BBB9: Max fala sobre a morte de sua avó e dos boatos que seria gay
BBB9: Max fala sobre a morte de sua avó e dos boatos que seria gay
Claudia Dias
Numa típica tarde quente do Rio de Janeiro, o mais novo vencedor do "Big Brother Brasil", Maximiliano Porto, o Max, recebeu o Babado para um bate-papo. O carioca, que tentava participar do programa desde a sua primeira edição, fala sobre a morte da avó e do "diz-que-diz" sobre a sua sexualidade.
Babado: Qual foi a sua maior surpresa aqui fora? Max: Uma coisa que me surpreendeu foi a questão do favoritismo. Eu não fazia ideia de que era tão favorito. Nos primeiros dias, nas primeiras semanas de confinamento, eu já era apontado como “o favorito” e até saí na capa de uma revista! Eu não tinha ideia disso...
Babado: Você achava que não duraria no reality show? Max: Eu não sabia se as pessoas entenderiam a minha postura de “jogador”. Fiquei nove anos tentando entrar na casa e, quando finalmente consegui, quis levar a sério. É a mesma coisa de você estudar anos para o vestibular e, quando entra na faculdade, percebe que tem aqueles que só vão beber e outros que querem estudar mesmo. Eu poderia ter ficado na moita, mas não sou assim, tanto que na primeira semana eu disse: “Estou aqui para jogar. Não vou ser desleal com ninguém, mas sou um jogador mesmo”.
Babado: Tendo em vista a divisão do confinamento entre os lados “a” e “b”, você sentiu algum tipo de hostilidade do público? Max: Não senti hostilidade, pelo contrário, todo mundo me parabenizou pelo fato de eu ter assumido uma postura. Mas agora eu tenho uma nova visão, acho que não se discute religião, política, futebol... e Big Brother! É uma questão de paixão, cada um tem a sua opinião. Quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta.
Babado: Fora da casa, boatos davam conta de que você poderia ser gay, como encara isso? Max: Eu sempre soube lidar muito bem com essa história de desconfiança e sou um cara muito bem resolvido. As pessoas a quem eu devo alguma coisa - Fran, minha família e amigos - sabem que isso é a maior bobagem, uma perda de tempo. As pessoas querem polemizar, mas isso é uma grande perda de tempo.
Babado: Mas você e Flávio ficaram muito próximos... Max: O Flávio é um irmão. As pessoas tendem a “maldar”. Eu sempre fui fraternal, sempre beijei meus amigos e meus irmãos, nunca tive vergonha de demonstrar meu amor e meu carinho pelos meus amigos, e com o Flávio não foi diferente. Ele é de uma família italiana, a tradição deles também é essa. Nada a ver. Isso aí é tudo preconceito bobo.
Babado: O namoro com a Francine continua? Max: Com certeza. Eu sempre levei muito a sério os meus compromissos, os meus relacionamentos. Nunca fui de “pegação” ou de “galinhagem”. A gente se gosta de verdade e a minha intenção é ficar junto com ela mesmo. Como eu sempre disse: relacionamento é uma via de mão dupla, eu vou fazer a minha parte e, enquanto ela estiver fazendo a dela, vamos continuar juntos.
Babado: E se ela for convidada para posar nua, você vai encarar numa boa? Max: Tranquilamente. Vou apoiar. Se ela avaliar que é legal, quem sou eu para impedir ou para criticar?
Babado: Você posaria pelado? Max: Não, e nem pintaram convites. Já ficou bem claro que não é a minha onda. Eu pretendo continuar trabalhando na minha área.
Babado: Vai tentar carreira na televisão? Max: Eu nasci artista plástico e vou morrer assim. Não pretendo sair desse ramo e nem tenho pretensões de virar ator. Se quisesse, já teria me aplicado, já teria estudado... Eu tenho 30 anos e não sou nenhum menino, a minha época de investir nesse tipo de coisa já passou.
Babado: Já tem planos de como vai gastar esse dinheiro? Max: A ideia é não gastar.
