BBB - DE CARA PRA LUA, de Olho no BBB9

Cinema de Luiz Sérgio Person é resgatado em documentário

Filme é dirigido pela filha do diretor, a apresentadora Marina Person

Luiz Sérgio Person não optou por um cinema que buscava um elo com as classes populares ou com o mítico sertão, e sim por filmes que radiografam, sem pretensões sociológicas, o emaranhado urbano e caótico de uma metrópole - São Paulo S/A (1965) - ou os nervos do Estado Novo, como em O Caso dos Irmãos Nave (1967). Não houvesse morrido cedo, aos 39 anos, estaria por aí, escrevendo roteiros, não se conformando com rótulos ou obstáculos e "corujando" as filhas Domingas e Marina, esta última autora de Person, documentário que a TVU/Rede Cultura exibe neste sábado, às 20h.

  Primogênita, a jornalista Marina Person estréia na direção com um filme-busca. "Conheço mais meu pai por causa do cinema", diz dos 52 minutos do documentário, produzido por Sara Silveira, responsável por títulos como Bicho de Sete Cabeças e Durval Discos. A presença de Sara é uma das dicas da aura cinematográfica do projeto. Person, assim como o cineasta, é cinema. "Ele não conseguia desvincular o cinema da vida", aponta Carlão Reichenbach, ex-aluno e amigo de Person.

  Marina se cerca de imagens diversas para (re) construir a figura paterna. Em seqüências bem conservadas em Super 8, o pai brinca com as filhas na praia, na rede, em casa, barba espessa não escondendo o sorriso largo. Em trechos de uma entrevista dada à TV Cultura pouco tempo antes de falecer num desastre automobilístico (Marina, à época, tinha apenas seis anos), o cineasta comenta seus filmes, fala da crise que o levou à publicidade, da publicidade que o levou aos Estados Unidos, dos Estados Unidos que o trouxeram de volta para dirigir uma montagem brasileira do espetáculo teatral El Grande Coca-Cola. São momentos em que Person, um cineasta desconhecido do público que não milita no cinema produzido nos anos 60/70, não receia se desnudar.

AMIGOS - Trechos raros como este são costurados por depoimentos de Walmor Chagas (protagonista de São Paulo S/A), Sérgio Mamberti, Paulo José (que com ele rodou Cassi Jones), Millôr Fernandes, Antunes Filho, Raul Cortez (um dos irmãos Nave), da viúva Regina Jehá, do parceiro e amigo Jean-Claude Bernadet, da filha Domingas e de gente como José Mojica Marins - LS Person atuou em O Estranho Mundo de Zé do Caixão e dirigiu Procissão dos Mortos (1969).

  Gente que conviveu com ele e nele via um oposto ao Cinema Novo, um realizador que reagia ao golpe militar, um ousado que pensou em fazer filme sobre Roberto Carlos (as imagens inéditas de SSS Contra a Jovem Guarda), um cineasta sem medo de arriscar. Person abre o espaço para se discutir e rever seus filmes sem perder de vista o eixo emotivo e a jornada de uma filha para estabelecer uma ponte entre o passado e presente. "É uma nova maneira de se relacionar com uma pessoa", fala Marina para a câmera, ofertando ao público as mesmas pistas que ela perseguiu para reencontrá-lo.

 

 

Marina Person lança luz sobre o cinema do pai

 

Luciana Veras
Da equipe do DIARIO DE PERNAMBUCO




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Noite e Música

Chico Buarque, Daniela Mercury e Tom Jobim

Ela desatinou
Viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira
Bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando

Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando

Ela não vê que toda gente
Já está sofrendo normalmente
Toda cidade anda esquecida
Da falsa vida da avenida onde

Ela desatinou
Viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira
Bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando

Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando

Quem não inveja a infeliz
Feliz no seu mundo de cetim
Assim debochando
Da dor, do pecado
Do tempo perdido
Do jogo acabado

Ela desatinou
Viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira
Bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando

Ela desatinou, Chico Buarque




Posted by Susan

No BBB, o tempo é o senhor da razão

 

Se há três anos, logo após o BBB5, eu colocasse uma matéria sugerindo uma crítica à candidatura da Pink à Assembléia Legislativa de Recife, certamente o De Cara Pra Lua seria invadido por um número grande de fiéis e apaixonados fãs, correndo a comentar em sua defesa. Pink tinha uma torcida guerreira, com diversos blogs-fãs. Eu digo isso porque de fato testemunhei coisas como esta não apenas aqui no DCPL como em outros espaços da net. Hoje, a matéria da Pink sequer levanta alguma curiosidade, seja para criticar ou elogiar. Pink caiu no esquecimento e levou com ela toda a polêmica gerada em torno de seu nome.

