BBB - DE CARA PRA LUA, de Olho no BBB9
Os ídolos americanos

 

 

Hoje assisti pela primeira vez ao American Idol. Pelo que pude entender o programa está em sua fase de Top Ten, ou seja, os dez melhores para do lote sair um vencedor. Uma das coisas legais desse tipo de programa é que estamos julgando alguém por suas habilidades, talento, tenacidade e profissionalismo. Uma das coisas não muito legais é que usamos o nosso senso comum para julgá-los. Aqui no blog nós temos alguns músicos, portanto seria uma temeridade eu me arvorar a dizer quem cantou bem e quem foi um completo desastre.

Mas, vou falar o que meu senso comum me diz. Primeiro, eu não gosto desse padrão americano de cantar em que todas as performances têm praticamente o mesmo andamento. Eles começam com um tom suave e depois vão soltando a voz e acabam praticamente gritando no microfone. Sem entrar no mérito se eles são afinados ou não, mas me incomoda essa pasteurização do talento.

Americano tem dessas coisas. Por exemplo, quem já teve a oportunidade de morar um tempo nos USA percebe que a caligrafia dos americanos segue um mesmo padrão. Todos estudaram na mesma cartilha e praticaram o mesmo método de alfabetização. Mas, é tão flagrante a semelhança que a gente fica imaginando para onde foi a individualidade das pessoas. Da mesma maneira, eles têm um tom próprio para seus comediantes.

Praticamente todos os atores e atrizes das séries cômicas têm o mesmo cacoete de interpretação. Muitas vezes eu pego no sono e esqueço de desligar a televisão, acordo com alguém falando em meu quarto e penso ser a Lorelai do Gilmore Girls, mas me surpreendo com uma outra atriz na telinha, geralmente numa série que eu pouco assisto. Da mesma maneira a Raquel do Friends tem um monte de clones espalhados. A maneira de fazer as piadas, as pausas, a entonação, enfim, parecem todos saídos da mesma forma.

Por todos esses motivos eu me surpreendi com o desempenho de um dos cantores de América Idol, o David Cook. Não que ele também não tenha alguns dos padrões que me incomodam, mas o arranjo da música Billie Jean, antigo sucesso do Michael Jackson, que ele levou para o palco foi surpreendente. Enquanto ele cantava, eu pensava se eram meus ouvidos leigos que se deliciavam com uma Billie em slow motion, com nuances que em algumas momentos da interpretação eu tive dificuldade de reconhecer a música original. Felizmente a Paula Abdul e os outros dois jurados concordaram comigo. Thanks God!

 

David Cook cantando Billi Jean



 

Os jurados

 




Posted by Susan

Amor de perdição

Você já foi abandonada na porta da Igreja? Não? Mas, certamente um dia você já levou um fora, já passou pelo término de um namoro, casamento ou noivado. Como você reagiu? A gente, em geral, chora um pouco (ou muito), passa um tempo se achando a última das criaturas, pensa que o mundo vai acabar, mas acaba descobrindo uma das grandes verdades da vida, que de amor ninguém morre. A gente pode até sofrer muito, mas morrer jamais.

Uma paulista que foi abandonada na porta da Igreja buscou uma vingança interessante. Passou a andar pelas ruas de São Paulo vestida de noiva e distribuindo panfletos sobre o ex-noivo. Marketing? Se não for, ela mirou o que viu e acertou no que não viu. O certo é que ela começa a chamar a atenção, o UOL já a entrevistou e provavelmente a veremos em alguns programas da TV. Na verdade, Lucia está em busca de uma novo amor.

O que você seria capaz de fazer por amor? Desfilaria sua dor e a transformaria as lágrimas em risos numa espécie de protesto bem humorado? Correria atrás do sujeito suplicando pela volta? Ou simplesmente levantaria a cabeça e encararia o futuro partindo para a conquista de um novo amor? Eu já fiz muita loucura em minha vida, para uma pessoa apaixonada não existe limite para o sofrimento tampouco para a felicidade. Enquanto a paixão está no ar vivemos os melhores momentos de nossa vida, mas quando acaba... Ah... Quando acaba, acaba. Ponto. Fazer o que? Você já viveu um grande amor? Já teve uma grande paixão? Qual foi a maior loucura que você já fez por um homem? Do que você seria capaz para conquistá-lo? E vocês, meninos, que loucura seriam capazes de fazer por uma mulher?

Entrevista da Noiva Abandonada ao Tablóide UOL

Editor do UOL Tablóide - Como devo te chamar? Lúcia ou Noiva Abandonada?
Lúcia, a Noiva Abandonada - Tem gente que me chama de Noivinha, ou de Lu... Tanto faz!

Editor do UOL Tablóide - Li na Internet (ai, a Internet!) que você às vezes sai na rua, vestida de noiva. Por quê?
Lúcia - Eu comprei o vestido de noiva, como estava tudo certo... E foi a cagada que eu fiz. Tentei devolver, mas a dona da loja não aceitou, então eu pensei: vou usar! (risos) Saí umas vezes, mas faz um tempinho que não saio mais... Não tinha muita noção do que ia acontecer...

Editor do UOL Tablóide - E o que aconteceu, afinal?
Noiva Abandonada - Estava noiva, casamento marcado, tudo certo. Depois que ele terminou comigo, decidi conhecer o maior número de pessoas possíveis. Imprimi folhetos com a carinha do meu ex contando mais ou menos o que aconteceu comigo. Ele me largou, quero conhecer pessoas novas, acessem meu blog e me passem uma cantada...
Não tenho mais o que perder... Eu despiroquei. Eu converso com as pessoas, cada uma me dá uma opinião... Dá para perceber que tem muita gente que quer ser solidária, mesmo sem nunca ter me visto na vida.

Editor do UOL Tablóide - E como são essas cantadas?
Lúcia - Umas são carinhosas, outras são tirando sarro. Me taxaram de louca. Acho que ninguém passou por isso. Ou, se passou, cada um reage da uma maneira. Esta é a minha. As cantadas que eu gosto, eu aprovo; as que não gosto, jogo fora.

Editor do UOL Tablóide - Como aconteceu?
Noiva Abandonada - Eu ia me casar agora, dia 26 de abril. Estávamos juntando uma grana -casamento é caro-, decidimos que ele ia pagar o aluguel do salão e o bufê. Ele ia pagar próximo da data e à vista. Todas as outras coisas eu ia pagando: fotos, bem-casado, vestido de noiva... Tudo ficou comigo. Aí não sei o que aconteceu. Ele falou, falou e não falou nada. E ele decidiu terminar comigo mais ou menos na época do Carnaval. Faltavam dois meses. Eu não acreditei. Eu já tinha preparado como ia ser nosso casamento civil. Foi um namoro sério. Nós namoramos alguns anos. Às vezes eu tenho momentos de felicidade, às vezes de depressão.
Tenho duas amigas que têm me ajudado bastante: uma "diabinho", me incentivando a sair com todo mundo mesmo; e a outra é o "anjinho", fala para eu cuidar de mim.

