostaria que conquistasse a liderança hoje a noite?
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Três meses de solidão
Eu estava com um texto pronto, mas, meu micro conspirou contra mim, fechou o Word e me deixou sem cópia, sem registro. Chorar, respirar fundo, sair para ver o mar, tomar café, acender um incenso e começar de novo. Não deixou de ser engraçado, pois este tem sido o retrato dessa oitava edição, estamos constantemente respirando fundo e recomeçando nas análises que fazemos sobre o jogo.
Bem, vamos ver se eu consigo reproduzir as idéias que foram traduzidas em palavras no texto perdido. Eu comecei falando da Claudia Leitte e seu show ontem à noite. Refletia no esforço feito pela cantora em dar uma motivada no grupo. Claudinha foi pródiga em elogios, ela deixou na casa cinco pessoas se sentindo o máximo em popularidade e bem querer do público. Maldade, Claudinha, maldade. O mais interessante foi ouvir Nathália teorizando sobre o porquê de eles serem tão queridos. Segundo Nat, esse amor do público é porque eles são os únicos participantes, de todas as edições, que passaram pela casa e que não estavam interessados em um milhão de reais. Menos Nat, bem menos, quase nada. Na verdade, talvez eles tenham sido a síntese de que vale tudo pelo dinheiro e pela fama.
Na terça-feira passada Marcelo foi eliminado e o foco de nossa discussão foi sua relação com Gyselle. Não escondo que me causou tristeza e espanto o desenrolar dessa história. E, quem sabe, ao buscar entender a reação de Gyselle a gente consiga compreender o que foi a oitava edição do BBB. No paredão em que Gys e Marcelo enfrentaram Juliana, Gyselle rompeu com seu parceiro no jogo. Muitos dirão que ela estava coberta de razão e que Marcelo vinha sugando a energia da Gys e queimando sua imagem com o público. Mas, o que me causou estranheza, muito mais do que a decisão tomada por ela de romper sua “amizade” com Marcelo foi a maneira fria e distante como isso foi feito. Gyselle entrou sozinha no jogo e ao deixar a casa do "BBB" sozinha ela estará.
Na primeira semana ela ficou isolada de todo o grupo e Marcelo foi seu par constante nesse período. Muitos apostavam num romance entre eles, mas ao contar sua mal escrita história sobre sua sexualidade, Marcelo afastou Gyselle que acabou ficando muito próxima de Thalita, Bianca e Nat. Lembro-me que na época eu cheguei a escrever para o UOL um texto onde eu as chamava de Meninas Superpoderosas. Mas, Thalita roeu a corda. Por medo de que o grupo e a combinação de votos feitas em cima da Juliana fosse mal interpretada pelo público, Thalita caiu fora e carregou com ela Bianca e Nathália. Gyselle mais uma vez ficou só e aproximou-se novamente de Marcelo e foi carregando este relacionamento com ele até a semana retrasada.
Muitos argumentarão que o "Big Brother" não é local para se fazer amigos, que eles estão numa disputa por um milhão de reais e que o "BBB" é um jogo. Certo, é jogo sim. Mas, é jogo de convivência onde o público tenta identificar valores como amizade, amor, lealdade e carinho. Na fatia de tempo congelada na casa do "BBB" vive-se uma realidade que precisa necessariamente estar revestida dos sentimentos humanos, sejam eles nobres ou não. Sejam eles perenes ou passageiros. Mesmo que eles não se realizem depois de encerrado o jogo é a vivência do que está acontecendo na vida daquelas pessoas que mobiliza o público aqui fora.
Nesse sentido, a sétima edição foi primorosa. Pouco importa se o amor de Íris e Diego não se concretizou quando deparados com a vida real, pouca importa se foi verdadeiro ou não. O importante foram as emoções que eles despertaram no público. O "BBB7" foi rico em sentimentos e por isso é tão inesquecível. E nesse pacote do "sentir" Fani teve uma participação importantíssima. Hoje olho com carinho essa Fani que se permitiu envolver-se verdadeiramente com Alemão e por conta desse envolvimento viver sentimentos tão humanos como ciúme, raiva, amor, carinho, rejeição. Fani mostrou ao público um ser humano contraditório, mas belo em sua coragem de viver e de sentir.
Sentimos falta desses sentimentos nesta oitava edição. O rompimento de Gyselle com Marcelo foi revestido de tamanha frieza e distanciamento que chocou por trazer a premissa de que durante tanto tempo nenhum laço de afeto os uniu. Muitos dirão que Marcelo era um chato e que estava prejudicando o jogo da Gys. Mas, não é esse o ponto, ou, talvez, seja esse o ponto. Essa atitude calculada de se afastar por se sentir prejudicada, ou até mesmo entediada, esse rompimento sem sofrimento. Na verdade, os quase três meses que eles passaram juntos nenhuma marca deixou em suas almas. Triste, muito triste e desanimador.
Mas, esse não foi um privilégio de Gyselle. Todos nessa oitava edição amargaram uma enorme solidão. Marcelo foi o campeão dessa falta de envolvimento, um dia ele amava fervorosamente, no outro odiava com todas as suas forças. Não houve troca e carinho palpável. Todos eram amigos de todos, mas se ferravam mutuamente. Felipe era amigo de Marcelo, mas votava nele, Rafinha era amigo de Marcos, mas ele é seu alvo constante no confessionário, Thatiana adora Nathália e namora Marcos, mas os coloca no pior castigo que teve no jogo, Juliana adora Thati e Nat, mas as deixa sem dormir direito por três dias cuidando de uma fogueira.
Nós passamos esses quase três meses aguardando por cada um deles dar uma facada nas costas do outro sem tristeza ou sofrimento. A esperteza em driblar o público sobre sua cadeia de afinidades veio o tempo inteiro revestida pelo feio sentimento de ganância pelo dinheiro e pela fama. Os amigos eram os primeiros a serem sacaneados em nome de adotar uma postura que o público não os identificassem como uma panela. E, ao serem ferrados pelo irmão de fé e camarada, a reação era de total entendimento e compreensão, num acordo mudo e tácito onde todos participaram e contribuíram para ludibriar esse olhar do público, para esconder afetos e desafetos. O desfecho é que tivemos uma edição onde os sentimentos não afloraram, onde as relações foram superficiais, onde o dinheiro falou mais alto. Talvez, por baixo de tantos rostos bonitos e risonhos nós tenhamos testemunhado a edição mais gananciosa de todos os tempos.
