Acabei com tudo Escapei com vida Tive as roupas e os sonhos Rasgados na minha saída...
Mas saí ferido Sufocando meu gemido Fui o alvo perfeito Muitas vezes No peito atingido...
Animal arisco Domesticado esquece o risco Me deixei enganar E até me levar por você...
Eu sei! Quanta tristeza eu tive Mas mesmo assim se vive Morrendo aos poucos por amor Eu sei! O coração perdôa Mas não esquece à tôa E eu não me esqueci...
Não vou mudar Esse caso não tem solução Sou Fera Ferida No corpo, na alma E no coração...
Eu andei demais Não olhei prá trás Era solto em meus passos Bicho livre, sem rumo Sem laços!...
Me senti sozinho Tropeçando em meu caminho À procura de abrigo Uma ajuda, um lugar Um amigo...
Animal ferido Por instinto decidido Os meus rastros desfiz Tentativa infeliz De esquecer...
Eu sei! Que flores existiram Mas que não resistiram A vendavais constantes Eu sei! Que as cicatrizes falam Mas as palavras calam O que eu não me esqueci...
Não vou mudar Esse caso não tem solução Sou Fera Ferida No corpo, na alma E no coração...
Fera Ferida, Roberto Carlos
Posted by Susan
Os mais votados para o próximo BBB
Ele é Glayson Corradi
Ele é campeão nas categorias:
"Que Delícia"
"Tá se Achando"
"Mala"
"Pra Casar"
"Apelou"
"Espetáculo"
"Sem Noção"
Ela é Nerilde Garcia Strey
Ela lidera nas categorias:
"Gente Boa"
"Bizarro"
Ele é o Samir Moha
Campeão na categoria"Figuraça"
João Maycon, o mais "Fashion"
Como assim, Bial?
E, finalmente, Camilla Mendes que é considerada a mais"Sem Sal"
Na semana passada eu conversava no trabalho sobre uma senhora de oitenta e sete anos que havia se dirigido a uma agência bancária com a intenção de solicitar um crédito para ser pago em cinco anos. Puxa vida, eu pensei, essa vai morrer e deixar a dívida para os herdeiros pagarem. Comentei, brincando, com o grupo que dividia comigo um almoço num restaurante a quilo no centro da cidade... Seguro, seguro, que o Banco receberia esse crédito até a última prestação, só se a senhora fosse a Dercy, essa não morre tão cedo... Dois dias depois, aos cento e um anos, falecia Dercy Gonçalves deixando o Brasil menos irreverente e escrachado.
Cento e um anos são anos para cacete! São muitos, muitos anos. Eu, que acho que já estou ficando velha e quase pronta para prestar minhas contas a Deus, fico espantada ao perceber que Dercy viveu mais do que o dobro de minha idade. Nasceu no início do século vinte e cruzou o século vinte e um com um vigor que nos deixava a sensação de que ela seria imortal. Quando começou a Primeira Guerra Mundial Dercy tinha 7 anos, quando a guerra terminou, ela já estava com onze. Dercy nasceu no mesmo ano em que Picasso apresentava ao mundo seu famoso quadro o Les Demoiselles d’Avignon que lança a base estética para o Cubismo na pintura. De lá pra cá, a arte mudou tanto que caiu na incompreensão popular, tornou-se hermética, deixou de ser instrumento de representação e passou a travar imensos diálogos com si mesma.
A vida de Dercy passeia por todos os movimentos culturais importantes do início do século tanto na Europa quanto no Brasil. Em 1922, na Semana de Arte Moderna em São Paulo, Dercy era uma adolescente. Mais tarde, quando é deflagrada a Segunda Guerra Mundial, Dercy já é uma mulher feita com trinta e dois anos. Ela viu surgir o rock and roll, os Beatles, a pílula anticoncepcional, a mini saia, o movimento hippie, a AIDS. Assistiu o Brasil quase feudal se transformar num país industrializado e cada vez mais pobre. Passou pela Ditadura Militar, pela Anistia, pela volta dos exilados. Resistiu aos dois mandatos do Fernando Henrique e quase que resiste ao segundo do Lula. Foi testemunha da Revolução Russa, viu nascer a divisão do mundo em dois grandes blocos políticos, comunismo e capitalismo, mas também passou pela queda do muro de Berlim e pelo término da ascendência soviética nos países do leste europeu. Ficamos a mercê dos Bushs da vida.