Editor do UOL Tablóide - A que lugares você foi assim, vestida de noiva?
Lúcia - Fui a tanto lugar... Catava o carro e ia para qualquer lugar. Se me perguntar onde exatamente, não sei. Lembro que fui ao parque Ibirapuera, que esse não tem como esquecer.

Editor do UOL Tablóide - Que tipo de reação as pessoas tinham ao te ver?
Noiva Abandonada - Teve gente que disse: "não tira o vestido não, vou procurar uma igreja e a gente casa agora"! Teve gente tirando foto, gente falando que eu precisava de um psiquiatra... Não havia uma reação padrão. Não teve alguém que eu encontrei e pensei, meu Deus, esse é mais louco do que eu!

Editor do UOL Tablóide - Você virou o centro das atenções onde ia.
Lúcia - Eu não esperava isso mesmo. Eu fiz isso para me vingar do "falecido"... Eu nem sei se ele está sabendo dessas coisas ou não.

Editor do UOL Tablóide - E você sai, de fato, com as pessoas que te procuram?
Noiva Abandonada - Às vezes sim, às vezes eu saio. Tem uns caras que são legais, que só querem conversar. Tem uns que eu vejo que não pega nada. Teve uma menina que queria me levar para a igreja dela.

Editor do UOL Tablóide - Você tem um blog e conta que está escrevendo uma autobiografia. Ao mesmo tempo, você não quer dar entrevista ao vivo porque está com vergonha...
Lúcia - Não sei se é "vergonha"... É difícil porque eu tenho família, meus amigos... No começo eles me ajudaram. Mas às vezes eles se sentem expostos. Eu queria poupá-los.

Editor do UOL Tablóide - E como está sendo esta fase de Noiva Abandonada? No fringir dos ovos, há males que vêm para o bem?
Noiva Abandonada - No começo, eu não tinha noção do que estava acontecendo porque eu tinha muito ódio, e o ódio cega as pessoas. Depois eu comecei a perceber que as pessoas estavam se preocupando comigo. E isso é positivo. Eu gostei. É diferente você saber que tem gente que pode estar do outro lado do mundo e se preocupar com você.

Editor do UOL Tablóide - Após quase dois meses, você já consegue se divertir?
Lúcia - Agora sim... Eu consigo já dar uma relaxada. Meus textos no blog estão mais descontraídos. Eu vejo que tudo passa mesmo, mas demora. Ainda mais de uma puxada de tapete que você cai de cara no chão.

Editor do UOL Tablóide - O que você pretende com a autobiografia?
Noiva Abandonada - Servir de exemplo para as pessoas tomarem cuidado, para não passarem pelo que eu passei. Deve haver mais mulheres como eu que tomaram um pé na bunda e não sabem como agir. Eu preferi fazer isso e gostei, porque conheci pessoas legais. Não acho que temos que ser conformistas.

Editor do UOL Tablóide - E como vai se chamar?
Lúcia - "Manual da (Ex) Noiva - Como Superar uma Decepção".

Editor do UOL Tablóide - Já escreveu bastante?
Noiva Abandonada - Umas 400 páginas, mas ainda não estou 100% satisfeita.

Editor do UOL Tablóide - Você não sente que essa atitude "só por uma noite" pode espantar os homens? Ou os tem atraído?
Lúcia - Mais ou menos... Tem uns que dizem: você não pode se desvalorizar desse jeito, tem uns que ficam interessados. Eu realmente não entendo o que os homens querem. Uns dizem que, se nascessem mulheres, dariam para qualquer um. Aí eu escrevo isso no blog e eles me dizem: você não pode fazer isso!

Editor do UOL Tablóide - Você disse uma frase interessante: "eu realmente não entendo o que os homens querem". Os homens não entendem as mulheres, e as mulhers não entendem os homens. Não é uma verdade universal?
Noiva Abandonada - Exatamente! (risos) Mas vocês são mais complicados. Tem um amigo meu que reclamou: minha namorada é insaciável. Pô, você quer ou não quer? Entende!?

Editor do UOL Tablóide - E não aí que está o desafio do relacionamento?
Lúcia - Sim... Isso não vai mudar nunca. É desde que o mundo é mundo. Li em um livro de auto-ajuda, e eu comprei vários, que os homens saíam para caçar e às vezes morriam. Voltavam menos homens, e esses homens dormiam com as viúvas dos amigos, gerando ciúme entre as mulheres. Mulheres e homens sempre foram assim. Acho que não vai mudar. Tem que ter um meio termo!

Editor do UOL Tablóide - Com sua experiência, você deve ter muitas dúvidas e certezas sobre os homens... Como deve ser o homem ideal?
Noiva Abandonada - Honesto e sincero. Fidelidade vem junto com honestidade e sinceridade. Isso independe de estar ou não com uma pessoa. O que não pode é ser hipócrita.

Editor do UOL Tablóide - Além dos óbvios, qual o pior defeito que um homem pode ter?
Lúcia - Mentira! Um homem não sabe mentir, é pego na mentira e faz que não é com ele! Fez, assume! E não venha com a história "ah, eu fui um idiota". Idiota eu sei que você é!

Editor do UOL Tablóide - No seu blog, você diz: "Se você quiser ser um candidato, tem que se cadastrar aqui e falar porque devo sair com vc (sem baixaria, viu?) E olha, é só por uma noite." Tem dado certo?
Noiva Abandonada - As mais engraçadinhas, as que me fazem rir. Homem tem isso de bom: ele conquista uma mulher quando faz com que ela dê risada.

Editor do UOL Tablóide - E você pretende voltar a sair vestida de noiva por São Paulo?
Lúcia - Eu não sei. Às vezes eu penso em fazer isso de novo... Por que, você vai querer ir lá falar comigo? (risos)

Editor do UOL Tablóide - Não, pra saber mesmo, curiosidade...
Noiva Abandonada - Se eu sair de novo, te mando um e-mail! (risos)

Editor do UOL Tablóide - Legal! (risos) Você diz que vai se casar com o próximo namorado de qualquer jeito. Não é melhor conhecer ele melhor, ver se ele ronca, se ele acorda de mau-humor, se ele deixa a tampa da privada levantada, essas coisas?
Lúcia - A gente vai se conhecer direito! Querendo ou não, ele vai se casar! Eu não vou mais ser feita de palhaça de novo! O cara que quiser sair comigo que tome cuidado, que vai ser ele!