Estamos numa verdadeira encruzilhada. Quem merece ganhar esse um milhão de reais? Aqui no DCPL existem várias vertentes, além da torcida de cada um. Uns propõem que o Big Fone fature essa grana, outros sugerem que seja a produção do programa, alguns acham que quem está merecendo é o público que ficou com um sentimento de quero mais em sua boca. Eu quase opto pelo Djair, apesar de nem gostar tanto assim de sua trilha sonora. Estamos no impasse de ter que escolher o "menos pior" (irc) do lote. Já tomei minha decisão? Não, ainda não. Talvez seja Gy, não por suas belas qualidades, mas por suas tantas imperfeições e por minha recusa em fazer coro à vitória anunciada do Rafinha. Gyselle não se permitiu viver o "BBB". E, quando digo viver, não falo de arrumar a casa, limpar a cozinha, dançar nas festas, estar nos paredões. Eu falo de envolvimento e sentimento, entrega e doação, amor e ódio. Mas, como ninguém ali foi capaz de ser gente esse tanto, engolimos o nó de nossa decepção e seguimos em frente espantados com a imensa solidão e desfaçatez do ser humano.
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Depois do show, a festa
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Show de Claudia Leite anima a casa do "BBB8"
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Hoje é dia de show de Claudia Leite
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Video do Chat de Marcelo
Nunca vi tanto Robert junto numa mesma edição do Big Brother Brasil... Felipe, Juliana e Bianca aparecerem no chat do Marcelo para fazerem perguntas ... Ninguém merece!
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Chat do Marcelo ontem à noite na Globo.com
Marcelo fala para a platéia: Talvez eu já soubesse que estaria fora quando dei aquele suspiro. Eu não me dava bem com a Thati dentro daquelas condições. Eu já imaginava que ela fosse me indicar.
Moderador apresenta a mensagem enviada por fabricio_rj: marcelo, você analisou todo mundo dentro da casa o tempo todo. Em um minuto, como voce se analisa? Marcelo responde para fabricio_rj: Sou um cara extremamente ansioso. Mas temos que tomar cuidado com esse termo análise, isso é para psicanalistas. Mas eu sou um cara provocativo. Fiz o que pude.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Obrigado. A gente fica apreensivo quando sai e logo de cara essa mensagem. Obrigado. Coragem foi uma coisa que tive que construir até por causa da minha sexualidade. Mas herdei dos meus pais também.
Marcelo fala para a platéia: Tem que ter muita coragem e transparência para entrar no BBB. Quando era telespectador, transparência era o que eu mais queria ver.
Moderador apresenta a mensagem enviada por aigil: Marcelo, vc naum axa q observou, julgou demais os outros e eskeceu d vc msm? - Ligia, RJ Marcelo responde para aigil: Eu provoco os outros para que eles me provoquem. Acho a palavra julgar muito forte, prefiro usar criticar. Mas as pessoas criticaram pouco. Sou assim na vida aqui fora, infelizmente, foi uma coisa que me prejudicou.
Marcelo fala para a platéia: O meu maior rival foi eu mesmo. Fui duro com os outros, mas fui comigo também. Foi uma grande experiência. Mas não voltaria, é uma coisa para viver uma só vez.
Moderador apresenta a mensagem enviada por wesley: o que você se arrependeu de ter feito ou não ter feito na casa? Emerson wesley de Freitas Cordeiro Ceará Marcelo responde para wesley: Um beijo para o pessoal do Ceará. Acho que fiz tudo que eu quis, aliás, fiz até coisas demais. Mas eu entrei muito travado, com muito receio. Talvez eu tivesse que ter entrado mais à vontade. Me atrasei para começar as coisas.
Marcelo fala para a platéia: Para aquelas pessoas do BBB eu estipulei tempo, sim. Que povo chato! Cantando o tempo todo... Eu provocava as pessoas com a questão do tempo, para ver se eles reagiam.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Espero as duas coisas: parabéns e críticas. Mas darei 3 minutinhos para as críticas.
Moderador apresenta a mensagem enviada por grasicuritiba: afinal oq vc acha realmente sobre a gisely pq vc disse coisas muito fortes pra ela?! Marcelo responde para grasicuritiba: Gyselle é uma pessoa muito forte, soube muito bem lidar com os outros jogadores e soube manipular algumas coisas. Falei coisas fortes que podem ser agressivas, mas podem estimular, fazer com que as pessoas pensem. Maldoso é uma palavra pesada. Ela fez um reality show na França onde deveria seduzir um home casado. Isso também é maldade. Ela deve ser grata a mim, fiz ela aparecer.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Não vamos colocar rótulos. Já vivi fases homossexuais, bissexuais, heterossexuais. Hoje sou espectro sexual que se chama Marcelo.
Marcelo fala para a platéia: Para algumas pessoas eu iria relevar sobre minha sexualidade. Aos poucos, fui falando isso para ver como elas reagiriam. Eu faço o que quiser da minha verdade.
Marcelo fala para a platéia: Quem está de fora pensa que as coisas são imutáveis. Mas lá dentro, coisas muito sutis fazem com que nossa opinião mude. Percebi que a Natália era muito subserviente e resolvi me afastar.
Marcelo fala para a platéia: Gyselle não pode falar em contradição, pois ela me provocava muito. Me fazia falar coisas que na verdade ela queria falar. Principalmente quando falávamos da Natália. Gyselle "sentou no rabo" para falar de mim.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Dois dias para cá, eu e Gyselle mudamos um pouco. Ela lucrou muito com a minha briga com o Rafinha. Fiz muito por ela, mas depois vi algumas coisas e posso falar que não quero nada com ela. Podemos ser amigos somente.
Moderador apresenta a mensagem enviada por Tania: Tania Soares - Nova Iguaçu RJ // Se o paredão hoje tivesse sido com a Tathiana você acredita q teria mais chances de ficar? Marcelo responde para Tania: Não tenho como saber se ficaria ou não. Mas a Thati é extremamente incoerente. Não acho que ela me perseguia, mas virou uma troca de desafetos. Ela não era minha aliada e eu quis deixar claro que sabia disso. Se eu fosse para o paredão com a Thati e saisse, com certeza, ficaria chateado.
Marcelo fala para a platéia: A Thati é dez anos mais nova que eu. Fiquei com medo de gerar traumas nela, na Naty e no Marcos. Mas aquilo é um jogo, eles sabiam dos riscos.
Marcelo fala para a platéia: Vida real é uma coisa, ali dentro é um jogo. A minha arma era a sinceridade. Aqui fora, sei as horas de ouvir e falar.
