Marcas do DCPL

 

Imagens feitas pelo .ontinho para o DCPL em 2006. Veja outras imagens AQUI

Sou formada em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Depois de tentar outras faculdades eu, finalmente, resolvi fazer o que deveria ter feito dez anos antes, ou seja, estudar o que eu gostava e me dava prazer. Eu sempre digo que é possível, pelo menos para os filhos da classe média, ser bem sucedido em qualquer coisa em que colocarmos nosso foco e nossa vontade. Bem sucedido não é necessariamente ser rico, ganhar toneladas de dinheiro, mas é ser capaz de ganhar o seu sustento de maneira honesta e se sentir bem com o seu trabalho.

Apesar de ser artista plástica, eu trabalho com fundos de investimentos, carteira de clientes, empréstimos bancários e, mesmo assim, eu sou feliz com aquilo que eu faço. Eu gosto de lidar com pessoas, entendê-las, procurar seu potencial e incentivá-las a usá-lo para crescer profissionalmente. Portanto, eu não me contentei apenas em ter um bom emprego com um salário legal, dentro do horizonte que me foi apresentado eu construí uma carreira e algo para me orgulhar. Eu acredito que com o DCPL aconteceu alguma coisa parecida. Agarrei as ferramentas que a net dispunha e tentei fazer e dar o meu melhor e ser feliz com isso.

Comecei o DCPL com um template padrão, dali eu entrava em sites e blogs que davam dicas sobre construção de lay outs e ia testando cada coisa, uma de cada vez. Descobri como se modificava as cores de fundo, como colocar imagens na página principal, como colocar um sistema de comentários mais atrativo do que aquele que era padrão no Blogger. De descoberta em descoberta, eu cheguei ao primeiro visual do DCPL. Fiquei orgulhosa de meu rebento e pensei - E agora, falar sobre o que? Bem... Por que não sobre o BBB? - E assim nasceu o DCPL, quase por acaso, sem nenhuma intenção, sem nenhuma idéia pré-concebida.

O nome Susan eu tomei emprestado da esposa de meu irmão americano de quando eu fiz intercâmbio cultural e morei nos EUA. Ao iniciar o cadastramento do DCPL eu tinha que escolher um nome para usar. Se eu soubesse que o DCPL chegaria até aqui, eu provavelmente teria escolhido outro nome. Mas, eu não fazia a menor idéia de como seria o futuro. No Natal anterior, em dezembro de 2003, eu havia recebido um cartão de Natal do Tommy e sua família. Olhei para eles e decidi que usaria o nome da Susan. E cá estou eu, quatro anos mais tarde, Susan por escolha, por gosto e por adoção imediata de vocês.

Para divulgar o blog eu não queria usar os métodos usuais da net, ou seja, a invasão dos Halos alheios fazendo propaganda de meu espaço. Até hoje eu acho um meio um tanto estranho de se fazer conhecer. Tampouco freqüentei o espaço de ninguém, fiz amigos para mais tarde criar confusão e depois carregar as pessoas para meu espaço. Mas, essa também parecer ser uma prática comum na net, eu passei por umas três ou quatro situações parecidas. Não importanto muito se as pessoas o fizeram de maneira intencional ou não, o resultado é sempre o mesmo, assim como o início, o meio e o final da história. Mudam os personagens, mas o script permanece
. Mas, esse tipo de coisa não é privilégio do DCPL, já faz parte do moto contínuo da net e acabou também sendo parte de minha rotina.

Aprendi a ter mais tranqüilidade para enfrentar essas tempestades e, principalmente, depois de tantas atitudes tão iguais e previsíveis de pessoas com perfis tão diferentes, eu aprendi que as supostas mágoas ou críticas ao DCPL são coisas que cada um que se sentir dessa maneira terá que aprender a lidar sozinho com elas. Não existe absolutamente nada que eu possa fazer ou dizer para inverter esta situação. Nunca vai deixar de ser um pouco minha culpa, mas tampouco será de todo minha responsabilidade, pois acabo descobrindo que as mágoas ou críticas já existiam bem antes da divergência se tornar clara, a semente estava lá, só faltava a oportunidade para ela germinar.