Editor do UOL Tablóide - Você fala muito em vingança. Vingança é um prato que se come frio, como dizia minha Tia Izildinha. Na verdade, nunca entendi esta expressão. Explica pra mim?
Noiva Abandonada - Sinceramente, eu não entendo. A pessoa tem que ir lá na hora! Não dá para esperar depois, porque depois passa e você acaba agindo com a razão. E isso é o que eu menos queria. Eu queria que ele soubesse que estou com ódio e com raiva, e queria saber a reação dele.

Editor do UOL Tablóide - Você ainda quer vingança ou está diminuindo?
Lúcia - As coisas estão passando e você começa a pensar o que vale a pena ou não. E meus amigos virtuais-reais me procuram, perguntam como eu estou e isso vai ajudando mesmo. Amigo você tem que guardar do lado esquerdo do peito mesmo, de verdade.

Editor do UOL Tablóide - Eu acho que já sei a resposta, mas vamos lá: que recado você tem para os homens?
Noiva Abandonada - Não seja cretino! Se você está em dúvida, chega e conversa. Se você vai passar uma vida inteira com uma pessoa, ela tem que saber o que se passa com você. Você vai dormir com a pessoa, vai acordar com ela. Honestidade é a melhor coisa.

Editor do UOL Tablóide - E seu conselho para as mulheres?
Lúcia - Seja firme, vá atrás do seu objetivo, não fica chorando no canto: vá à luta! Não se conforme com nada!

Fonte: Tablóide UOL

 




Posted by Susan

O tempo, às vezes, para...

Hoje, se estivesse vivo, um poeta da música brasileira faria 50 anos. Um poeta irreverente que certamente a chegada da meia idade não o faria menos inquieto. Hoje é dia do aniversário de Cazuza, poeta, músico, ídolo, mágico, retrato de uma geração. Eu acho que quando conseguimos deixar tantas marcas em tanta gente, a gente parte com o aval de Deus. 

 

"Qualquer droga faz mal. Eu acho que a maconha faz mal, a cocaína faz mal, álcool faz mal, mas eu...não posso causar mal nenhum a não ser a mim mesmo."
Cazuza

 

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

O Tempo não para, Cazuza

 




Posted by Susan

O nosso livre arbítrio

 

Nós falamos do amor que mata (se pudermos chamar isso de amor), vamos falar agora do amor que abdica, que protege, que é capaz de tudo para evitar o sofrimento e a dor. O episódio de ontem do seriado Lei e Ordem SVU tratava desse tema. A história envolvia o detetive Tutola (Ice-T) que prende o próprio sobrinho acusado de matar uma mulher e seu bebê. O jovem em questão está envolvido com drogas e tem sido um problema para a família por toda sua vida. No decorrer do julgamento, o advogado de defesa, na intenção de provar seu caso e inocentar seu cliente, coloca no banco dos réus a polícia de Nova York, no caso do filme representada pela Delegacia onde estão lotados, Olivia Benson (Mariska Hargitay ) e Elliot Stabler (Christopher Meloni), os protagonistas da série.

No processo de mostrar a corrupção e falta de lisura dos policiais o advogado de defesa traz ao tribunal a conduta inadequada do detetive Tutola ao levar para casa drogas e armas apreendidas numa ação policial e a história da prisão da filha de Stabler quando ela aos dezesseis anos dirigia alcoolizada. Sua autuação na delegacia foi suprimida pelos amigos do detetive e ela foi liberada não sendo indiciada de acordo com a lei norte americana. A gente passa o seriado inteiro torcendo por Stabler e sua filha e por Tutola por dois motivos. Primeiro, o réu é assassino comprovadamente responsável por um crime hediondo. Segundo, Stabler é o charmoso detetive protagonista da história, o herói de tantos e tantos episódios quando foi construído em nosso imaginário sua imagem do mocinho em luta contra os bandidos mais vis de Nova York, ou seja, aqueles que praticam crimes de cunho sexual. Para quem ainda não se interessou por essa série americana eu recomendo, pelo menos, para quem gosta de filmes policiais e histórias de tribunal.

Do que seremos capazes para proteger nossos filhos? Até onde nós vamos para garantir sua felicidade? No Brasil, um jovem ser pego alcoolizado ao volante não é visto de maneira tão séria quanto lá nas terras de nossos primos ricos do norte. Apesar de eu particularmente achar que o sistema americano não é tão justo quanto eles nos levam a crer, a gente não pode negar que lá a punição é bem mais exemplar do que aqui. Nós primamos pelo famoso jeitinho brasileiro que funciona não apenas para livrar as cara de nossos filhos, mas também para acobertar e acertar pequenas infrações. Será isso correto? Até onde é educativo o “fechar os olhos” para os erros cometidos pela juventude? Fico pensando naqueles jovens de classe média alta de Brasília que tacaram fogo num índio na rua, cuja história tanto nos revoltou a alguns anos atrás. Mas, de onde veio esse sentimento de impunidade, esse “achar” que tudo a eles seria permitido? Por outro lado como confiar num sistema judiciário como o brasileiro? Ou melhor, como acreditar em qualquer sistema judiciário? Será que encarcerar, punir e exilar do convívio social reabilita alguém seja aqui ou nos EUA?

Eu não tenho filhos, vocês são muito mais qualificados para responderem a essas questões. Mas, eu vivo no mesmo mundo que vocês, participo da mesma sociedade e estou sujeita à mesmas leis e às mesmas aflições. Há alguns anos atrás eu dirigia em direção à minha casa e me deparei com uma van carregada de crianças na faixa etária de oito a dez anos. Eles estavam pendurados pela janela e debochavam de todos os passantes, das pessoas que se encontravam nos ônibus, das senhores e senhores que dirigindo seus carros ultrapassavam a van, das meninas, jovens, homens e mulheres que passavam nas ruas. O motorista responsável por carregá-las nada fazia, dirigia tranqüilamente enquanto as crianças pelas quais ele era responsável importunavam a todos na rua.