Moderador apresenta a mensagem enviada por lylibb8: Marcelo, você acha que realmente conseguiu "ler" o jogo? Você "sabia" que ia sair? Imaginava que era com essa porcentagem? Marcelo responde para lylibb8: Não tenho medo de altas porcentagens. Na verdade, adoro polêmica! As pessoas que me rejeitaram se vivessem ao meu lado não pensariam assim. Mas não dá para ler o jogo.
Moderador apresenta a mensagem enviada por saudades: Falo do RJ. Marcelo vou sentir saudades, me diga vc acha q tem alguem verdadeiro na casa? Marcelo responde para saudades: Todos fazem cena, são meio personagens. Essa é uma pergunta muito difícil. Existem pessoas mais verdadeiras que outras, mas prefiro não falar sobre isso nesse momento do jogo.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Quero ver a Natália no paredão, Thaty também. Todos! Mas se eu tiver que escolher, queria ver Rafinha e Marcos.
Moderador apresenta a mensagem enviada por Wilk: Como vc vai encarar a "vida real", com todos sabendo de sua opção sexual e com as atitudes q vc teve na casa? Marcelo responde para Wilk: Eu acho que a minha orientação sexual diz respeito a mim e não a pacientes meus. Quanto às minhas atitudes, se você tiver a chance de me conhecer, você vai ver que sou cheio de boas intenções, como o inferno.
Marcelo fala para a platéia: Juliana, quis você do meu lado, mas você escapuliu. Eu acho ótimo ser uma falsa santa, isso foi um elogio e você não percebeu.
Moderador apresenta a mensagem enviada por mimica: tava um tempo ai que vc nao estava aguentando mais a tati oq mais irritava nela que vc queria fazer ela cala boca na real ?? Marcelo responde para mimica: Teve uma hora que não suportava mais! Ela gritava muito, era uma poluição sonora.
Moderador apresenta a mensagem enviada por mauriciofaria: Téo de tudo o que aconteceu na casa, o que te deixou mais feliz e o que te deixou mais triste. Agora que está do lado de fora, ainda sente mágoas de algum participante ? Mauricio Faria - SP - São Paulo Marcelo responde para mauriciofaria: Vou sentir mágoa se eles não souberem entender meu jogo. Fiquei feliz de poder mostrar quem eu sou. Fiquei triste por ter saído agora, queria ter ficado mais.
Marcelo fala para a platéia: portal de voz: Bianca, acho que essa pergunta foi profundamente infeliz. Falei no meu blog que não queria levantar bandeira. Sou muito sincero e honesto. Infelizmente, não posso dizer o mesmo de você.
Moderador apresenta a mensagem enviada por mary_luu: Marcelo você sempre assistiu às edições anteriores do bbb? Sua atuação no BBB8 foi uma compilação das atitudes que você julgava certo das outras edições? Marcelo responde para mary_luu: Assisti à todas edições. Trouxe muitas coisas que não vi nas anteriores para este BBB.
Marcelo fala para a platéia: A gente acha que o BBB é um glamour, uma fantasia. Mas lá dentro lutamos contra nós mesmos. Mas estou muito feliz.
Marcelo fala para a platéia: Marcela Barrozo, intrigas não é o melhor termo. Foram, na verdade, muitas discussões. Lá temos que conviver com gente diferente, e é uma prova muito grande.
Moderador apresenta a mensagem enviada por marcinha01x: Vc acha que você foi o vilão desta edição do bbb8? marcia de são paulo Marcelo responde para marcinha01x: Eu não sei quem é vilão e quem é mocinho. Acho que o vilão é aquele que se esconde e usa práticas ilícitas. Mas me vejam como quiserem.
Marcelo fala para a platéia: Obrigado a todos.
Moderador fala para a platéia: Pessoal, chegamos ao final do chat com o Marcelo. Obrigado a todos pela participação!
Posted by Susan
Valeu Marcelo!
Marcelo e Rafinha, vocês podem não ter percebido, talvez só tenham percebido há poucos dias que na primeira semana de confinamento, foi traçado uma linha entre vocês dois; um fio ligando, amarrando vocês dois.
Essa linha tournou-se uma espécie de eixo invisível, em torno do qual se teceram todas as tramas, tricôs e os outros eixos de conflito mais ou menos evidentes aí dentro.
Hoje Marcelo é muito mais jovial do que quando entrou, assim como o Rafinha, hoje me parece muito mais maduro do que aquele Rafinha do início. Pra ver as transformações que esse programa opera...
Marcelo não é um vilão a ser atacado, nem mocinho a ser defendido. Rafinha também não é mocinho pra ser incensado, nem vilão pra ser execrado. São dois astros de primeira grandeza que deixarão sua marca na memória do BBB 8.
Por falar em marcas, ambos, Rafinha e Marcelo exibem cicatrizes. Rafinha e suas juvenis tatuagens coloridas, uma capa que esconde um cara ainda bastante confuso diante de seus desejos. As marcas do Marcelo vão além da epiderme, da pele. São cicatrizes profundas de uma vida interior sofrida, intensa, (...?...)
Não confundam o menino Rafinha que sonha ser um popstar, com o homem Rafinha, que pode vir a ser músico ou muso. Não confundam o jogador inteligente que as vezes errou, pisou na mão, e tantas vezes acertou na medida, com o psiquiatra Marcelo. Aliás, Marcelo, mesmo seguindo a carreira médica, nunca deixe de escrever...de fazer ficção. A propósito, médicos costumam escrever muito bem, vide Moacir Scliar, Drauzio Varela.
Marcelo e Rafinha jamais poderiam imaginar que o BBB iria fazer com que eles conseguissem o que lhes parecia impossível: conseguiram se perdoar.
Pode voltar a vida real, renovado e cheio de alegria de viver. Com 71% dos votos, dos 44 milhõesde votos, quem sai agora é o Marcelo
Discurso do Bial
Posted by Susan
Parabéns Marcelo!
Se despede do BBB8 a estrela do programa... Salve, Salve Marcelo! Toda felicidade para você!
Parabéns Rafinha!
Posted by Susan
À espera do paredão - Parte 2
Posted by Susan
À espera do paredão
Posted by Susan
Acorda menina!
Contrariando algumas expectativas, Marcelo não surtou, não se aborreceu e nem perdeu o equilíbrio desde que foi indicado ao paredão. Alguns até apostavam que ele surtaria até domingo, outros diziam que não passaria de segunda, mas, enfim, o Dr. Marcelo está tranqüilo e demonstra uma paz que deve estar desnorteando algumas pessoas. Se ele tivesse conseguido se manter dessa maneira durante o jogo dificilmente ele teria um adversário nesse grupo.