Enfim, voltando à história do DCPL, eu fiz um roteiro diferente para este espaço. Na época em que ele foi criado, eu recolhi pela net emails de pessoas desconhecidas quando os Halos permitiam que os emails ficassem a mostra para todos. Eu fui a diversos blogs fãs ou não, fóruns de discussão dos diversos portais da net e mandei emails para pessoas com as quais eu nunca havia trocado uma letra ou palavra sequer e me apresentei dizendo que o DCPL estaria a partir daquele dia discutindo o Big Brother Brasil. Não fui a um blog apenas, jamais tive intenção de ameaçar o espaço alheio, não conhecia ninguém o bastante para fazê-lo. Foi tudo uma estratégia de marketing, foi alguma coisa que eu achei, na época, que era diferente, algo que eu acreditava que ninguém nunca havia feito.

No entanto, o que acabou funcionando de verdade foi a força dada pelo "ostium", ".ontinho", "utopia", ou seja lá o nome que ele goste de usar no momento. Ele colocava meus textos nos Halos do Jebal e fazia elogios incentivando a galera a ler o DCPL. Da mesma maneira, a Rô, tia do Marcelo Dourado do BBB4, deu a maior força naquela época. Portanto, eu acho que eu poderia dizer que assim como hoje, que os textos do De Cara Pra Lua são a marca registrada do blog, naquela época o que atraiu as pessoas a comentarem no DCPL foi a minha sopa de letrinhas. Para o bem, ou não, para elogiar ou criticar, o cartão de visitas do DCPL sempre foi o texto da Susan. E espero que continue sendo por muito e muito tempo.

 



Escrito por Susan 5h21 PM
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No balano das guas tudo pode mudar...




Depois que a festa de Natal acaba a sensação que nós ficamos é que o ano está por um fio. E realmente está, faltam cerca de cinco dias para que a gente finalmente deseje um feliz 2009. Até lá, nós vamos fazendo nossas retrospectivas de 2008. Para quem ainda não ouviu a história do DCPL, o blog nasceu de meu fascínio pelas imagens e, logicamente, pelo BBB. Eu assisto às edições do Big Brother Brasil desde o BBB1. Assim que anunciaram o programa na televisão, eu pensei – Isso vai ser legal! E está sendo. Umas edições são mais bacanas, outras menos, mas no balanço geral o BBB tem nos divertido mais do que entediado.

Eu descobri a net BBB lá pelo meio da quarta edição. Achava o extinto Jebal o máximo com seu humor irreverente. Quase caí da cadeira de tanto rir no dia em que abri o blog do Tors pela primeira vez e me deparei com a imagem da Juliana vestida de Santa. A partir desse dia, a parada às noites para ler o que a galera escrevia era obrigatória. Eu, assim como muitos hoje no DCPL, ficava na moita só dando a minha espiadinha. Foi ali que eu me dei conta de que existiam diversos espaços que discutiam o programa e fui aos poucos fazendo contato com essa loucura dos apaixonados pelo Big Brother.

Mas tarde, decidi que já que tantos falavam o que queriam e tinham vontade, eu também poderia me aventurar por essa tempestade de emoções que abala a net em época de temporadas. Como eu cheguei ao DCPL? Bem, essa história eu conto amanhã, pois pretendo fazer uma retrospectiva da história do DCPL para entrarmos o ano de 2009 com todos os balanços feitos, refeitos e devidamente conferidos. Estamos em contagem regressiva. Galera, faltam dezoito dias para começar a nova edição. Que venha o BBB9!



Escrito por Susan 8h02 PM
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Ainda em ritmo de festa

Do Leme ao Pontal

Tim Maia

 



Escrito por Susan 9h26 PM
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FELIZ NATAL!



Natal tem gosto de saudades. Saudades de meu avô, um velho português agarrado nas antigas tradições de quem lidou com a terra a vida inteira. As noites de Natal eram sagradas em sua casa, passadas em companhia da família. Também eram sagrados o coelho e o cabrito assados por minha avó e as castanhas assadas na brasa trazidas para nossa ceia de Natal pelo amigo português que era como um avô para minha irmã e eu. Seu Cunha e sua mulher Dona Maria fizeram parte de nossa infância. Nos carregaram no colo, lavaram nossas fraldas, nos encheram com seu amor de velhos sem filhos e praticamente sem família nesta terra desconhecida do Brasil.