Fiquei pensando se as mães e pais daqueles meninos e meninas tinham idéia do que ocorria no breve trajeto da escola para casa. Mundo complicado esse, não? As mulheres descobriram a liberdade, o mercado de trabalho, mas ainda são as maiores responsáveis pela educação dos filhos, sem opção, com empresas que em geral preferem desconhecer a capacidade reprodutora da mulher e não disponibilizam meios e condições dela enfrentar essa dupla jornada. Descobrimos a psicologia, os traumas infantis, as teorias freudianas, nos tornamos mais informados, mas parece que ao longo do caminho alguns de nós perderam a capacidade de formar seres humanos generosos e educados. Onde está a verdade? Existem culpados, inocentes? Esse é um problema generalizado ou está restrito a um pequeno grupo? Somos todos responsáveis por, pelo menos, discutir essa situação e buscar uma solução, um caminho? Existe luz no fim do túnel ou estamos trilhando um caminho sem volta?




Posted by Susan

Vida não vivida

Eu consigo entender os problemas, a angústia e o desespero, mas não consigo entender o ato, não consigo aceitar o fato. Sejam lá quais foram os demônios que a perseguiram na vida, a mãe está aqui, sobrevive e só Deus sabe como, a menina não está e nunca saberemos como ela lidaria com seus próprios tormentos. Mas essa é aquela parte da vida que não é branca e preta. É recheada de sofridos cinzas, azuis frios, delicados tons de rosa, intensos vermelhos. É a vida multicolorida e multifacetada. A que nós não entendemos, a que nos surpreende e assusta. Achei o texto pertinente, gostaria que vocês lessem e opinassem.

 

Como a justiça francesa perdoou uma mulher que matou a sua filha

Pascale Robert-Diard

Era muito estranho, até mesmo incongruente, ouvir aquelas palavras, naquele lugar específico, naquelas circunstâncias. E mesmo assim, quando o advogado da defesa, William Bourdon, se referiu aos "momentos de graça" que as pessoas presentes acabavam de vivenciar, ninguém pestanejou. Nem a presidente do tribunal, Edith Dubreuil, nem os assistentes, nem os doze jurados que estavam em volta deles, nem o representante do ministério público que auxiliava o procurador geral, nem a família, os amigos e o público que haviam comparecido para assistirem ao processo de Eva Martinet perante o Tribunal do Júri de Apelações de Paris.

Em 10 de outubro de 2003, na hora do lanche da tarde, no parque de La Courneuve, esta jovem mulher bonita e frágil amarrou um barbante de lã em volta do pescoço da sua filha, Cady, de 7 anos de idade, e a estrangulou. Então, ela alertou alguns passantes, contando-lhes que ela havia perdido a sua filhinha no jardim. Ela também disse a mesma coisa à guarda do parque, aos policiais que chegaram prontamente, ao delegado que a ouviu, à sua melhor amiga, a todos os seus parentes que compareceram para lhe dar o seu apoio. Ela repetiu mais uma vez esta declaração quando a noite havia chegado, depois do corpo sem vida da menina ter sido encontrado num pequeno bosque. Aquilo durou treze dias. O tempo necessário para enterrar Cady. Então, em 23 de outubro, dirigindo-se ao delegado Jean-Luc Michel, que acabara de colocá-la sob regime de prisão preventiva, Eva Martinet pediu para falar com ele "a sós".

E ela confessou. "Eu estava sentada não longe do pequeno bosque. Cady quis construir uma cabana. Ela queria montar uma casa para mim. Ela estava cortando os galhos dos arbustos e então os plantava na terra. Quanto a mim, eu estava pensando na vida, sem objeto preciso. Eu olhava para Cady que estava brincando e tive o sentimento de que eu não estava conseguindo torná-la feliz. Tirei o meu trabalho de costura e as minhas agulhas da minha bolsa e comecei a tricotar. Num dado momento, Cady aproximou-se e sentou-se ao meu lado; ela pediu-me um pedaço da linha de lã. Ela me disse: 'Mãe, sabe que daria para fazer colares com isso? ', apanhando o barbante de lã e colocando-o em volta do meu pescoço. Então, ela repetiu o mesmo gesto nela, colocando o barbante em volta do seu pescoço. Ela me disse: 'Olha só como fica bonito'. Ela estava agachada entre as minhas pernas, de costas, e estava inclinando a cabeça em minha direção. Eu olhei para ela e disse: 'Sim, é bonito'. Eu estava segurando o barbante de lã com a ponta dos dedos. Então, eu não sei o que deu em mim. Fui apertando, apertando sempre com mais força; ela disse que isso a estava machucando. Eu tive vontade de aliviar a pressão, mas, ao mesmo tempo, eu não consegui suportar a idéia de que ela me criticasse por ter tido a intenção de machucá-la e continuei apertando durante um tempo que me pareceu uma eternidade. Bem que ela tentou se desvencilhar do fio, mas ela não conseguiu. Eu continuei apertando, até que ela parasse de se mexer".

Em junho de 2006, o tribunal do Júri de Seine-Saint-Denis (região parisiense), em Bobigny, condenou Eva Martinet a dez anos de reclusão. A jovem procuradora substituta que conduzia a acusação havia recomendado uma pena de vinte anos. O ministério público recorreu do veredicto, considerado como clemente demais. E Eva Martinet compareceu perante novos juízes, em Paris, de 28 a 31 de março.

Foi preciso recomeçar tudo. Procurar novamente por elementos de verdade, avançando às cegas na escuridão gélida do infanticídio, progredindo passo a passo no negrume da vida desta jovem mulher que tinha 27 anos no momento em que os fatos ocorreram. Nós estávamos tão longe desta mulher chamada Eva Martinet. Do seu desespero pesado demais para ser compartilhado, da sua existência trágica demais para ser abordada com discernimento, do seu crime grave demais para ser compreendido. Mas ela estava ali, no banco dos réus, e estava contando o seu nascimento, de um pai francês, um funcionário internacional encarregado de programas de desenvolvimento na África, e de uma mãe originária do Mali.

Ela também contou de que maneira ela foi arrancada, aos 2 anos, da sua família materna, para ser agregada a uma nova família em Burkina
Fasso pelo seu pai com uma outra mulher africana. A sua infância de menina mal amada pela sua madrasta, no meio da irmandade recomposta dos oito filhos do seu pai, oriundos de quatro uniões diferentes. A sua adolescência de órfã, depois da morte brutal do pai, e a sua chegada à França onde ela passou a morar na casa de tutores. A sua vida de excessos e de andanças sem rumo de jovem mulher. Os seus amores infelizes. A sua gravidez, que ela viveu de maneira solitária depois de uma relação passsageira. O seu retorno à África, onde ela deu à luz e começou a criar a sua filha. As suas esperanças, logo aniquiladas, de construir uma família, junto com um homem que se revelara violento. E depois, a sua instalação na França, junto com Cady, uma criança atormentada, que enlouquecia as suas professoras.