Mas, nem tudo é como a gente deseja ou como imagina. Nós somos seres humanos complexos e não muito fáceis de serem entendidos. Marcelo cometeu diversos erros ao longo de sua trajetória, talvez o mais grave deles tenha sido não encarar no cativeiro seu próprio crescimento pessoal. No texto anterior eu dizia que nós, público, buscamos nos jogadores alguns valores perdidos na sociedade contemporânea. Sendo assim, o que mostrou Marcelo? Talvez ele tenha sintetizado o nosso desejo de tirar as máscaras das pessoas que nos cercam, que se mostram legais, bacanas, mas que trazem em seu íntimo todas as mazelas do mundo.
Isso fica muito claro para mim ao me deparar com alguns comentários aqui no blog, onde pessoas que dizem me conhecer mostram um lado tão pequeno e mesquinho que assusta a gente imaginar que por trás de algumas carinhas doces existisse tanto fel. Marcelo foi em busca dessa verdade. Mas, esqueceu-se de, no processo, também viver as suas próprias descobertas. O maior aprendizado de todos é quando incorporamos essas experiências para olhar para dentro de nós. O maior aprendizado também é saber fazer prevalecer nossa verdade e nossa maneira de ser independente dos ataques que recebemos, dos falsos beijos e abraços e dos presentes que trazem em sua entrega uma promessa de rendição. É difícil dizer com certeza, mas esse Doutor que questiona a validade de sua busca pelas máscaras alheias, que tenta se ver um pouco mais como parte desse processo preencheria mais o perfil de um vencedor do BBB.
Pois disso também se faz um campeão no Big Brother, de pessoas que tenham a coragem de viver suas verdades mesmo que elas não sejas aceitas pelo grupo. Neste sentido, Rafinha, nesta última semana, tem sido um jogador que vem demonstrando essa busca por sua verdade. Se ele está nos enganando eu não saberia dizer. Mas, depois de um período conturbado, seguido de um silêncio curtido no sono incessante, ele acorda e começa uma busca por sua paz interior, que passa, nesse caso, por um entendimento com Marcelo. Eu não acho que ele veja no Marcelo um pai repressor. Acredito que ele se viu muito mais do que ele viu o Marcelo. E se viu repetindo atitudes de confronto que ele teve no passado e que só o levaram a ter perdas significativas na vida.
Rafinha teve gesto legal, quer a gente goste ou não, o de estender a mão e buscar a paz e o entendimento. Foi jogada inteligente. Há algumas semanas atrás eu disse que levaria esse milhão quem tivesse mais maturidade para enfrentar esse confronto com Marcelo. E disse mais, que esse enfrentamento não significava necessariamente uma briga, seria mais um contraponto. E Rafinha conseguiu marcar esse gol. Se vai ganhar a partida isso só depende de Gyselle. Se eu vou continuar gostando do que estou vendo na semanas que se seguem até a Grande Final, eu sinceramente não sei. Tudo vai depender muito de como ele se comportará diante de sua vitória hoje a noite. Além disso, é difícil esquecer que sua trajetória até agora não foi das mais brilhantes, muito pelo contrário. Mas, eu gosto mais desse Rafinha amadurecido, buscando assumir seus vinte e seis anos, do que o moleque engraçado que entrou no BBB8. Gys, acorda menina!
Posted by Susan
Marcelo e Rafinha na boa em dia de eliminação
Posted by Susan
Nada muito simples, mas muito interessante
Esta edição BBB8 pode não ter sido maior audiência do programa, mas sem dúvida nenhuma foi rica em discussões sobre os papéis que desempenhamos e as máscaras que usamos para sobreviver. Ontem Bial falou sobre o tempo do confinamento, se ele passava rápido ou devagar. Engraçado pensar sobre isso, sobre a relatividade do tempo, principalmente quando, em minha opinião, o tempo no Big Brother é uma fatia de tempo congelada, estática. Eu nem sei se é possível fazer esse paralelo, mas é como se existissem dois espaços de tempo distintos. Aquele vivido por eles e um outro menos perceptível que é relação entre o tempo que vivemos aqui fora e o que eles vivem lá dentro.
Deixa-me ver se consigo explicar melhor. Ao serem confinados, os participantes são isolados da comunicação exterior, não possuem relógio, informações diárias sobre o mundo aqui fora, não existem calendários, não existe um compromisso diário com o trabalho e com a família. Só existem eles e o tempo que gastam para se conhecerem e conviverem. O tempo no BBB é peculiar e próprio da dinâmica que eles vivem. Por isso a minha idéia de congelamento do tempo, é como se tudo parasse para que eles começassem a viver uma realidade só deles. De certa maneira, eles fazem uma viagem no tempo, passam a viver uma realidade mais parecida com aquela das comunidades dos séculos passados cuja vida se restringia aos acontecimentos locais, às fofocas entre vizinhos, aos namoros entre eles, enfim, uma vida fechada em si mesma.
Isoladas das outras comunidades porque no passado a dificuldade de locomoção, a falta da TV, do rádio, da internet, impossibilitava esta interação, cada comunidade vivia uma realidade própria e específica, tal e qual a casa do BBB. Mas, ao mesmo tempo em que o "BBB" reproduz esse sentido de comunidade de antigamente, o formato de programa não deixa que princípios como solidariedade e partilha se realizem já que os confinados estão na casa para disputar um milhão de reais. Cria-se, então, a grande contradição do "BBB". Um tempo congelado, com vivência das antigas comunidades e ao mesmo tempo ( mais uma vez o tempo) convivendo com uma premissa muito contemporânea, ou seja, a ganância, a luta pelo dinheiro, a necessidade da fama, o isolamento de seus pares.
Complicado, não? Demais, complicado demais. Na semana passada eu dei uma entrevista para o Correio de Uberlândia e a jornalista me perguntou se eu participaria de um Big Brother. Eu disse que jamais. Eu não participaria por entender que por trás desse programa de entretenimento existem vários elementos muito complicados para se lidar. Eu acredito que alguém que se disponha a participar de um reality show tem que viver a situação de “não ter o que perder na vida”. Não ter uma carreira profissional sólida, uma vida pessoal estabilizada. Além disso, é importantíssimo que o jogador tenha um auto conhecimento muito grande e eu sinceramente não sei se me conheço esse tanto para testar minha capacidade de lidar com o desconhecido.