Babado: O que vai fazer com ele? Max: Quero aplicar e viver da renda dele. Não sou um cara deslumbrado, não quero uma mansão ou um carrão, eu só quero viver bem. Eu estou milionário e, para continuar assim, o milhão tem que continuar lá. Se eu tirar R$ 1 da bolada, voltamos para a casa dos mil. Também tenho o sonho de comprar um imóvel, mas não desse milhão, ainda quero ver os trabalhos que vão pintar. Eu não tenho pressa.
Babado: Pretende fazer uma nova tatuagem? Max: Sim, eu vou fazer mais uma. [Neste momento, Francine vira-se para ele e brinca: “Ele vai fazer o meu nome, ele vai escrever 'Francinize-se' em um dos braços"]. Eu tenho pretensão de “fechar” os dois ombros e, apesar do BBB ter marcado a minha vida, eu não faria uma tatuagem com a marca do programa.
Babado: Ana Carolina comentou, no “Domingão do Faustão”, que não gostou de você ter vencido o programa. Você ficou chateado com a declaração dela? Max: A Ana tem todo o direito de estar se sentindo frustrada, chateada... é mais do que natural ela estar revoltada por não ter ganho. Nos bastidores do Faustão, eu fiz questão de falar com ela, mas ela me evitou.
Babado: Naiá também falou de você, disse que não valia nada. Max: Foi uma declaração infeliz e agora cabe a ela administrar isso. Para mim, não mudou nada: o respeito que eu tinha por ela não mudou. Além do mais, isso não vai mudar o resultado do Big Brother. Não me afeta diretamente, estou feliz pra caramba e nada que eu venha a ouvir vai me chatear.
Babado: Como você encarou a decisão da sua família de não contar que sua avó havia morrido? Max: Respeito a decisão da minha família e concordo que foi benéfico para mim, até porque o vídeo já tinha me dado um conforto. Se eu não tivesse recebido o vídeo, teria ficado um pouco chateado sim. [No confinamento, semanas antes de sua avó morrer, Max ficou emocionado ao assistir um vídeo no qual sua avó aparecia lúcida].
Max: Na ocasião, sua mãe disse que estava sendo pressionada a contar sobre a morte, e que o diretor Boninho queria vê-lo fora do programa. Max: Estou por fora dessa polêmica e também não vou entrar nessa questão. Acredito que foi uma declaração passional da minha mãe. A gente tem que dar um pouco de crédito para ela, porque em um mês ela perdeu a mãe e viu um filho ganhando um prêmio milionário.
Max: O que passou na sua cabeça no momento em que o Pedro Bial anunciou o resultado final do BBB? Max: Nada. Cabeça vazia total. Incrível, foi tudo em câmera lenta, não deu para processar nada.
Max: O Big Brother dá aos seus participantes apenas alguns momentos de fama, como vai lidar com um possível “esquecimento” do povo? Max: De mais de 100 participantes, só dois ou três conseguiram sobressair e continuam na mídia. Seria muito ingênuo criar alguma expectativa quanto a isso. Não entrei para o BBB para me tornar famoso, a intenção era o desafio mesmo. Vou fazer “o meu” e o que acontecer será consequência.
Babado: Já fez planos para o futuro? Max: A intenção é continuar na minha área. Quero, até o final do ano, tentar viabilizar uma exposição das minhas peças, dentro do projeto de minimins. Falta tempo para sentar e produzir algumas peças, mas espero conseguir até o fim do ano.
Apaixonada por Benhê, o Max, vencedor do BBB 9, a gaúcha Francine Piaia, de 25 anos, é uma mulher feliz e bem resolvida com seu corpo e sua sexualidade. Se durante o confinamento do reality show a professora não pôde satisfazer sua libido com o namorado, fora da casa Fran descobriu no carioca um homem caliente, que a satisfaz plenamente. “Ele é uma delícia! Nos demos muito bem na cama”, revela.
Na conversa com o Paparazzo, ela diz que não tem vergonha de nada e que entre quatro paredes vale tudo com o parceiro. E se ele topar usar brinquedinhos sexuais na hora H, ela também topa. “A única coisa que me deixa com vergonha é o início do relacionamento. Depois, me solto por completo”.