Então, compareceram para depor pessoas que ela encontrara no caminho. Todas elas heroínas ordinárias. Primeiro, as suas duas amigas. Jovens mulheres da sua idade, também mães. A sua incompreensão diante do gesto de Eva Martinet era tão grande quanto era sólido o afeto que elas nutriam por ela. Elas contaram como era a "outra" mãe. Aquela que vivia exclusivamente para e por causa da sua filha Cady, que lhe proporcionava tudo o que ela podia e nunca brigava com ninguém. Aquela que ficava calada quando as coisas não iam bem e que tranqüilizava o seu interlocutor no telefone quando este se dizia preocupado com ela.

Mais adiante no processo, compareceu a diretora da escola de Cady, Christiane Parrat. Ela começou a falar, e o silêncio tomou conta do tribunal. Eva Martinet havia provocado uma mudança brutal em sua vida, e as palavras desta diretora provocaram uma mudança brutal na platéia. Na manhã de 10 de outubro, Christiane Parrat atendeu à ligação no telefone da escola. Do outro lado da linha estava Eva, que lhe pedia para abonar a ausência da sua filha. Eva não havia ousado confessar-lhe que ela não conseguira despertar em tempo hábil porque, havia algumas semanas, a sua vida se tornara difícil demais e ela não estava mais conseguindo dar conta da situação. Ela havia alegado que a menina estivera doente durante a noite, e acrescentado que ela a manteria perto dela, uma vez que naquele dia a sua classe tinha um passeio programado.

Christiane Parrat não havia desligado imediatamente. Ela havia aproveitado a oportunidade para dizer-lhe que Cady estava enfrentando graves dificuldades nos seus estudos e na sua convivência, e que era da maior importância organizar uma reunião na escola, para discutir sobre esses assuntos. "Sim, eu sei...", havia sussurrado a mãe. "Como a gente consegue ser tão estúpida! Como a gente consegue ser tão estúpida! Fiquei tão zangada comigo mesma, senti tanto remorso por não ter lhe explicado as coisas de outra forma, por ter passado tão longe de um desespero tão grande, e não ter me dado conta de nada. Eu creio que esta mãe se sentia confrontada a um fracasso. E as mães em situação de fracasso, elas nunca costumam fazer hora na saída da escola. A escola, em casos como este, tem uma responsabilidade e tanto. Como explicar as coisas, como ajudar uma mãe? Isso é tão difícil...", contou a diretora no tribunal.

No dia que se seguiu ao drama, quando o delegado Michel havia se apresentado na escola para ouvi-la, Christiane Parrat lhe havia dito: "O senhor precisa saber de uma coisa; eu penso que foi a mãe que matou a sua filhinha". Contudo, apesar desta "sombria intuição", ela havia se dedicado a tomar todas as providências. Preparou a cerimônia que fora organizada em memória de Cady na cidade, recolheu as mensagens que os seus colegas de classe haviam escrito e que ela juntou numa pasta para levá-las para o enterro, que foi realizado numa pequena aldeia da Drôme. Ela havia juntado ao calhamaço uma carta para Eva, na qual lhe escrevia que, pouco importando o que havia acontecido, ela sempre estaria presente para Eva, que esta podia contar sempre com ela.

Duas semanas mais tarde, Christiane havia recebido uma extensa resposta desesperada, na qual Eva lhe pedia perdão. Aquela resposta deu início a uma troca de correspondência que, desde então, nunca foi interrompida. "Eu sou laica, mas, uma vez que agora estou aposentada, posso afirmar que eu sou também muito crente", confessou a antiga diretora de escola, quase que pedindo desculpas ao tribunal. Quando ela concluiu o seu depoimento, o representante do ministério público, François-Louis Coste, levantou-se. Ele não tinha nenhuma pergunta adicional a fazer. Apenas fazia questão de agradecê-la.

Arlette e Michel Bordes também são dois conhecidos que cruzaram o caminho de Eva. Ele era um amigo de infância do pai de Eva. Como pais de quatro filhos, eles fizeram dela a sua "filha do coração" e eles nunca pararam de ajudá-la. Quando ela retornara à França, eles a receberam em sua casa e a hospedaram junto com a sua filhinha durante um ano. Eles também nutriram enorme remorso por não terem sido informados das suas dificuldades e ficaram zangados por ela não ter lhes contado nada. Contudo, desde outubro de 2003, eles vêm se revezando para visitá-la uma vez a cada quinze dias na prisão. E eles contam no seu depoimento que gostam muito desta jovem mulher que está fazendo tudo para superar essa situação. Eles afirmam simplesmente que "com toda evidência, quando ela será liberada, (eles) estarão na saída para acolhê-la". De tanto trocarem mensagens com ela, Eva Martinet havia se tornado uma amiga íntima deles. Mais uma vez, o representante do ministério público levantou-se. "Eu estou muito impressionado pelos seus depoimentos. Era importante que tudo isso fosse dito".

Na segunda-feira, 31 de março, François-Louis Coste levantou-se uma última vez. Naquele instante, ele é o representante de um ministério público que recorreu da condenação de Eva Martinet à pena de dez anos de prisão. Ele lembra que, por conta do crime que ela cometeu, ela poderia ser condenada a prisão perpétua. "Isso evidencia o quanto o tribunal do júri de Bobigny se mostrou indulgente", observa. Mas ele acrescenta: "A justiça decorre de palavras, de olhares, de sofrimentos das testemunhas, da mãe acusada. E os debates me proporcionaram uma certeza: o princípio de indulgência, neste caso, se justifica". Do assassinato de Cady, "esse crime tão enorme que nós temos dificuldades para acreditar que ele possa ser simples", ele passa em revista cada etapa, afasta as sombras suspeitas que pairavam sobre certos aspectos do crime, valida o relato "sem mistério" que dele fez Eva Martinet, que, para ele, estava "totalmente isolada dentro de um jogo de espelhos vertiginoso com a sua filha".

"Então, qual veredicto será o caso de pronunciar?", prossegue. "No que me diz respeito, eu teria recomendado uma pena de quinze anos. Um veredicto já foi pronunciado; este me parece insuficiente, mas ele foi pronunciado por jurados soberanos. Ora, o que se espera da justiça? Um futuro. O veredicto, a palavra verdadeira, é a oportunidade que permite a modificação completa das nossas maneiras de enxergar o ocorrido, e que convida o crime para tomar o seu lugar nos sofrimentos da experiência. Sim, eu teria requerido quinze anos. Mas o respeito da justiça e as suas funções simbólicas fazem com que não haveria nada chocante em ver os senhores confirmarem o veredicto que já foi pronunciado. O que nos interessa aqui não é saber se a ré merece uma pena maior. O que está em jogo é que uma boa justiça seja pronunciada".