Mas, quem está na chuva é para se molhar. E já que eles estão no jogo a gente entende que eles deveriam ter uma consciência mínima do que está rolando e do que se espera deles. O que aconteceu no "BBB8" é que eles chegaram bastante municiados de táticas para burlar o efeito do confinamento e o encontro com algum tipo de verdade, seja ela passageira ou perene. O público busca esta verdade. Vivemos num mundo em que valores como amor, amizade, solidariedade, generosidade foram se perdendo em prol da luta pela sobrevivência. E é no "BBB" que os amantes do programa vão buscar esse resgate. O que aconteceu na oitava edição é que os participantes chegaram com fórmulas prontas desses sentimentos e o público percebeu, se ressentiu e rejeitou.
Marcelo funcionou no meio disso tudo como o elemento catalisador dessa recusa em se entregar, que foi a tônica de todos os jogadores dessa edição, e como elemento promotor do despertar para o conflito, seja ele externo ou interno. E, com isso, ele se revestiu de uma humanidade que doeu no fundo de nossas almas, e no fundo das almas de seus colegas de confinamento. Doeu porque veio em forma de conflito, intransigência, incomprrensão, desejo de pertencer mas praticando "o rejeitar", dificuldade de partilhar.
É nítido o crescimento pessoal de diversos jogadores, eu diria que, particularmente, é nítido o crescimento de Rafinha, Thatiana e Marcão. Ao serem confrontados com seus demônios internos através das colocações bruscas e muitas vezes agressivas de Marcelo eles amadureceram e, no amadurecimento, também ganharam uma dimensão mais humana. Hoje disseram aqui no DCPL que Marcelo ao sair do programa deixa uma marca importante em cada um deles. É verdade e, talvez, caso eles se permitam continuar vivendo essa experiência de auto conhecimento, seja esse o caminho que vai definir o vencedor dessa edição. Nada muito simples, mas muito interessante.
Posted by Susan
Marcelo e Rafinha enfrentam a máquina da verdade
Posted by Susan
Salve, Salve Dr. Marcelo!
Muito tem sido falado de Marcelo nesses dois meses de programa. Que ele é louco, arrogante, prepotente, enfim, que ele seria tudo de ruim. O mais estranho em todas as críticas é que bem mais do que Marcelo, o que mais era criticado por todos era o marasmo total em que se encontrava a casa do BBB8. Quase todos criticaram as máscaras dos jogadores dessa edição do Big Brother Brasil, nós aqui na net, a mídia especializada, era tão grande a negativa desse grupo de se envolver na realidade que eles viviam que a direção do programa precisou intervir com novidades para sacudir o coreto e fazer com que os jogadores levantassem a bunda da piscina e começassem a mostrar quem eles realmente eram.
Quem tirou Thalita, Bianca, Fernando, Felipe e Juliana do jogo não foi Marcelo, foi o público, que mandou recados intermitentes ao grupo do quanto ele não estava gostando do desempenho de cada um deles. Marcelo apenas falou as verdades que ninguém teve coragem de falar e que nós, público, não tínhamos como expressar e esfregar na cara desse grupo que faz de tudo para fugir da raia e levar o jogo no bico, fazendo suas encenações, forjando alegria, barganhando amores. Todo mundo acha que Nathália é duas caras, mesmo aqueles que torcem pela gaúcha é impossível não ver que Nathália mudou a casaca a cada liderança. A cada novo líder que surgia, ela estava lá subserviente, carregando malas, dando beijinhos, fazendo afagos e chamando de amigo.
Da mesma maneira, Thatiana Bione foi execrada por suas inúmeras encenações, seu teatro de quinta categoria, sua pieguice, sua falsa alegria. Ninguém agüentava mais os gritos e os textos recitados por Thati, por diversas vezes ela esteve para ser eliminada, Thati tem, junto com Marcelo, um dos maiores índices de rejeição do programa. Felipe era a samambaia, tentou passar despercebido, ou melhor, era chato com sua mania de imitar o Faustão, queria fazer com que todos acreditassem que ele era o maior e melhor amigo da galera, enquanto isso fugia das polêmicas e das tensões do jogo. Muitas, muitas vezes nos perguntamos o que estaria Felipe fazendo no BBB8.
Thalita era insuportável, suas armações foram inúmeras, fez intriga, fez fofoca, tentou manipular um aqui e outro lá. Bianca era falsa, ardilosa, prepotente, uma boneca pintada que não adornava o ambiente, pelo contrário, o enfeava com suas caras e bocas. Fernando era machista, grosseiro com Nat e seu objetivo era ser uma mera cópia mal acabada de Alemão. Marcelo não fez nada além de dizer para todas essas pessoas a mesma coisa que nós pensávamos delas. E, justamente por isso, hoje é acusado por alguns de ter enfeado o jogo do "BBB8". Contraditório, não?
No verdade, mais do que contraditório, ele está sendo bode expiatório para um grupo muito esperto e que acabou se dando bem em cima de seu silêncio e alegria ensaiada. Marcelo acabou arrebanhando uma grande carga de rejeição. Alguns talvez me dissessem – Susan, o problema não é o que ele fala, mas a maneira como fala – Sim, é verdade, nós gostamos dessa vã hipocrisia, aliás, nós gostamos de ser enganados. Preferimos à mentira e as falsas convenções à verdade nua e crua. Eu sei que Marcelo perdeu a mão, mas o tanto que fazem dele é mera projeção, uma vontade de achar um culpado para extravasar a raiva pelo divertimento negado. Marcelo se excedeu, mas não mentiu. Na verdade, acabamos realmente é merecendo toda a pregação da Thati, a dissimulação da Nat, a falsidade da Ju, a fraqueza do Marcos, a vilania da Thalita...
Mas, realmente Marcelo errou. Seu primeiro erro foi ter apostado apenas na Gyssele como sua parceira e amiga no jogo. Foi ela apenas quem ele protegeu. Foi dela que ele amargou o afastamento quando Gys ficou amiga de Thalita, Nathália e Bianca e pouca atenção lhe dava. O Marcelo grosseiro, que a ninguém nunca nada perdoou, recebeu Gyselle de volta depois que Thalita saiu e ela caiu em esquecimento pelas meninas e, de quebra, foi ignorada por Rafinha, Felipe, Fernando e toda a turma do “bem” e do jardim de infância.
O segundo erro de Marcelo, que está relacionado com o primeiro, foi ter brigado com Thatiana. Quando Marcelo voltou do primeiro paredão, Thati e Marcos correram para fazer aliança com ele e Gys, mas os dois deram as costas para o casal e seguiram seu jogo sozinho. Com a saída da Ju, Marcos e Thati poderiam ter sido excelentes aliados do Doutor. E no jogo "BBB" jogar em dupla apenas acaba em morte prematura no jogo. Só se deram bem as duplas que tinham fechados com eles pelo menos mais dois jogadores. Vanessa e Serginho deram certos porque não se isolaram, em contrapartida Dhomini e Sabrina que foram isolados e perderam seus aliados ao longo do jogo, tiveram que se separar no meio do caminho. No "BBB5", Pink e Jean deram certo porque tinham a companhia inseparável de Alan, Grazzi e Sammy. E assim, é a história do "Big Brother Brasil".