Por Luciana Tecidio
Você parece ser uma pessoa muito bem resolvida com seu corpo. De onde vem essa liberação? Não sei. Sempre fui assim. Posso dar uma palestra pra cinco mil pessoas que não sinto vergonha de nada. A única coisa que me deixa meio tímida é início de namoro. Fico com vergonha das primeiras intimidades por não conhecer bem o parceiro. Mas depois, me solto.
Você e o Max se deram bem na cama? Muito bem. Melhor do que eu esperava. Esse homem é uma delícia. Ele dá de dez a zero em todos! As mulheres que o desprezaram, não sabem o que perderam (risos)!
Você é daquelas que quando está com tesão topa fazer sexo em qualquer lugar? Não... O perigo me trava, fico tímida. Não gosto de fazer nada louco, não. Sou meio tradicional. Gosto mesmo é das quatro paredes, numa cama confortável, num lugar seguro (risos).
Numa relação sexual, você gosta de inovar? Usa, por exemplo, 'brinquedinhos' sexuais? Olha... Se a pessoa topar, eu topo também.
No BBB você deu uma aula de sexo anal. Costuma praticar? Aquilo lá foi tudo brincadeirinha, gente (risos)! Só sei que as mães não vão mais deixar seus filhos terem aula comigo...
Fran garante que sexo com Max é melhor do que ela esperava
'As mulheres do BBB que o desprezaram, não sabem o que perderam. Ele é uma delícia!', garante a ex-sister
Luciana TecídioDo Ego, no Rio
Fran está apaixonada. Não somente pelo jeito de Max, mas principalmente pela sintonia que descobriu ter com ele na cama. A ex-sister contou ao EGO que a performance do carioca é melhor do que ela esperava. “Gente, esse homem é uma delícia! É muito melhor do que eu imaginava. As mulheres que o desprezaram na casa, não sabem o que perderam”, disse.
O casal está morando junto desde que saiu do programa da Rede Globo. Enquanto não encontram um apartamento para dividir, a dupla dorme na casa de sua assessora de imprensa, na Zona Sul do Rio. “Para te ser sincera, temos dormido muito pouco. Cerca de três horas por noite, no máximo!”, contou a gaúcha, cheia de disposição.
Os finalistas do BBB9 já chegaram e estão muito ansiosos para a gravação em que vão participar do quadro Prova do 9! Francine conta que sempre foi fã da rainha e que nunca pode participar do programa pois morava longe.” Estou realizando um sonho!”, disse Fran. Flávio e Max também não escondem a empolgação! A participação dos ex-BBBs vai ao ar no dia 16 de maio!
E fique ligado, o TV Xuxa volta ao ar no próximo sábado, dia 18!
Quando olhamos com os olhos do preconceito, corremos o risco de não vermos a beleza mais eterna, aquela que não é aparente, a que não se vai com a idade, com o passar do tempo. A que não se prende a coisas materiais, mundanas e corriqueira. Talvez Susan Boyle passasse por nós e não tivéssemos jamais a noção do quanto ela poderia nos emocionar. Quantas vezes fechamos nossos olhos para os valores fundamentais e importantes da vida apenas por não darmos a devida atenção ou simplesmente por não percebemos o que está a nossa volta? Talento é "belo" por apropriação, não precisa de constatação, tampouco de fotografia. E a beleza da arte vai além do belo estabelecido pelo olhar convencional, pelas idéias acanhadas e pela deturpação do preconceito.
O que nós esperamos da décima edição do Big Brother Brasil? Eu, sinceramente, não faço a menor idéia. Quando acabou o BBB8 a gente tinha muito claro tudo o que não desejávamos para o BBB9, ou seja, participantes medrosos, se escondendo das contradições do jogo e dos relacionamentos, jogadores que se esgueirassem pela casa sobrevivendo por não se expor, os tradicionais come e dorme sobre os quais nós apenas intuíamos as intenções sem realmente chegara conhecê-los. O BBB8 representou o anti-jogo em todos os seus matizes, nas amizades, na convivência e nos relacionamentos amorosos. Os casais formaram-se muito rapidamente, não houve conquista, as amizades exageradamente cantadas e fantasiadas e o cheiro de uma relação oportunista e de ocasião rondava a oitava edição. Ficamos felizes em ver o BBB8 pelas costas enterrando as Biones, Jaharas e Gyselles. Loucura, não? Quem diria que em tão pouco tempo uma borracha tivesse sido passada em toda uma edição de três longos meses?