Mas, nem sempre o esquecimento é a causa dessa mudança de atitude dos fãs. Na verdade, o tempo coloca tudo em lugares diferentes, seja a nossa paixão ou o nosso desgosto. Assim como Pink, Sabrina já suscitou muita raiva e amor, mas, hoje, com a carreira estabelecida, perdeu o sentido qualquer movimento nessa direção na net BBB. Sabrina superou o ardor que é o céu e o inferno na vida dos ex-BBB´s depois que eles finalmente saem da casa do Projac. Hoje, ela não mais precisa vencer enquetes, disputar espaço e provar que existe valor em sua presença na TV. O nome Sabrina Sato virou marca e se vende sozinho. Com uma pequena ajuda do Pânico, é claro. Sabrina foi esperta ao se integrar à turma que é a sua cara, irreverente, engraçada e muito inteligente. Entre a Globo e o Pânico, Sabrina ficou com quem ela podia aprender e crescer. As escolhas que fazemos são determinantes para o nosso futuro. Elas garantem o nosso sucesso ou espelham o nosso fracasso.

E isso acontecerá com todos. Cair no esquecimento ou emplacar e superar o ardor dos fãs na net. A grande maioria seguirá o caminho de Pink. Apesar de na época ter um contrato com a Globo, com quadro exclusivo no Zorra Total, a pernambucana não suportou a pressão de fazer frente a quem realmente tinha talento. Pink não se saiu tão mal quanto a gente imaginava e mesmo assim não vingou. A Globo é cruel, lida com enormes talentos transitando em seus corredores e, assim, dilui e reduz quem está no patamar mediano. Os medíocres, aqui na conotação de estar na média, não têm vez, ou melhor, têm vida curta nos caminhos da mídia televisa.

Quem fica e quem cai fora? Não sei, minha bola de cristal está quebrada faz tempo. Mas, existem opções que os ex-BBB´s fazem que podem se tornar caminhos promissores. Alguns me perguntam aqui no blog porque eu não critico Íris e sua vida profissional. A resposta é simples, Íris coloca um pé adiante do outro sem tentar alçar vôos impossíveis de serem enfrentados. Em suma, ela não coloca o chapéu onde a mão dela não alcança. Polêmica? Sempre. Mas quem disse que ser polêmica é ruim? Foi a sua natureza espontânea que a colocou na crista da onda, que a fez construir uma vida financeira estável, que a coloca em evidência até hoje. Íris acaba de renovar seu contrato com a RedeTV e tem mais um ano para continuar aprendendo, sem promessas que ela não possa cumprir e sem desafios que ela não tenha capacidade de vencer. Íris não é a melhor apresentadora do mundo, mas sem dúvida se esforça para melhorar a cada dia que passa.

Mas Íris não fez pouco, pelo contrário, agarrou a oportunidade de estar na sétima edição do Big Brother para se mostrar por inteiro, para provocar emoções e tirar o sono de muita gente, seja torcendo por ela ou criticando suas atitudes. Aliás, o trio do BBB7 será sempre lembrado como as estrelas da história do Big Brother Brasil. Gostemos deles ou não, Íris, Diego e Fani serão sempre o Carisma, a Inteligência e a Espontaneidade. De todos os participantes que já passaram pelo Projac, Íris é, hoje, a que tem mais chance de emplacar uma carreira de sucesso, assim como Sabrina Sato e Grazzi Massafera, que são reconhecidas na mídia independente de serem ex-BBB´s. O caminho dela será o mesmo da Sabrina e da Grazzi? Certamente não, Íris achará sua própria maneira de vencer os obstáculos.