Marcelo livrou Gy do paredão, lhe fez companhia quando ela era excluída por todos, mas aquilo é um jogo e na semana passada Gyselle propôs um afastamento para não prejudicar sua imagem e queimou toda uma história que poderia ter sido bonita de ser contada. Em contrapartida, Marcelo foi grosseiro e o caldo entornou de vez e o vaso quebrou-se sem conserto. Nesta semana, a torcida da Gys se mobiliza junto com a do Rafinha para eliminar Marcelo do jogo. Mas, como diria Gyselle, ninguém pediu que ele a protegesse e lhe fizesse companhia, não é verdade? Ela é bem grandinha para ficar sozinha e ganhar um milhão de reais. Ó Pai!
Pois é, Marcelo provavelmente sai e sua torcida tem mais é que lutar sozinha para sua permanência. Não importa o que aconteça. Não barganhem votos, não se rebaixem implorando por um uma aliança que ninguém mais quer agora. Marcelo errou ao falar o que falou para Gyselle, mas Rafinha começou a queimação da piauiense ainda na segunda semana de jogo quando disse que ela cheirava mal colocando em xeque todo seu glamour e sex appeal, colocando por terra sua imagem de maneira irresgatável, comprometendo contratos comerciais, afinal de contas que empresa contrataria uma pessoa com essa fama? No entanto, hoje ele é o preferido para enfrentar Gyselle na Final.
Caso Marcelo saia amanhã, ele sai realmente como estrela desta edição, gostem seus detratores ou não. E, ainda bem, com a assinatura do Pedro Bial. Pois, para nossa diversão, ao negar ao Marcelo o papel de vilão, Bial está garantindo que na próxima edição ninguém tenha medo de ser polêmico, de dar a cara para bater, de ser autêntico. Estamos dando um avanço significativo no olhar sobre o Big Brother. Não é apenas Marcelo que está em jogo, o que está em jogo é a sobrevivência do "BBB", pois se dependesse desse grupo que fica, na próxima edição bastaria colocar bonecos infláveis que não faria muita diferença no jogo.
Marcelo não usou máscaras e mostrou os seus piores defeitos, pecou por não ser mais doce, por ser tão contraditório, por amar uma pessoa num dia e no dia seguinte odiá-la com todas as suas forças. Marcelo mostrou que os médicos não são seres perfeitos, que pairam acima do bem e do mal, são pessoas simplesmente cheias de defeitos, de mazelas, muitas vezes muito mais defeituosas do que os pacientes de quem eles cuidam. Por esse motivo deixou a classe médica em polvorosa. Fazer o que, não?
Amanhã é o último dia de votação. Um dia complicado e atarefado par quem quer manter Marcelo no jogo. Complicado por que essas pessoas estão sós, atarefado porque existe uma grande diferença para diminuir e tentar pelo menos empatar. Missão impossível? Infelizmente sim. Mas, de qualquer maneira, Salve, Salve Dr. Marcelo!
Posted by Susan
O poder das Torcidas no BBB
Uns amam outros odeiam, mas ninguém pode negar que o “Big Brother” é um fenômeno que desperta paixões comparáveis às do futebol. E não é preciso entender muito de futebol para dizer isso. Nem mesmo acompanhar o programa. Basta dar uma olhada em volta. Ou no que aconteceu neste blog depois do último paredão. Foram dezenas e dezenas de posts, todos eles num tom alterado. Tem gente dizendo que odeia (o resultado, algum participante, o que disse ou fez Pedro Bial etc). E gente dizendo que ama as mesmas coisas.
Poucos palpitantes se manifestaram, digamos, numa temperatura mais moderada. O clima de torcida impressiona. Ele aumenta a cada edição. Uma torcida inflamada pode alimentar a outra e todas elas juntas tornam ainda mais evidente o sucesso do “Big Brother”. Por um lado, houve um desgaste natural pelo fato de o programa já estar na oitava edição. Mas por outro, essa longevidade ajudou os torcedores a se organizarem. Se os participantes já chegam na casa mais preparados porque assistiram às edições anteriores, o público também se especializou.
Boninho percebeu isso. Ele me disse que acompanha com muita atenção os blogs dedicados ao reality. Além disso, ouve bem o que diz a Central de Atendimento ao Telespectador da Globo. Então, mais do que mostrar as famílias do lado de fora da casa nos dias de eliminação, ele tenta promover uma comunicação maior com quem assiste (e vigia) o “BBB”. Isso interfere no formato.
A direção das votações também mudou. Muita gente quer Marcelo ficando na casa porque acha que ele é mau e que sua saída faria tudo perder a graça. Na primeira edição isso talvez não ocorresse. O telespectador hoje quer ver a atração render, não apenas o bonzinho ser premiado. Sinal que o conceito de programa participativo é maleável. O que já foi participação, hoje é apropriação. Ou melhor: o que foi participação evoluiu para apropriação. Eis aí talvez a chave desse amor e ódio: todo mundo se sente dono da casa. Se sente e é. O público, de fato, está mandando no programa de maneira mais efetiva. A cada edição, de um jeito mais organizado.
Rafinha ficando? Grandes chances de que no próximo paredão estejam Rafinha e Gyselle. A única chance disso não acontecer é um deles ganhar a Prova do Líder. O Bial deixou bem claro que esta foi a última semana do Anjo, isso significa que a partir da semana que vem o jogo parte para o tudo ou nada. Mas, já estamos realmente na reta de chegada, esta semana sai um, ficam cinco. No paredão seguinte restam apenas quatro e aí a decisão está por um fio. Quem eu gostaria que ficasse? Claro que é o Marcelo, por todos os motivos já expostos por mim aqui no blog.
Marcelo gostem dele ou não, vem carregando esse programa nas costas. Como muito bem falou o Bial hoje no Jornal O Globo, ele foi a estrela do "BBB8". Concordo com Bial que é difícil ele ganhar o prêmio, não estou cega à grande rejeição que ele conquistou, mas sua popularidade cresceu muito nas últimas semanas e isso foi conquista dele e de ninguém mais. Eu realmente não gostei da atitude de Gyselle na semana passada, acredito que ela terá que mostrar a que veio para tirar esse prêmio do Rafinha caso sua torcida não consiga eliminá-lo esta semana. Rafinha deu uma atacada inteligente ao se colocar no paredão. Isso faz com que eu ache que ele merece o prêmio? Ainda não sei, pois por tudo que Rafinha falou e não fez neste "BBB8", se fosse minha a decisão eu não lhe daria um milhão de reais.