Natal tem gosto de saudades do cheiro de bonecas recém saídas das caixas, da árvore montada por minha avó que adorava se gabar de sua habilidade em embalar seus presentes com lindos papéis coloridos e laços de fita. Natal tem gosto de saudades dos inúmeros presentes que ganhávamos da família, tias, madrinhas, amigos que eram quase parentes de tão presentes em nosso dia a dia. Natal tem gosto de saudades de meus sobrinhos pequenos, de comprar bonecas para Luisa, carrinhos para Hélcio e super heróis para meu afilhado Daniel. Hoje, eles são adultos, têm sua própria vida, em pouco tempo estarão comprando bonecas e carrinhos para seus filhos, afilhados ou sobrinhos. É a continuidade da vida que graças a Deus não é estanque. É vibrante e se renova todos os dias.

Natal tem gosto de saudades de tudo que eu fui, das árvores que eu já montei, das preces que eu já rezei e dos amigos com quem já compartilhei esse dia de alegria e renascimento. Mas, o Natal também tem gosto de alegria da vida presente, da vida dividida com meu marido, do amor que buscamos construir nesses quase quinze anos de convivência. Natal tem gosto da presença de minha enteada Diana com seus olhinhos brilhantes e seu sorriso doce e tranquilo. Natal tem gosto de DCPL, dos amigos que aqui conquistei, dos leitores que cativei. Natal tem gosto de futuro, dos sonhos que ainda viverei, das árvores que ainda montarei, das preces que ainda farei, da família que permanecerá sempre em meu coração mesmo aqueles que já tenham partido ao encontro de Deus.

Ao meu avô Venâncio que tanto nos ensinou, à minha avó Ruth que tanto nos alegrou. Eu sei que vocês estão felizes ao lado de Deus e orgulhosos pelo que nos tornamos em sua ausência. Ao meu pai e minha mãe que permaneçam sempre e por muito tempo presentes em minha vida. Aos meus sobrinhos que são meu orgulho e minha alegria. À minha irmã que é meu exemplo de vida. À Diana, um pouco filha desgarrada, mas objeto de meu profundo afeto. Ao meu marido Roberto, amor de minha vida e companheiro de estrada. Aos amigos reais e virtuais. Aos meus leitores que me acompanham com carinho. A todos aqueles que chegam e partem do DCPL. A todos vocês, eu desejo um FELIZ NATAL!

Desejamos a todos uma noite tranquila, com amor, saúde, paz, alegria e felicidade. Que o Natal traga a presença de Deus, energias positivas e o verdadeiro significado do nascimento de Jesus Cristo.

Beijos e abraços para todos,

Susan e Roberto



Valeu Tania!!!!!! Obrigadaaaaaa!

 



Escrito por Susan 2h17 AM
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Meu corao voando s por voar...

Com vocês... Ivete Sangalo!



Natal é tempo de falar de coisas boas. De colocar de lado nossas mais profundas mágoas. Pode soar piegas, mas que bom que existe um mês no ano que nos torna reféns de sermos, ou pelo menos tentarmos, ser felizes. E, caso não seja possível, que pelo menos não atrapalhemos a felicidade alheia. Eu, ontem, estava pronta para falar de coisas desagradáveis, mas eis que subitamente no Youtube surge uma Ivete Sangalo dando um show de emoção, me enchendo de sentimentos bons, de lágrimas que não eram de angústia, alegria ou tampouco tristeza. Fiquei emocionada com essa mulher poderosa, completamente mexida por essa massa humana cheia de amor por ela. Que glória para um artista, que maravilha ser capaz de transmitir e sentir todo esse amor. E se tudo isso não fosse suficiente, a lua cheia ao fundo... Legal ver Ivete de cara pra lua (risos). Natal também é isso, música, emoção e alegria. Deliciem-se com ela! Feliz Natal!



Escrito por Susan 11h29 AM
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Ho... Ho... Ho...

FELIZ NATAL!

Terça Insana

 



Escrito por Susan 9h06 PM
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Amor sem fronteiras

Um verdadeiro Conto de Natal...