Cento e um anos é tempo demais para se ficar na Terra. Vocês já pensaram que as pessoas entre quarenta e cinqüenta anos, se forem viver mais sessenta ou cinqüenta anos chegarão vivos ao mundo do ano de 2060? Que um bebê nascido no dia de hoje alcançará o longínquo (para nós) ano de 2109? Alguém tem noção, ou pode fazer uma projeção, de como será a sociedade na metade ou no final do século vinte e um? Quantas mudanças nós ainda teremos até lá? Será que estaremos vivendo uma fantasia a La Big Brother? Ou Blade Runner? Continuaremos pregando a monogamia e praticando a poligamia? Seremos ainda preconceituosos? Viveremos num mundo ideal ou seremos fantoches dominados por alguma autocracia futurista? A família continuará a ser a base da sociedade ou teremos inventado outra ordem social? Será que o mundo, o planeta Terra, ainda estará aqui? Pois é, Dercy viveu e sobreviveu a tantas mudanças. Será que teremos nós a mesma chance e capacidade?
Posted by Susan
Big Brother na Austrália
Ano de 2006, casamento de brincadeirinha de Jamie e Katie
Jamie e Katie de sussurros debaixo do edredom, ele fala do quanto precisa dela na casa e que não consegue perceber as divisões em grupos na casa. Mike o alerta.
Jamie indeciso faz Katie chorar. Diz que ela não faz seu estilo, é muito Barbie para seu gosto. Que fora da casa jamais se relacionaria com uma mulher como ela (o papo rola mais ou menos nessa direção)
Enfim... Os Big Brothers no exterior são tão bobos quanto os nossos, brincam de coisas na casa que até Deus duvida. Adoram um romance e sussuros debaixo do edredom. Nem tão diferente do nosso BBB... Em linhas gerais, o cara é cego, não enxerga os complôs dentro da casa. Alguém tem que alertá-lo. Ganha a menina, mas, como é um panaca sem personalidade, a menospreza. No caso do BB australiano, ele a considera fora de seu estilo, meio a la Barbie, em suma, nas entrelinhas a acha burra e a desmerece. Faz a pobre chorar e no final... Vence o programa.
(Qualquer semelhança é mera coincidência)
Posted by Susan
Feliz Dia do Amigo!
Chico Buarque e Francis Hime
Meu caro amigo, Chico Buarque e Francis Hime
Eu jurava que o dia do amigo tinha sido na sexta-feira passada, pincei um vídeo no Youtube, montei um post e me deparei com meu engano, ainda faltavam dois dias para se dizer a um amigo... Eu te amo... Muitos dirão que dia do amigo são todos os dias, assim como dia das mães, dos pais, essa espécie de clichês às avessas de gente que gosta de ser diferente, que quer mostrar ao mundo que não é corrompido pelo sistema, pela comercialização de nossos sentimentos. Eu me confesso pecadora, acredito que na loucura em que se transformaram as nossas vidas, ter um dia para nos lembrar das coisas realmente importantes, passou a ser quase imperativo. É como um sinal, um alerta. Dê carinho a quem te ama.
A net tornou-se um importante veículo de fazer amigos, estamos na era das amizades cibernéticas. Talvez porque seja fácil fazer-se amar a distância, os defeitos não são visíveis, as qualidades são mostradas de acordo com nossa vontade. Aqui e ali juras de amizades eternas são feitas na velocidade do som para serem quebradas com a velocidade que a luz viaja. Nós já vimos aqui no DCPL amigos chegarem e partirem, quando bastou apenas uma simples discordância momentânea. O Big Brother entra e sai de nossas vidas e muita gente não percebe que apenas nós ficamos aqui ano após ano. Seríamos amigos, então? Talvez não.
Por tudo isso, eu nunca canso de me surpreender com as relações de amizade que acabaram unindo muita gente aqui no DCPL. Ontem eu estava em casa e recebi um telefonema carinhoso de pessoas que nem sempre estão freqüentando nossos bate papos, mas que nunca se esquecem das coisas bacanas que a gente já partilhou na vida fora da net. Hoje à tarde, outra ligação. E assim a gente descobre que dos encontros do DCPL, de nosso processo de conhecimento, de como aprendemos a confiar, das decepções que tivemos e de como sobrevivemos acabou em alguma coisa que acrescentou algo em nossas vidas. Eu fiz amigos sinceros na net, amigos que resistiram ao olhar nos olhos, que passaram por cima dos defeitos, que descobriram qualidades, que me entenderam e muitas e muitas vezes me estenderam as mãos. Espero também tê-los alcançado com meu toque e o carinho de meu coração. Amo vocês!