Mas, quem decide é o público. Ele é soberano e faz suas escolhas. Eu acho que a torcida da Gyselle vai perder uma ótima oportunidade de eliminar o Rafinha e ele ficando essa mesma torcida estará passando um atestado de que sua força não conseguiu superar a força da torcida do maior adversário que Gys tem dentro do programa. Estou querendo ver o circo pegar fogo? Claro que sim, esta é a grande diversão do "Big Brother". Mas, eu também acho imaturidade essa atitude da torcida de se enganar que pode deixar o Rafinha no jogo e depois dar o um milhão para Gyselle. Rafinha tem muito mais material para ser editado, quase tudo o que Gys viveu no "BBB8" está relacionado ao Marcelo.
Ele é polêmico? É sim. É chato, vaidoso, petulante, prepotente, se acha o dono da verdade, talvez ele seja o "BBB" mais chato de todos os tempos e o mais imperfeito. Mas, o mundo não é perfeito. Marcelo fez um jogo de cara limpa, tão limpa que acabou conquistando afetos e desafetos. Não está passando em brancas nuvens. E esteve sempre ao lado da Gys. Foi grosso em demasia com ela na semana passada, a atacou de uma maneira que não se faz com uma mulher, independente se ele teve motivos ou não. Mas, isso é um jogo. Gyselle não é uma boneca de porcelana que tem que ser protegida do Lobo Mau. Fico me lembrando da sétima edição, quando para proteger a Íris sua torcida a tirou do jogo. Gyselle já mostrou que sabe muito bem se cuidar, mas se ela é a pobre menina inocente a mercê de um monstro aterrorizante, ela não deveria ter ido ao "Big Brother", era melhor ter ficado em casa.
A situação não é a mesma, mas no velho esquema da proteção, da torcida fazer de pobre coitada alguém que se dispôs a entrar no programa e agüentar o tranco, o prêmio, mais uma vez, vai escapando das mãos de uma bela mulher e caindo no colo de um homem qualquer. Hoje a torcida do Marcelo poderia se unir com a da Gyssele para tirar o Rafinha. Mas, se a torcida da Gys roer a corda será que quem torce por Marcelo ajudará Gyselle a ganhar um milhão de reais? Eu não ajudaria. É uma simples equação matemática, hoje os dois unidos são mais fortes, depois é cada um por si. E aí quem ganharia esse um milhão de reais? Marcelo ou Gyselle? Alguém tem dúvida da resposta? Eu não tenho nenhuma, seria Gy na cabeça com um milhão de reais em sua conta bancária. Esta é a realidade, goste a torcida da Gyselle ou não. O "BBB" é um programa com um grande pote de ouro no final do arco-íris. Portanto, façam sua apostas!Eu gostaria de uma final entre Marcelo e Gyselle. Como diria o Alan do BBB5 - Não vou mentir... - Salve, salve!
Posted by Susan
Rafinha versus Marcelo
E agora galera?
Paredão interessante para quem gosta de assistir ao "BBB" independente da torcida. Mais do que um paredão entre Marcelo e Rafinha esta é uma prévia de uma final quase certa entre Rafinha e Gyselle. No paredão passado a torcida da Gys foi importante na permanência de Marcelo na casa, sem ela, ele não ficaria. E agora? Alguns querem ver Marcelo fora do programa e longe da Gys, mas ao mesmo tempo existe o dilema – A quem dar um milhão de reais? – Rafinha ganhou pontos importantes junto ao grande público ao abrir mão de sua imunização em favor da Gyselle, ganhou pontos comigo também, não vou mentir. Foi atitude de coragem, fez aquilo que eu digo que é importante num jogador de "BBB", chamou o jogo para si. Sem medo, sem fuga, de cara limpa, ele disse – Vem! – E agora, galera?
Posted by Susan
Noite de formação de mais um paredão
Salve! Salve!
Posted by Susan
Juliana no Domingão do Faustão
Ela defende Marcelo e diz que seu namoro com Alexandre é coisa séria
Posted by Susan
Fazendo nosso ouvido de penico
Num papo de faz de conta que é verdade que eu faço de conta que acredito, Nathália e Thatiana conversam sobre o embate que Nat teve com Marcelo. Elas dizem que não entraram no BBB para ganhar um milhão, mas apenas para viver um sonho. E nós é que pagamos o pato, não? Nós pagamos a conta deles viverem esse sonho juvenil, de um mundo cor de rosa em busca da fama fácil. O público não conta, nossas expectativas com o programa que se danem, pois Thatiana e Nathália querem viver os sonhos delas, ou seja, comer, dormir e participar das festas do BBB8.
Interessante que enquanto Nathália falava que ela não estava fazendo teatro no BBB, Thatiana mal tinha coragem de olhá-la nos olhos. O olhar perdido era a janela da alma dessa participante que apostou mais do que qualquer um naquela casa em fazer um personagem de si mesma. Como conseguirá a edição traduzir esse olhar para o público que não possui o PPV? Como mostrar a dissimulação velada, o falso discurso de que somos do bem? Eu, sinceramente, não sei. Esse papo de que "eu fiz tudo com o coração" é a maior desculpa para toda e qualquer omissão, fuga ou maldade. Basta apenas fazer com o coração? O coração justifica qualquer atitude que a gente tome na vida? Tem pessoas que matam por amor. Discurso vazio com o único propósito de se vender ao público como uma pessoa bacana. Aliás, nesta edição do BBB sobrou discurso e faltou atitude verdadeira.
Nathália, por outro lado, foi puxa saco de todos os líderes e Anjos dessa edição. Um participante virava líder? Automaticamente ele se transformava no maior e melhor amigo de infância de Nathália. Carregava malas, se fazia presente no quarto. Na semana seguinte, se mudava o líder, mudava a cadeia de afinidades da Nat. É essa a sua verdade? Que pena! Verdade pobre e oportunista.