Na verdade, o tempo vai determinar muita coisa. Da mesma maneira que três anos após sua passagem pelo BBB, Pink não mais provoca nenhuma emoção, muitos seguirão por esse caminho. Na oitava edição do Big Brother desperdiçaram muitas oportunidades, a grande maioria dos brothers do BBB8 sequer são lembrados seja na mídia ou nos espaços da net que discutem o programa. Gyselle tem postulado alçar uma carreira internacional, já falou em lançar livro, compor música, produzir um CD, fazer um clipe, ser atriz, cantora, dançarina. Uma gama de atividades nunca vista no Brasil em nenhum artista reconhecido. O Chico Buarque já participou de um filme, canta, compõe, até joga futebol, mas não tem molejo para dançar... Pois é... Nem Chico é uma artista tão completo.

 




Posted by Susan

Gyselle não empolga na quadra da Grande Rio

Gyselle Soares abre show de Zeca Pagodinho, mas não empolga platéia

Léo Martinez

De acordo com integrantes da Acadêmicos do Grande Rio, cerca de três mil pessoas lotaram a nova quadra da escola, na noite desta quarta-feira (2), durante a inauguração das novas dependências sociais da agremiação na cidade de Caxias, localizada na Baixada Fluminense. Para animar a noite, a direção da Grande Rio presenteou os moradores da comunidade com um show de Zeca Pagodinho, especialmente produzido para a ocasião. A grande surpresa seria a participação da ex-BBB Gyselle Soares, que abriu o show do sambista. Porém, ao entrar no palco, a platéia não manifestou qualquer interesse ou curiosidade no número musical da cajuína.

Acompanhada por dois bailarinos, Gyselle entrou vestindo um longo prateado que, em seguida, se transformou em um modelo que realçava suas curvas. O música apresentada foi “Sacode”, que Gyselle gravou enquanto esteve fora do Brasil.

Assim que terminou de dublar a música, Gyselle agradeceu ao público e disse ter gostado de Caxias: “Não sabia que era tanta energia em Caxias, quero voltar de novo”. Antes de deixar o palco, ela foi alertada de que seu cabelo estava despenteado. Imediatamente, Gy disparou: “Gosto de ficar bagunçada, deixa o meu cabelo”.

Fonte: Babado

 




Posted by Susan

Você votaria neles?

Didi do Big Brother - Candidato a vereador em Salvador

 

Pink do BBB5 - Candidata a vereadora em Recife

 

Para minha amiga Espiadinha

 

Amiga, o Fluminense foi um time guerreiro...

Branco é paz e harmonia
Brilha com o sol da manhã
Qual luz de um refletor
Salve o Tricolor

Hino do Fluminense, Lamartine Babo




Posted by Susan

O sexo no BBB como ebulição e mudança

Apesar do primeiro caso diagnosticado no Brasil como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ter ocorrido no ano de 1980, a SIDA, ou AIDS, só se transformou no grande fantasma das relações amorosas lá pelo final da década de oitenta e início da década de noventa. Até então, AIDS era doença de hemofílicos e homossexuais. Hoje, a doença não tem endereço certo, não escolhe sexo, idade, estado civil ou orientação sexual, pelo contrário, o número de mulheres infectadas aumentou terrivelmente. E, mais ainda, o número de mulheres casadas infectadas pela doença também acompanha esse crescimento nada louvável. Mas, como pegar o touro pelos chifres (sem nenhuma analogia real) é sempre a melhor atitude a ser tomada, enfrentar a discussão da disseminação da AIDS é o primeiro passo para sua prevenção, assim como encarar as enormes dificuldades geradas pelo preconceito é o melhor caminho para a compreensão dos porquês da AIDS ainda encontrar terreno fértil em nossa sociedade.

Lá pelo meio do Big Brother 8, numa daquelas madrugadas picantes no Quarto Rosa, Nathália deu uma das declarações mais polêmicas da história do BBB. Assim como teve a coragem de falar sobre sexo anal, a Nat teve a coragem de admitir que sexo é muito melhor sem camisinha. Tudo isso colocado dentro do contexto de um programa feito para adultos e veiculado num canal pago de TV. O que não deveria ser nenhuma novidade, já que transar sem camisinha é realmente muito melhor, virou uma questão de educação sexual através da televisão, ou melhor, do papel educacional do Big Brother Brasil.