Pois a temporada em 2008 foi longa. A gente não agüentava mais assistir e creio que a produção não agüentava mais editá-los e mostrá-los ao público. Ao contrário do BBB9 que teve seu encerramento adiado por uma semana, o BBB8 acabou antes do previsto. A grita geral parecia ser, vamos nos livrar desse troço o mais rápido possível. Um ano se passou e a produção do Big Brother mostrou que estava disposta a fazer um ano diferente. Escolheu um super elenco, podem os perdedores chorar a vontade, sei que eles jamais ficarão satisfeitos já que inicialmente apostaram num fraco e covarde Leonardo e numa mimada e imatura Ana Carolina. No afã de resistir ao charme do lado B e se contrapor a uma possível vitória do Max ou da Francine, até a Naiá foi colocada no colo e reverenciada.
Isso, a Naná, aquela senhora racista e anti semita, fofoqueira, maledicente e chata. Enalteceram a Naiá, acolheram a Ana e só nos dá satisfação assistir de camarote à pobre performance dessas indistintas senhoras aqui fora, depois de findo o jogo. Não me surpreende em nada o comportamento das duas, está presente em cada declaração, em cada participação no Faustão a total falta de educação, a maldade intrínseca e traduzida em maledicência declarada, o despeito e principalmente a arrogância daquelas que se julgavam as melhores, as eleitas, as escolhidas. Eu imagino a imensa dor de cotovelo de quem jogou tanta pedra principalmente no Max, imaginando que ele seria odiado pelo público, trabalhando em prol deste ódio dentro do programa em cada palavra proferida em bocas profanas, desejando que ele tivesse toda sorte de rejeição.
Eu imagino o quanto deve estar sendo doído vê-lo, junto com a Fran, coroado pela mídia, sendo tratado como uma pessoa decente, como um cara bacana e com uma linda história para contar. Deve realmente estar sendo insuportável, para quem apostou tanto no ódio, ver Max coroado e cercado por tanto amor. Amor de sua torcida e, além disso, o respeito da mídia e dos apresentadores, artistas e jornalistas da Rede Globo. Chorem, podem chorar a vontade, podem espernear, chutar a canela e dizer – Boninho feio, chato, tirou minha alegria e minha vitória antecipada. Podem reclamar, dizer que foi por pouco, questionar tudo que quiserem, pois a vitória é do Max, foi forjada na luta de sua torcida, na garra de quem acreditou e apostou nele enquanto um vencedor. O choro é livre, mas a nossa comemoração também é livre, oportuna e merecida.
Não me espantam as declarações no Pânico tampouco as afirmações no Chat da Globo.com. Não me espanta a pequenez do Leo, suas aparições bêbado, sua incoerência, sua inveja explícita, seu inconformismo por ter saído antes. Eu nunca comprei o Leo, pouco apostei nele, tinha alguma coisa em seu comportamento na casa que era dúbio e ensaboado. Não tivemos a oportunidade de saber exatamente o que era, mas vê-lo aqui fora, acompanhar suas notícias na mídia, só nos traz a certeza de que Leonardo estava mesmo muito longe de ser, sequer, um candidato a ganhar um milhão de reais. No entanto, de uma coisa nenhum de nós poderá reclamar e este foi o grande ganho da nona edição. Este ano, nada, absolutamente nada ficou debaixo do tapete, tudo veio à tona, todos os sentimentos foram claramente expressos, todas as opiniões foram deixadas claras e sem dúvida.