Algumas horas intermináveis mais tarde, o Tribunal do Júri de Apelação de Paris condenou Eva Martinet a dez anos de prisão. Antes que ela fosse conduzida até o seu cárcere, os seus parentes e seus amigos pediram para poder abraçá-la. A porta da cela do tribunal foi entreaberta por alguns instantes, deixando aparecer uma mulher que, naquele dia, estava completando exatamente 32 anos.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

Fonte: UOL

 




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Sessão da Meia Noite no De Cara Pra Lua

Tem beleza que dói...



 

Ficha Técnica
Título Original: Closer
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos

Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial:
www.pertodemais.com.br
Estúdio: Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
Direção: 
Mike Nichols
Roteiro: Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
Produção: Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin
Fotografia: Stephen Goldblatt
Desenho de Produção: Tim Hatley
Figurino: Ann Roth
Edição: John Bloom e Antonia Van Dermellan


seta3.gif (99 bytes) Elenco
Natalie Portman (Alice)
Jude Law (Dan)
Julia Roberts (Anna)
Clive Owen (Larry)
Jaclynn Tiffany Brown (Turista)
Steve Benham (Motorista)
Nick Hobbs (Motorista de táxi)



seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna

Fonte: Adoro Cinema

 

 




Posted by Susan

O sono dos injustos

Pai e madrasta de Isabela se entregam à polícia hoje a noite

A crueldade não é uma prerrogativa do mundo moderno, ela se espalha através dos tempos, conviveu com nossos antepassados, faz parte da história da humanidade. Mas, ela sempre nos espanta, nos deixa impotentes diante de algo que não conseguimos explicar, entender, ter uma leitura mínima que diminua a angústia de saber que alguém foi capaz de matar uma criança. Quem matou? Ninguém sabe ainda, suspeita paira no ar, mas ninguém tem certeza de nada. A única certeza que temos é um sentimento de indignação e revolta em saber que existe alguém no mundo capaz de ser tão indigno de pertencer à raça humana.

Meu avô era um homem simples, criado no campo em Portugal veio para o Brasil já adulto, mas jovem ainda. Veio tentar a vida e no meio do caminho conheceu minha avó. Em sua imensa simplicidade tinha um amor pela vida que nos emocionava. Ele era o esteio da família, foi a base, os alicerces de minha mãe. Mas, em sua extrema simplicidade ele tinha uma luz e uma sabedoria que não se encontram em livros, que não vêm em nenhum manual, que independe dos títulos que a gente adquire em nossa educação formal.

A premissa primeira de sua vida era que em criança a gente não batia, que educação nada tinha a ver com violência e que criança aprendia através de exemplos e através dos olhos dos pais. Eu nunca apanhei em toda a minha vida e fico estarrecida de saber que existe alguém capaz de fazer uma criança sofrer.

Mas, a vida das pessoas não é tão simples, nem todo mundo tem a felicidade de ter uma mãe, um pai, um avó, avós, tios, tias... Enfim, nem todos nasceram para vir a esse mundo e ser feliz. Ontem eu lia uma reportagem muito interessante no UOL. Era sobre uma mãe francesa que havia matado a filha com um fio de lã. A matéria era sobre a apelação feita pela promotoria francesa, por achar que a pena imputada à mãe em seu julgamento havia sido indulgente demais. Ela havia sido condenada a dez anos de prisão.

Mas, no decorrer da apelação todo o processo teve que ser revisto, testemunhas foram convocadas a depor novamente e em seus relatos foram desfiando a tristeza daquela mãe que se sentia inadequada no mundo. Sua história de vida, seu desespero. Ao final da audiência, o próprio promotor acabou comovido e convencido de que a pena não deveria ser alterada. Compreensão difícil, não? Também achei. Mas o texto da jornalista francesa é lindo, recheado de imagens e explicações do sentimento daquela mãe.

Duas situações que impressionam. Uma criança morta sem que nada, absolutamente nada possa justificar ou explicar e um povo que perdoa uma mãe que num impulso, numa espécie de transe, num desespero sem fim, mata a própria filha. Será que algum dia o mundo deixará de nos espantar? Será que um dia a gente vai conseguir entender o ser humano em toda sua complexidade? Será que em algum dia do futuro a nossa frente existirá um mundo um pouco mais cor de rosa e menos sombrio?
Sei lá... Mas, eu fico pensando... Será que alguém consegue dormir com essa culpa na consciência? Será que existe o sono dos injustos?

 




Posted by Susan

Um sonho de liberdade

Acabou o BBB8... Acabou? De verdade? Eu não tenho tanta certeza de que a oitava edição já foi para o arquivo do passado. Pelo menos até o meio do ano, quando acaba o contrato dos participantes da última edição com a Rede Globo, ainda ouviremos falar um bocado sobre eles. A partir de agora está aberta a temporada de cliques para as revistas masculinas. Ao que tudo indica a mais nova capa da Revista Playboy egressa de um BBB é a Juliana Góes. Quem será a próxima? Nathália? Gyselle ou Thati?

Hoje estava assistindo aos vídeos de um de nossos encontros do DCPL o ano passado em São Paulo onde a Íris esteve presente. Fiquei pensando nos participantes da oitava edição e nas histórias não contadas na casa que ainda irão pipocar aqui fora. Ontem no EGO a madrasta de Marcos veio a público desmentir que o teria maltratado no período em que ele morava com ela. Segundo a versão da moça, Marcos a teria tentado seduzir e, por esse motivo, ela o teria mandado embora com cem reais no bolso. O estranho é que ficou, pelo menos para mim, a sensação de que a gente não conhece verdadeiramente essa galera que passou por nossa telinha nos últimos três meses e que ainda teremos algumas notícias controvertidas sendo divulgadas na mídia.

Por outro lado, várias notícias dão conta de que Rafinha tem fugido da imprensa, dos fãs e até dos amigos. Será que é para tanto? Fama de BBB pode acabar tão rápida quanto veio. O dinheiro também, o que a princípio parece uma enorme quantia se não for bem administrada corre o risco de ser carregada pelo vento. No último programa A Eliminação, que contou com a participação do Dhomini, ele bateu exatamente em cima dessa tecla, de que o dinheiro vai embora. Mas, acredito que para o Dhomini isso seja tranqüilo de encarar, ele tem uma teoria de que o papel do dinheiro é circular, portanto...