Depois de tantos anos e tanta estrada percorrida, eu ainda consigo me surpreender na vida. Alguns diriam que isso é ruim, outros que é muito bom. Sendo bom ou ruim não vai fazer mesmo muita diferença já que eu vou continuar sendo surpreendida, de preferência pelos próximos quarenta anos já que pretendo viver muito ainda. Ingenuidade? Não, talvez uma bela dose de desligamento. Ao escolher o nome do DCPL eu jamais poderia imaginar que existia em minha decisão pelo nome do blog um ato falho embutido de contrabando. Ando sempre com a cabeça no mundo da Lua, mas descubro que a cada dia eu gosto mais e mais de ser lunática.

A proximidade do Natal e do Final de Ano nos leva a balanços inevitáveis dos doze meses que ficaram para trás. Este ano, o DCPL vai merecer diversas visitas ao passado, muita reflexão do que valeu a pena e do que acabou não sendo tão bom quanto o esperado, mas terei que segurar a minha ansiedade e aguardar até a próxima semana para dividir com vocês minhas divagações sobre o ano de 2008 e os meus anseios e esperanças para o ano de 2009. Eu acredito que esta semana seja o momento da gente ter outro tipo de surpresa. Talvez, a nossa esperança seja a certeza de que Deus existe e de que o menino Jesus passou pela Terra e nos deixou alguns ensinamentos importantes. Na maioria das vezes, para se ter essa certeza, nem precisa abrir a caixa de Pandora, basta olhar para o lado e se emocionar com o poder de doação do ser humano.

Este ano meu conto de Natal foi achado dentro de minha casa. Eu acredito que a grande maioria dos leitores do De Cara Pra Lua saiba que eu não tenho filhos. Acho que passei grande parte do tempo em que fui casada por duas vezes com a cabeça no mundo da Lua e nos momentos em que despertei e desci à Terra já era tarde para fazer a minha opção pelo sim, encarando anos e anos de dúvidas e questionamentos à espera do momento perfeito. Por um lado, ficou tarde pelo fato de ter que reorganizar minha vida e pelo outro, muito tarde para meu relógio biológico. Roberto jura que eu, se quisesse, poderia ainda ter um filho. Eu não tenho tanta certeza e já que caminhei até aqui sem tê-los, a tendência é que esse estado permaneça pelo resto de minha vida.

Mas, sempre admirei a coragem e a capacidade das mulheres que decidiram ser mãe. E dos homens que enfrentaram o enorme desafio de serem pais. Admiro mais ainda, a escolha de quem decide tirar de uma situação de infelicidade as crianças abandonadas pela vida. Em minha concepção, requer muito mais amor pelo próximo ser capaz de amar um filho que não é seu. Ser capaz de colocar nos braços e olhar com carinho e amor uma criança que foi gerada numa situação desconhecida, sem nenhum tipo de garantia, sem ter seu sangue, seu DNA, os olhos da mãe ou os cabelos do pai. Eu acho que a capacidade de amar o filho dos outros é uma missão muito mais sublime do que amar aos nossos próprios filhos. Pois os nossos filhos são nossos por direito e definição, os dos outros serão nossos por conquista e doação.

Este ano nós fomos surpreendidos por uma adoção tripla em nossa família. Um sobrinho do Roberto adotou três crianças como se seus filhos fossem. O mais velho tem dezesseis anos, o do meio tem doze e a menina mais nova tem nove. Filhos da mulher que trabalhava em sua casa, as crianças ficaram órfãs há dois meses. A mãe faleceu deixando-os sós, sem família, sem vínculos. A mão estendida pronta para adotar um deles, não teve coragem de separá-los e decidiu que os três fariam parte da família. E, de crianças sem parentes, sozinhas no mundo, candidatas ao abandono, eles passaram a fazer parte de uma imensa família, com inúmeros tios, primos e tias, irmãs e avós postiços.

Esta foi a minha grande surpresa neste final de ano. Emocionei-me quando me contaram essa história e decidi, no momento em que soube da notícia, que a história de Marcos e seus três filhos seria o Conto de Natal que eu gostaria de dividir com vocês, seria a prova aos meus leitores de que Deus existe e de que o espírito natalino é mais do que os Avatares que alegremente desfilamos pelos Halos. Marcos, que bacana! Que orgulho nós temos de você! Crianças sejam bem-vindas! Espero que saibamos fazê-las felizes! Feliz Natal Marcos e sua nova família! E, para os leitores do De Cara Pra Lua, um Natal de luz para todos! E muito amor ao próximo...



Escrito por Susan 3h09 PM
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