Gostando ou não de determinados jogadores, o papel desempenhado por cada um deles foi importante para nos manter presos à telinha da TV curiosos com o rumos dos acontecimentos. Fossem as maldades da Naná e da Ana, os revezes e dubiedade do jogo da Priscila e do Flávio, a paixão sem futuro da Milena pelo Ralf que a deixou cega por alguns momentos no jogo, as intrigas da Maíra e a maneira como ela fez Flávio de palhaço dentro e fora do jogo, até mesmo a apatia da Mirla serviu de contraponto à volúpia e carisma da Francine. Na verdade, estamos orgulhosos de nossas escolhas, orgulhosos de vermos em cada entrevista ou declaração do Max ou da Fran a confirmação de que eles são do jeitinho que a gente imaginou, orgulhosos de vermos confirmadas aqui fora os nossos juízos de valor e a nossa observação sobre o relacionamento humano. Tristes são aqueles que precisam explicar ou justificar suas escolhas, infelizes os que se rasgam de despeito, desesperados os que se transformam por suas palavras e atitudes em fracassados e derrotados.
Hoje estamos maximizados, maxineizados, francinizados, enfim, estamos intoxicados pela nona edição de maneira irremediável, de tal maneira que até os rumos do De Cara Pra Lua estão confusos até o momento. Quando acabou a oitava edição eu sabia exatamente o que iria fazer aqui no blog, ou seja, seguir em frente e falar de assuntos diversos e esquecer que um dia Marcos, Fernando, Alexandre ou Juliana haviam freqüentado minha sala de estar. Hoje, apesar de não estar em crise de abstinência, é grande a dificuldade em esquecer o que, em minha opinião, foi a melhor edição de todos os tempos. Que venha o BBB10, imbuído dos ensinamentos do BBB9, um jogo adulto, franco, aberto e declarado. Um jogo sem medo, sem frescuras, sem hipocrisias, sem falsos heróis e princesas. Enfim, que venha o BBB10, cada vez mais buscando o espírito de um jogo para gente alegre, mas feito por e para gente grande.
Assim como Max inaugura um novo perfil de campeão, o jogador, Francine abre as portas para uma musa contemporânea cheia de vida e graça, definitivamente ela enterra o estilo miss de ser. De tabela, nossa Fran joga no lixo toda a hipocrisia que sempre rondou as musas do BBB. Jovens mulheres que ao entrar no Big Brother retrocediam muitos anos e se comportavam como se não fossem jovens de nosso tempo, vivendo com plenitude a sua sexualidade e a liberdade conquistada a duras penas por suas avós e mães. Ao término do programa fatalmente nos víamos diante de comportamentos diversos dos apresentados na casa. Fran leva para o BBB9 todo seu carisma, sua irreverência e liberdade de ser. Seus fãs jamais se decepcionarão, Fran é o que apresentou. Uma menina sem falsos pudores, generosa, amiga, sincera e muito corajosa.
Fran tem uma trajetória marcante, iniciando de uma maneira excessivamente caricata e que vai se desmontando ao longo do programa e de sua relação com Max. Francine faz uma bela transformação da boneca de pano à gente mostrando todas as suas contradições, sem medo de se expor, sem procurar ser politicamente correta. Fran nos deixou a certeza de que o valores que permeiam nossas vidas podem ser elaborados em meio à alegria, à fantasia e à descontração. Francine é um tipo inesquecível na galeria das musas do BBB, não deixa nenhuma emoção passar imune, é tipo ame ou odeie, jamais será ignorada. Uma espécie de sereia, pois em diversos momentos Fran parecia não pertencer ao nosso mundo. Determinadas horas ela parecia ter o enigma de uma esfinge, em outras ela tinha a alegria de um palhaço, para no momento seguinte transformar-se em sedutora mulher ou numa frágil menina.
A gente aqui no DCPL também tem um orgulho imenso de ter descoberto na Fran suas imensas qualidades. Qualidades essas que encantaram Max e milhares de pessoa. Fran não é de simples compreensão, para entendê-la devemos olhar com os olhos da alma e do coração. Por diversas vezes colocamos Fran de quarentena, para sermos rendidos no momento seguinte por sua capacidade de nos fazer rir e por seu jeito doce e manhoso de levar Max na conversa e no cafuné. Fran foi diversão certa no BBB9. Mas, uma vez conquistados por seus imensos olhos negros, jamais deixaremos de torcer e acreditar nessa grande menina e mulher. Francine com certeza também é uma vencedora. Salve, salve Francine Piaia.