A minha mão esquerda que carrega a história de minha militância política, hoje renegada, tende a encarar a televisão como instrumento de educação e cultura da sociedade. Mas BBB está longe de ser um movimento cultural ou ter uma vocação educativa na TV e, no entanto, eu adoro o programa. Talvez Fani tivesse razão ao ponderar, no debate do Jornal Extra, que o BBB tornava legítima a nossa curiosidade pela vida alheia. Somos frutos de uma comunidade perdida na era da globalização onde sentar na calçada e papear com os vizinhos era parte importante no divertimento de nossas avós. Será que somos geneticamente fofoqueiros?

De qualquer maneira, militância política abandonada há muitos anos e após desenvolver uma alergia profunda a tudo que cheira aos jargões da esquerda brasileira, eu descobri que gosto da televisão como pura diversão. Que a responsabilidade em educar as crianças está nas mãos de pai e mãe, que é possível escutar todo tipo de afirmação, seja ela que teor tiver, desde que se tenha com quem dividir dúvidas e buscar a compreensão. Então não existe responsabilidade social das empresas de comunicação? Claro que existe, televisão é meio de comunicação de massa. Mas, esse papo de que deva existir uma regulamentação restritiva em cima da mídia, ou colocar a culpa da falta de educação e orientação de nossos jovens em cima dos meios de comunicação, em minha opinião, cheira mais a atraso do que a avanço social. E culpar a  mídia é tirar o corpo fora e passar a mão na cabeça de muito pai e mãe desavisados ou desatentos.  

Daí, voltamos à questão das Nathálias e Fanis, mulheres que colocaram o sexo na pauta de discussão do Big Brother. Aqui no DCPL discutimos muito no ano passado a questão do amor romântico e da banalização das relações amorosas inseridas num mundo onde a comercialização do sexo faz jorrar rios de dinheiro. Infelizmente, ao discutirmos questões tão delicadas a tendência na net é apontar na direção de um radicalismo tendencioso, ou seja, condeno quem eu não gosto e livro a cara de quem eu gosto. O fato de sentirmos falta de um pouco de romantismo e romance não quer dizer que falar de sexo ou praticá-lo livremente seja uma coisa ruim. Pelo contrário.

A liberdade de hoje que muitas vezes cai na liberalidade, ou até mesmo na libertinagem, é muito mais saudável do que os tabus de antigamente. O problema é que a mulher livre, chamada de "dadeira", sempre será encarada de maneira pejorativa, pelo menos até hoje. O que não quer dizer que amanhã todos os conceitos não possam mudar. Na verdade, vivemos em constante ebulição e mudança. Olhar o tornozelo de uma mulher já foi considerado obsceno. Assim como as minissaias, os biquínis e o sexo fora do casamento.

 




Posted by Susan

Nathália Casassola na Revista Playboy de Julho

Valeu Nat! Sucesso para você...

As fotos tiveram um pitaco da Xuxa, com tema campestre Nathália será a vigésima sétima (se eu não errei nas contas) sister a posar para um ensaio nu em revista masculina. Aliás, que de masculina não tem muito quando se fala em Big Brother. As mulheres invadiram o mercado comprando as revistas das participantes do BBB. Nathália tem antecessoras de peso, Íris Stefanelli, Graziela Massafera e Sabrina Sato estão na listas das capas mais vendidas da Revista Playboy. Ao mesmo tempo existem curiosidades nesse mundo de fotos sensuais e meninas do BBB.

No debate do Jornal Extra o Bial lembrou-se da Léa do BBB6 que era certamente a participante mais pobre da sexta edição, mas o público não conseguiu identificá-la como tal, provavelmente porque enquanto perdurou a escolha através do sorteio eram os participantes sorteados aqueles que carregavam a marca da dificuldade financeira. Eram eles que o público abraçava e colocava no colo para fazê-los campeões, talvez num desejo de justiça social tão difícil de ser realizado numa sociedade com tantas desigualdades. O Big Brother passa a ser palco dessa realização. Mas, pasme, Léa era muito mais pobre do que a Mara e infinitamente mais carente do que o Tinho.