Eu gostei da participação do vencedor da terceira edição no programa do Multishow porque corroborou com algumas coisas que a gente vinha discutindo aqui no blog. Que essa galera das edições atuais já conhecem bem demais o esquema do programa. Que todos entraram recatados para não mostrar a verdadeira cara. No entanto, o mais interessante da entrevista do Dhomini foi a idéia de que essa discussão do BBB é coisa muito séria, que o mundo está se transformando num BBB, nós somos controlados por câmeras de vídeo, radares, satélite. Que nossa liberdade está sendo negociada em troca de segurança. Somos monitorados para garantir nossa sensação de estarmos seguros, mas ao mesmo tempo nos colocamos a mercê dos mesmos mecanismos que nos protegem. Como foi dito muito bem pelo Dhomini, essa barganha não vale a pena, é melhor estar inseguro, mas ter sua liberdade garantida.

 




Posted by Susan

Que país é esse? - Parte II

Paciente ficou três dias internado no almoxarifado do Hospital Miguel Couto

 

Aos poucos a gente vai emergindo desse verdadeira batalha que foi o BBB8. A Bia Abramo, que cita em sua matéria tem razão ao ponderar que aqui na net as discussões foram bem mais interessantes e instigantes do que dentro da casa do BBB. Diferente do que ocorreria diante de nossos olhos na tela da TV, aqui nós criamos o bem e o mal, vilões e mocinhas indefesas, traições, redenções e tudo que um bom folhetim tem direito para entreter o público. Queria, também, agradecer à Bia Abramo a citação do De Cara Pra Lua em sua matéria, realmente nós aqui somos copiosos... Bota copioso nisso!

Mas, ao emergir do caos do BBB, a gente se depara com a com situações nada engraçadas e onde os vilões brincam com a nossa vida. Hoje liguei para um amigo de longas datas para lhe cumprimentar por seu aniversário. Peguei-o no celular levando a namorada com suspeita de dengue hemorrágica para o Hospital da Fundação Oswaldo Cruz. Ele também se recupera da doença que o pegou de jeito na semana passada. Eu fiquei abismada ao me dar conta de que a doença está muito mais perto do que a gente supõe. Quando falamos em epidemia pensamos em hospitais públicos e esquecemos que o Aedes aegypti, o famosos mosquito da dengue, não tem fronteira, como foi muito bem colocado pela matéria da Revista Época desta semana, ataca nas áreas carentes da cidade e nos bairros com luxuosas mansões. Que o diga o Luciano Huck.

Estamos sendo testemunhas de um Rio de Janeiro totalmente sem estrutura para combater uma doença que seria facilmente controlável, mas que já matou 62 pessoas até o momento em nossa cidade. Eu acho que a conscientização da população é importante, mas acho injusto que se jogue nas costas do cidadão a responsabilidade pela maneira precária que se encontra a saúde pública.

Na maioria das matérias da TV o que se mostra é como o cidadão deve se comportar, expõem comunidades onde a água se acumula em lixos, latas velhas e pneus abandonados. Mas, pouco se fala de um sistema que peca pela falta de recursos. O governo de nosso Estado e nosso Prefeito deveriam estar preocupados com a situação dos hospitais da rede pública, com a falta de médicos, de medicamentos, no entanto, é um descaso total, com o foco de suas preocupações localizado em coisas bem menos importantes. Esse é o retrato dos políticos em nosso país, uma total falta de confiança da população em ver seus problemas resolvidos. Essa última edição do BBB deixou essa lição com o caso sem precedentes dos políticos do Piauí preocupados com a vitória da Gyselle e usando a máquina do serviço público para fazer demagogia com a população.

Mas, esse não é privilégio do Piauí, no Rio de Janeiro o governo está se mostrando tão ou mais incompetente já que atravessamos a pior epidemia de dengue dos últimos anos e o que a gente mais vê é colocarem a culpa nos pneus abandonados e nos vasos de plantas. Mas, não tem controle feito pela população que derrote a falta de atendimento médico competente e uma estrutura social que banque a saúde pública como prioridade do governo.

Daneil Carrilho, oito anos, com diagnóstico feito errado pelos médicos, morreu seis dias após os primeiros sintomas da dengue

 

Curiosidades sobre a dengue divulgadas pela Revista Época:

Desde janeiro: 43 mil casos de Dengue
Número de mortos: 62 ( atualizado hoje)
O mosquito Aedes aegypti chegou ao Brasil a bordo dos navios negreiros 
A procura por repelentes aumentou em 400%
A venda de velas aromatizadas cresceu 24 %
O índice considerado suportável pela Organização Mundial de Saúde de mortalidade por dengue hemorrágica é de 1%, no Rio o índice já chegou em alarmantes 20%.

Fonte: Revista Época 

 




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Rafinha e Gyselle no Programa da Ana Maria Braga

 

 

 




Posted by Susan

Pânico na Tv e BBB... Tudo a ver

Videos do Pânico no dia da Festa da Final do BBB8...

Parte 1

 



Parte 2

 



Parte 3

 




Posted by Susan

Sonhar não custa nada

 

O mais interessante de assistir ontem no programa do Faustão foi todo mundo tomando a benção ao Marcelo. Foi colocado um tapete vermelho para o possível vilão do BBB8 e por lá passaram Nathália com direito a beijos e abraços, Gyselle que acenava a cabeça humildemente para os elogios rasgados feitos pelo Doutor. Gys precisa deles para abonar sua conduta na casa e referendar seu segundo lugar e sua tentativa de encontrar um espaço na mídia e na TV. Rafinha foi mais longe ainda, disse que o dia em que se entendeu com Marcelo foi o dia mais feliz de sua vida. Arre égua! 

Esse fato é para ser comemorado, não apenas por aqueles que curtem o Marcelo, mas por todos os amantes do Big Brother. Ter um suposto vilão confortavelmente sentado e sendo o centro dos acontecimentos no programa que comemora a final de um BBB, em pleno Domingão do Faustão, saudado e acarinhado por todos, é uma situação nova e carregada de esperança. Em geral é para o campeão que se paga todos os paus no programa do Fausto Silva, mas a oitava edição deixou uma marca diferente. Isso abre um precedente enorme para o enterro definitivo de personagens chatos, sem carisma, comes e dormes, da galera do turma da Xuxa, para aqueles que se escondem, se arrastam pelo programa querendo passar despercebidos. Eu, sinceramente, espero que as samambaias tenham sido todas devolvidas ao Jardim Botânico, de onde jamais deveriam ter saído.

Eu quero que na nona edição a gente tenha uma turma aguerrida, porreta, que parta para o jogo com felicidade, alegria e sem medo de ser feliz e se mostrar ao público. Eu quero no BBB participantes que tenham traduzido suas histórias de vida em acontecimentos bacanas, em personalidades marcantes, em superação, em coisas boas, mesmo que essas histórias sejam do tipo que nos fazer chorar copiosamente por dias e dias seguidos. Não quero tristeza e não quero que ninguém seja carregado no colo por dó e piedade.