Galera, ontem foi impossível atualizar o DCPL a noite. Estou com um carro batido esperando a vistoria do Seguro devo pegar um carro reserva hoje e meu outro carro resolveu me deixar na mão na volta do trabalho. Portando, cheguei super tarde em casa. Desculpem-me. Hoje eu volto a colocar textos no blog, o De Cara Pra Lua continua ativo até o ano que vem falando de assuntos variados, mas creio que este ano teremos muita coisa para publicar sobre o BBB, portanto continuem ligados aqui com a gente. Já se tornaram tradição os Encontros do DCPL, muitas pessoas têm me perguntado sobre este assunto. Este ano não fugiremos à regra. A idéia é fazer um grande Encontro aqui no Rio de Janeiro, quem pretende participar vai se organizando. Ainda não definimos a data, mas nós vamos conversando sobre isso nas próximas semanas. Tenho cerca de 1.500 emails sem ler e mais uns 1.000 sem responder. Vou procurar responder a todos a partir desta semana, me desculpem mais uma vez, mas foi impossível acompanhar o BBB e conciliar tantas coisas ao mesmo tempo. Espero contar com a presença de todos aqui até a próxima edição, eu amo todos vocês... Mesmo aqueles mais belicosos...rs... Obrigada à galera do Diário BBB pelos vídeos sempre atualizados. Volto mais tarde com o texto sobre a Fran!
Achei bacana o texto escrito pelo cartunista Zé Roberto Graúna sobre o Maximiliano Porto, o nosso Max que eu li no Blog Max e Fran. Durante três meses no meio de tantas bobagens lidas pela net uma delas era a acusação feita ao Max dele ser um “vagabundo”, um desocupado. E durante todo esse tempo quando Max falava na casa que ele era um artista essas suas afirmações eram colocadas em dúvida como se fossem mentiras. Pois parece que Max até falou pouco sobre sua arte. Eu sei das dificuldades imensas que é sobreviver neste Brasil vivendo de arte, meu marido é artista plástico e tem que provar, muito mais do que qualquer executivo, seu valor diariamente, pois luta não apenas com o superar-se, mas também com o descrédito de um país que aposta tão pouco na cultura e na arte.
Ser artista no Brasil é mais que uma vocação é profissão de fé. Eu, assim como o colega cartunista de Max, também espero que toda esta loucura de ser uma Celebridade não interfira em seu caminho como caricaturista e escultor, que esse milhão vá ao encontro de sua especialização e divulgação de sua arte, que ele consiga finalmente fazer os cursos desejados, as viagens sonhadas. Que caia de cabeça no circuito de museus, que consiga conhecer o Metropolitam Museum, o MOMA e o Guggenheim em Nova York, a White Cube e a Tate Gallery em Londres, o Prado em Madri, o George Pompidour em Paris. Que caia no mundo em busca de novas aventuras. Go Max, go!
Eu, minimizado em frente à TV
Eu sempre fui bastante radical em relação aos reality shows que infestam a programação das emissoras de TV, principalmente quando se trata do Big Brother Brasil. Da primeira à oitava edição do programa, nunca sequer dei a famosa espiadinha. Não faço a menor ideia de quem foram os vencedores e novos milionários dos primeiros programas. Nas reuniões de família e rodas de amigos, por muitas vezes eu me sentia como um alienado do besteirol televisivo, afinal todos discutiam acaloradamente quem sobreviveria aos próximos paredões. Mas eu me mantive firme e forte. Não dei o braço a torcer e não vi, nem de passagem, as peripécias dos brothers. Também não comprei nenhuma Playboy com as gostosonas que saíram da atração e, acredite se quiser, só conheço a bela Sabrina Sato por causa do Pânico na TV.
Pois bem, durante as veiculações dos anúncios do Big Brother Brasil 9, fui informado pelo caricaturista Souza de que nosso colega Maximiliano Porto estava participando do programa. Max já era um artista bastante conhecido na Internet graças às ótimas esculturas que cria. Além disso, é também ótimo desenhista com boa desenvoltura para a caricatura. Por meio do Orkut e no Flickr, o artista já havia postado uma série de imagens bem interessantes de seus bonequinhos caprichosamente finalizados, especialmente a escultura da atriz Laura Cardoso, a quem o Max entregou pessoalmente sua réplica em miniatura na festa do XV Festival de Teatro do Rio de Janeiro.