Passeando pela net hoje em busca das fotos da Nathália Casassola na Playboy eu me deparei com a  Léa do BBB6 na capa da Revista Premium. Eu havia me esquecido desse fato. Léa era uma menina guerreira, que teve a infelicidade de bater de frente com a Mariana Felício que era a queridinha da vez. Pois é... Essa participação no Big Brother Brasil é um verdadeiro cataclismo na vida dessas pessoas. Participantes como a Léa, ou a Aline do BBB5, vislumbram um mundo do qual dificilmente farão parte e eu imagino a angústia e a decepção quando vem o esquecimento. No meio das notícias dessa manhã, uma que falava no convite recebido pela Léa para fazer uma filme pornô para a produtora Sexxxy World. Felizmente, ela recusou.

Uma curiosidade, contra vinte e sete ensaios sensuais femininos, nós tivemos nove ensaios masculinos:

Alan - BBB3 (G Magazine, junho de 2004)
Carlão - BBB6 (G Magazine, junho de 2006)
Caetano - BBB1 (G Magazine, maio de 2003)
Daniel Costa (DanDan) - BBB6 (G Magazine, setembro de 2006)
Edílson “Buba” - BBB4 (G Magazine, dezembro de 2005)
Iran - BBB6 (G Magazine, fevereiro de 2007)
Kleber Bambam - (G Magazine, janeiro de 2007)
Rogério Dragone - BBB4 (G Magazine, maio de 2004)
Tiago - BBB4 (G Magazine, janeiro de 2005)

Léa na Revista Premium

 




Posted by Susan

Música e Madrugada

Amy Winehouse... Simplesmente lindo...

Valerie - Live


 




Posted by Susan

Receita caseira para fã inconveniente

Amy Winehouse desce o braço nos fãs... Será que existe fã de ex-BBB que merece uma atitude a La Amy de vez em quando?

Aconteceu no Festival de Glastonbury...

 




Posted by Susan

De amigos e grandes irmãos

 

 

Primeiro e antes de tudo a gente não podia fechar o domingo sem um agradecimento efusivo à galera que organizou o animado Arraia da Espiadinha no DCPL. Esta foi uma autêntica e genuína festa decarete já que este ano quem ficou no De Cara Pra Lua o fez pura e simplesmente pelo espaço e pelo que ele representa, ou seja, um local de interação e amizade. E esta tem sido uma experiência interessante, bem ou mal o DCPL sempre enfrentou a entressafra do BBB com as torcidas organizadas transitando pelo nosso sistema de comentários. O que é bacana também, eu gosto do burburinho após uma edição animada do Big Brother, apesar dessa agitação deixar sempre pairando no ar a dúvida dos reais motivos pelos quais o DCPL seja o foco do interesse. E de fazer acreditar às pessoas de que o que é, ou não, discutido no blog possa ser instrumento de negociação e pressão. Já vivi isso aqui e não foi lá muito bacana. Mas, o importante é que a gente acabou fazendo uma grande amizade. A festa foi linda, criativa, super bem organizada, alegre e divertida. Obrigada meninas pela festa e pelo carinho com o DCPL.

Tudo isso nos leva ao motivo desse artigo. Durante a permanência no ar do Big Brother Brasil a net talvez seja o principal palco de discussões acirradas e divergências muitas vezes intransponíveis. Discutimos as situações da casa do Projac e como cada uma daquelas pessoas reage diante de conflitos diversos. Amamos e odiamos com a mesma intensidade. O que muitas vezes eu me pego refletindo é sobre o que exatamente nos cativa nos participantes do BBB. Não pode ser seu talento já que as situações do jogo não nos colocam dados suficientes para que julguemos a capacidade artística de cada um. Só pode ser uma identificação pessoal, algum tipo de transferência ou quiçá alguma expectativa que tenhamos na vida que acabamos projetando nas pessoas que partilham seu cotidiano com a TV por três longos meses. Ou seja, é pessoal, não tem explicação que se possa traduzir em fatos concretos.