Marcelo não se excedeu, não gritou, tampouco perdeu a paciência. Mas, não mentiu, não poupou Nathália, não a tratou como uma criança. Simplesmente olhou-a exatamente como o que ela verdadeiramente é, ou seja, uma mulher feita, responsável por seus atos e tão jogadora quanto ele. Mas, como tudo estoura nas costas de Marcelo, mais uma vez, ela faz a caveira dele para os demais jogadores. Nat pareceu desconcertada e perdida já que suas palavras não tiveram o efeito desejado no grupo, ou seja, promover uma grande confusão do Clube dos Quatro contra Marcelo. A conversa de Nathália e Thatiana foi o famoso "fazer os nossos ouvidos de penico". Simples assim.
Posted by Susan
O "Big Brother" é uma caixinha de surpresas
Que a galera gosta de polemizar isso eu não tenho a menor dúvida e já me acostumei com essa movimentação ao longo desses quase quatro anos de existência do De Cara Pra Lua. Muitas vezes isso aqui vira realmente de cara pra loucura, como disse uma matéria publicada pela Folha On Line sobre os blogs que discutem "BBB". A grande audiência do "BBB", que faz com que a mídia se interesse tanto pelo programa, também é a força motriz que impulsiona a nossa existência, estamos aqui para discutir um fenômeno de audiência, olhando por dentro, vivendo essa paixão que transforma o "BBB" nesse algo tão peculiar e discutido, seja para ser criticado ou exaltado.
Gyselle era uma participante que realmente me intrigava e me emocionava. Sua lealdade à Marcelo trazia uma força que a destacava no grupo, não pela lealdade em si, mas pela coragem que aparentava estar por trás de sua atitude. Eu já estava com um texto pronto para exaltar esse lado firme da Gyselle, aquele lado que é tão importante nas amizades que construímos na vida e nas parcerias que se estabelecem no "Big Brother", o não arredar o pé quando o barco está afundando. Eu lido com minha simpatia pelos jogadores com sua capacidade de emocionar. A quieta e plácida participação da Gys era pontuada por pequenas inserções na realidade da casa que faziam crer que existia uma força interior nessa menina que era apenas intuída e percebida por alguns.
Gyselle era mesmo a Esfinge misteriosa, reinando absoluta num programa onde as torcidas têm um grande poder de decisão. E ela tem uma das maiores torcidas da net. Conta a Mitologia Grega que a Esfinge, guardiã das pirâmides de Gizé, questionava os viajantes com um enigma e devorava àqueles que não conseguiam decifrá-lo corretamente. Um dia, ela foi desafiada por Édipo e a Esfinge lhe propôs o seguinte enigma - Que criatura anda de quatro pela manhã, com dois pés ao meio dia e com três à noite? - Édipo decifrou corretamente ao responder que era o homem, que na infância engatinhava, na idade adulta andava ereto e na velhice apoiado num cajado. Mortificada diante da correta resposta de Édipo, a Esfinge se joga de um rochedo e morre.
Decifra-me ou te devoro, esta é a história da Esfinge. Gyselle é a Esfinge decifrada, mas não necessariamente esta será a sua história no "BBB8", pois é impossível ignorar a força das torcidas no "BBB", o amor do fã não se explica e não cessa diante de nenhum argumento, por mais válido que ele seja. Se, para muitos, Gyselle perdeu o encanto quando fez as pazes com Marcelo, para mim o vaso se quebrou quando ela rompeu com seu parceiro no jogo às portas de um paredão importante para eles e para o programa. Gyselle jogou por terra todo um investimento feito em sua imagem, seja por seus fãs ou pela da direção do programa. Naquele momento, ela mostrou que seu silêncio era menos aterrorizante para seus colegas de cativeiro do que poderíamos supor, era apenas silêncio mesmo, medo de se expor, de se mostrar por inteira.
Eu poderia me calar e levar esse restante de jogo apostando na jovem que tem uma das maiores torcidas na net, mas não é isso que me interessa. Se Íris o ano passado ocupou um espaço enorme aqui no blog é porque ela fez por merecer cada minuto e segundo em que ela esteve naquela casa. E mereceu cada atenção e cada palavra escrita por mim elogiando sua participação na sétima edição. Íris tinha tudo que eu gosto num participante de "BBB", uma boa dose de polêmica, uma atuação que se pautava em sua própria coerência e não na coerência do grupo, uma vontade de estar presente, de ser atuante, de não passar em brancas nuvens, por tudo isso ela foi uma das maiores responsáveis pela imensa audiência da sétima edição. Íris, assim como Marcelo, puxou o jogo para si e sem medo de estar sendo mal interpretada disse – Vem! – É isso que faz o "Big Brother", é o jogador que atua como ela, sem medo, pessoas como Dhomini, Bambam, Juliana Lopes, que não são amados por todos, mas cujos nomes ficam gravados na história do programa.
Se Marcelo sair na próxima terça-feira ficam participantes que pouco ou nada fizeram para o desenrolar das histórias que nós tanto amamos assistir no "Big Brother". Em todas as edições a final tem sempre sua cota de participantes inexpressivos que vão comendo o mingau pelas beiradas até chegar lá. Foi assim com Viviane do "BBB3", Vanessa do "BBB1", Thiago e Cida no "BBB4", Sammy no "BBB5", Bruna no "BBB7". Enfim, cada edição tem seu exemplo de jogador ensaboado que se esgueira entre os demais e sem nem mesmo a gente saber como abocanham o terceiro, quiçá o segundo lugar na final. Mas, caso não tenha a presença do Marcelo, a oitava edição será a única que terá em sua grande final todos os jogadores que comeram o mingau pelas beiradas. Numa possível disputa entre Gyselle e Rafinha com o Marcelo fora do jogo? Eu deixo nas mãos da sorte, tanto faz um quanto o outro, a contribuição que ambos deram ao programa é bem parecida. Mas, Rafinha provavelmente sairá melhor colocado, pois conseguiu um apoio popular fora da net que a Gyselle não conquistou.
Eu gosto do jogo "BBB". E quando digo jogo não falo de combinações de votos, falo de tensão construída na casa, de polêmicas criadas pela convivência, de amores que surgem, de ódios que afloram, de amizades que se forjam na luta por um milhão de reais. O "BBB" é um jogo de convivência e é apenas na estreita vivência do tempo que eles passam juntos é que nós podemos avaliar quem merece ou não levar essa grana para casa. Qual meu prognóstico para a oitava edição? Não sei, o "BBB" é uma caixinha de surpresa, portanto só nos resta esperar para conferir o que vai acontecer no programa daqui para frente. Jogador politicamente correto? Não necessariamente, o "BBB" não vive de correções, o jogo vive daquilo de que a vida é feita, ou seja, emoções e surpresas constantes.
Posted by Susan
Isto é Big Brother Brasil
Bonita a cena de acerto de contas entre Thati Bione e Marcelo...