O trabalho do Max Porto é de fato muito bom, e eu, que cheguei a pensar em encomendar um bonequinho do Santos Dumont para a minha coleção, comecei a me arrepender por não tê-lo feito antes. Imaginei que se o Max ganhasse o prêmio máximo do programa suas esculturas tornar-se-iam peças de colecionador. Azar o meu.
Então, arriscando meu passado quase xiita, resolvi assistir ao menos a um desses programinhas. Passaram-se alguns dias e lá estava eu minimizado, sentado à frente da TV, assistindo pela primeira vez à atração global. Não cheguei a ver o programa todo. Na verdade, peguei o bonde andando. Com certeza não perdi muita coisa, mas, quando liguei a televisão, vi uma das participantes tentando justificar por que estava votando em alguém para o tão temido paredão. Ela disse mais ou menos assim: “Bial (dirigindo-se ao Pedro Bial), eu voto na fulana, porque tenho 'menas' afinidade com ela”. Menas? Ave Maria! Comecei mal. Não aguentei a sofrível linguagem da jovem candidata, desliguei a TV e fui dormir sem ver a cara do Max.
Nos dias que se seguiram, percebi que a pobre jovem autora da infeliz frase havia sido eliminada no tal paredão. Ainda bem! Conforme alguns participantes foram sendo abolidos, o programa foi ficando menos chato e mais digerível. Sendo assim, fiquei menos exigente e cheguei até a me divertir com algumas armações e micos da galera. Confesso que dei boas risadas com os estranhos casais formados na casa. A veterana Naiá e a mimada Ana, Max e... Flávio e ou Francine, estes últimos, num esquisito ménage à trois que foi inteligentemente usado pelo Max no jogo. Afinal, o tal BBB é ou não é um jogo?
Se é para avacalhar de vez o meu passado de oposicionista do BBB, vale lembrar que o Max foi de fato um jogador e tanto. Mas, como todo bom jogador, também blefou. Alguém conseguiu entender qual era a sua estratégia ao praticamente entregar os pontos na prova do automóvel? Eu levei um susto quando ele perguntou à boazuda Priscila: “Tá com o pé no acelerador? Então deixa o pé aí. O carro é seu”. E saiu da prova dando a entender que continuava jogando. Mas essa jogada quase custou caro no final e nosso “artista plástico” (a mídia insiste em apresentá-lo como tal, e não como caricaturista) foi parar num inesperado paredão, e com a Ana, que já havia mandado pro saco seis de seus adversários, transformando-se numa espécie de papa-tudo em matéria de paredões. O Max escapou e foi disputar a preferência do público (será que vale mesmo a vontade do público?) com a Prisicila e a Francine. Não sei, não, mas fiquei meio ressabiado com os resultados mostrados nos finais de cada eliminatória. A gente nunca sabe como eles computam esses votos. Tem quem defenda a tese de que na hora da verdade quem manda embora mesmo é a produção do programa. Fica quem é mais polêmico ou quem tem o corpo mais sarado. Tudo em nome da audiência.
Foram três meses de tortura. Acompanhar um treco desses é como entrar no malfadado quarto branco, mas eu fui valente e não apertei o alarme. Consegui chegar até a derradeira edição para ver o Max ganhar aquela grana toda no último dia. Obviamente que minha satisfação só não foi maior que a do próprio Max. Finalmente vi um caricaturista ficar rico e famoso sem ser o Ziraldo.
Agora resta torcer para que essa exposição excessiva sirva de fato para fazer surgir para o País o ótimo desenhista de humor e escultor que é o Maximiliano. Não que volta e meia ele não possa aparecer como modelo ou sei lá o quê, afinal de contas quem ganhou um milhão de reais, em plena crise mundial, pode tudo. Mas eu torço, e torço muito, para que o Brasil descubra o belo artista que é esse tal de Max Porto. Mais ainda, torço para que ele saiba administrar tanto a cabeça quanto o bolso e, de preferência, em prol de sua arte.