E, creio, exatamente por ser pessoal é que ao encerrar-se o show tantos têm essa imensa dificuldade de colocar no passado as histórias da casa e tocar a vida em frente. Existem pessoas na net que passam de um fã clube de ex-BBB a outro com a mesma paixão e dedicação. Comportam-se igualmente dedicados, igualmente cegos como se a paixão não fosse pela pessoa em si, mas por algo inatingível e inexplicável que encontra ressonância apenas em sua própria cabeça. Entra ano, sai ano e eu acredito que jamais me acostumarei com essa doce loucura de fã de BBB. Até hoje a vida de Íris é objeto de especulação por parte de uma parcela de seus fãs. Corações ainda suspiram por seu romance com Diego e mesmo que Íris afirme em uma entrevista que amou um e curtiu os outros, as interpretações são livres e proporcionais à fantasia de cada um. Fico muito angustiada quando leio algumas coisas na net e sinceramente penalizada por Íris e Diego por terem essa legião tão fiel em seu encalço e tão fervorasamente adepta de um casamento entre eles. Mas o filósofo Bambam diria que faz parte e a gente faz de conta que acredita, afinal de contas amor demais não pode ser prejudicial, pelo menos não deveria.

De qualquer maneira os ex-BBB´s estão aí na luta e muito de suas conquistas estão diretamente ligadas à movimentação que seus fãs são capazes de fazer. Muitos questionam o papel de enquetes que são claramente burladas para se alcançar a vitória. Mas será que a culpa é dos fãs? Ou dos ex-BBB´s? Na verdade se as enquetes ainda sobrevivem é porque elas estão sendo interessantes para os sites que as mantém. Ele não ignoram a organização que os fãs patrocinam para que seu preferido seja o eleito da enquete, a mídia oficial da fofoca já aprendeu o caminho da net BBB, impossível que eles sejam pobres ingênuos enganados por um bando de "fanáticos". Na verdade, para eles também é proveitoso, ganham acessos e números na net se transformam em dinheiro dos patrocinadores. Portanto, acaba que no final quando as contas são fechadas, todos ganham.

Por outro lado muito se discute sobre as tentativas, na maioria das vezes sem sucesso, de se manter na televisão e no mundo artístico que os ex-BBB´s repetem a cada final de edição. Para as meninas já existe uma trilha a ser seguida, Paparazzo, VIP, Playboy e mais uma ou outra publicação de fofocas televisivas. Essa é a receita básica para quem alcançou alguma projeção com o programa. Muito se critica os ex-BBB´s por quererem ser artistas, mas eu creio que se eles buscam esse caminho é porque existem possibilidades que lhes são ofertadas pelo mercado. As redes menores de TV aguardam ansiosamente pelo final do contrato com a Rede Globo para começarem a via crucis tradicional de todo ano, ou seja, Sonia Abrão, Olga Bongiovanni, Luciana Gimenez. As três senhoras da RedeTV estão sempre de braços abertos para receberem e afagarem os egressos do Big Brother.

Se as chances estão lá, porque não aproveitá-las e fazer o melhor possível para ganhar algum dinheiro ou faturar um contrato com outra emissora? Eu não faria diferente. A exposição demasiada que os participantes do reality vivenciam tem que no mínimo render alguns frutos. Além do mais, a grande maioria dos participantes do programa transitam pela periferia do mundo artístico. Sem contar que certamente existem milhares de pessoas buscando as mesmas oportunidades que a gente sequer toma conhecimento. Portanto, eu não condeno essa pretensão, apesar de achar que alguns simplesmente não se enxergam, ou, talvez, se enxerguem de uma maneira que não traduza suas reais capacidades. Gyselle Soares é um exemplo bem claro dessa atitude. Mas entre não se enxergar e propagandear altas expectativas ou perder a viagem e não tentar pelo menos fazer alguma coisa acontecer, eu ainda prefiro as alternativas da primeira opção, afinal de contas, o sonho é o primeiro passo para o sucesso. Quem não sonha já entra na luta cinqüenta por cento derrotado.




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