Não quero torcidas sem justificativa plausível para explicar o seu querer buscando em tudo preconceito, já que ser preconceituoso é ser politicamente incorreto e bastante vago, cabendo dentro de qualquer argumento. Se eu não gosto de alguém e por acaso seu cabelo é da raça negra, é um prato cheio, já vira preconceito. Na verdade o que está acontecendo é o preconceito às avessas onde todos são obrigados a gostar de uma pessoa pura e simplesmente por ela ser negra. Raça não é garantia de caráter reto e certo, o que garante isso são nossas ações diante do mundo.

Gyselle ganhou uma rejeição alta depois que Marcelo saiu. Ele era a bengala da Gy, era aquele que valorizava sua presença na casa. Chorem, esperneiem, reclamem, mas essa é a mais pura verdade. Marcelo deu o tom do jogo e está sendo reconhecido por isso. Ainda bem, nem toda a diversão está perdida ainda temos a chance de salvar o BBB9. Eu, se fosse Boninho, não teria dado aquele um minuto. Mas, infelizmente, já aconteceu e seria polêmico não importa o resultado divulgado pelo Bial. Se Gyselle ganhasse, a turma do Rafinha estaria colocando a boca no trombone. Já que foi Rafinha quem ganhou, a galera da Gyselle está inconformada. E vão ficar assim até o Juízo Final. Mas, não tem jeito, perdeu, perdeu. Ponto, não adianta chorar.

Hoje foi noticiado que o sistema de votação do Big Brother vai mudar. Ótimo! Se isso for verdade é para ser comemorado, pois mostra que nossas discussões estão sendo levadas em consideração, que será sanada qualquer situação que abra margem para dúvida. Mas, eu repito, apesar de alguns de vocês não gostarem do que eu vou dizer, em minha opinião Rafinha liderava a votação. Gyselle não teve cacife para desbancá-lo, ela vinha perdendo votos e votos e ganhando cada vez mais pessoas votando para que ela perdesse muito mais do que para que Rafinha ganhasse. Aqui mesmo no DCPL nós temos diversos exemplos desse tipo de escolha. E fora da net que discute o BBB aconteceu o mesmo. Aceitem isso, Gyselle acabou arrebanhando uma rejeição enorme que contribuiu para tirar a diferença dos 4% em relação ao Marcos e à Nat. Uma diferença apertada de votos, que só apareceria na votação final. Mas, essa é minha opinião, ninguém precisa concordar. Assim como eu não concordo com as teorias conspiratórias cuja net é um terreno fértil para que elas se propaguem.

Gyselle vai fazer sucesso? Eu não sei. Assim como não sei se Marcelo dará conta do Fantástico ou se Marcos, Rafinha e Alexandre serão engraçados na Ana Maria Braga. O destino desses meninos é uma incógnita porque eles não mostraram um talento especial, nenhuma habilidade para cantar, tocar um instrumento, desenvolver um personagem pautado em alguma ficção. Os personagens que eles viveram no BBB8 eram sua ilusão particular sobre si mesmos e não têm nada a ver com talento para ser realmente um bom ator ou uma boa atriz. Rafinha vai ter que aprender muito a tocar guitarra e a cantar antes de se aventurar num show com sucesso. Gyselle terá que aprender a ser bem mais do que uma bundinha que sacode, isso a Gretchen já fazia bem demais há trinta anos atrás. Assim como Marcos e Alexandre terão que cair de cabeça em muito estudo para se tornarem bons comediantes.

Existe um mundo de possibilidades para essa galera, mas eles terão que querer muito para fazer acontecer. No entanto, existe uma luz no fim do túnel. É bastante positivo que a Rede Globo se disponha a aceitar tantos deles passeando pelos corredores Globais. Se Gyselle, Rafinha, Nathália, Marcos, Alexandre e Marcelo forem realmente aproveitados em alguns programas como vem sendo comentado pela mídia isso é outro marco desta edição. É a primeira vez que tantos são aproveitados de uma só tacada, portanto, que vibrem e fiquem felizes com essas conquista.

Mas, sabendo que fama de BBB pode ser curta, que ter uma grande ou pequena torcida pode ajudar , mas jamais será determinante. Que o digam Fani e Flavinha que estão muito bem e colheram mais frutos do que a gente acreditava. Ponto para elas. Enfim, esse é uma mundo difícil, cheio de vaidade, de brigas de ego e os ex-BBB´s ainda chegam em desvantagem. Mas, nem tudo está perdido,mJuliana Alvesm que participou do BBB3, saiu de cena, estudou, trabalhou e o ano passado voltou para Globo e mostrou-se uma excelente atriz no papel da Gislaine da novela Duas Caras. Voltou com direito a fama, reconhecimento da crítica e carinho do público. Portanto, sonhar não custa nada e ajuda um bocado na construção do futuro.




Posted by Susan

Domingão do Faustão e os ex-BBB´s

Nathália ...

 

Gyselle ...

 




Posted by Susan

Natália Casassola no Paparazzo...

... Só para maiores, emancipados, vacinados e bem resolvidos

 

Veja o ensaio completo clicando AQUI



Assista ao Making of


 




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PAREDÃO DCPL - BATERIA II




Grazi Massafera-BBB5 ou Marcela-BBB4?
Grazi Massafera - BBB5
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Rafael Valente-BBB6 ou Bambam-BBB1?
Rafael Valente - BBB6
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Juliana Lopes-BBB4 ou Tina-BBB2?
Juliana Lopes - BBB4
Tina - BBB2
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Alberto-BBB7 ou Adriano-BBB1?
Alberto - BBB7
Adriano - BBB1
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Pink-BBB5 ou Mariana Felício-BBB6?
Pink - BBB5
Mariana Felicio - BBB6
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Thyrso-BBB2 ou Marcelo Dourado-BBB4
Thyrso - BBB2
Marcelo Dourado - BBB4
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Manuela-BBB2 ou Leka-BBB1?
Manuela - BBB2
Leka - BBB1
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Natalia-BBB8 ou Roberta Brasil-BBB6?
Natália - BBB8
Roberta Brasil - BBB6
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Rafinha-BBB8 ou Daniel Saullo-BBB6?
Rafinha - BBB8
Daniel Saullo - BBB6
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Gyselle Sores-BBB8 ou Cida-BBB4?
Gyselle Soares - BBB8
Cida - BBB4
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Blogagem Colectiva para Flávia em 9/Set/2008













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